<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346</id><updated>2012-02-02T16:25:48.112-02:00</updated><category term='Clóvis Gonçalves'/><category term='P-5C'/><category term='Leonardo Galdino'/><category term='Helder Nozima'/><category term='Roberto Vargas Jr.'/><category term='Allen'/><title type='text'>5 Calvinistas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>266</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-4474693262999539985</id><published>2012-02-02T16:25:00.003-02:00</published><updated>2012-02-02T16:25:48.120-02:00</updated><title type='text'>Um post pelo centenário do nascimento de Francis Schaeffer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2012/01/o-pastor-poeta-centenario-do-nascimento.html" target="_blank"&gt;Originalmente publicado no BJC&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;• • •&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[ Francis Schaeffer nasceu no dia 30 de Janeiro de 1912. Nesta semana se fizeram 100 anos do seu nascimento]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• • •&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente mais do que qualquer outro autor, teólogo, filósofo ou apologeta, Francis Schaeffer tem contribuído para moldar o meu pensamento e prática ministerial. Este é, sem dúvida, o nome mais comentado no BJC - não por idolatria, mas por respeito e para conceder os devidos créditos a quem me ajudou a entender muitas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês verão escritos sobre Schaeffer direta ou indiretamente pelo menos nestes posts: &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2010/04/o-lancamento-do-ano.html" target="_blank"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2010/01/o-deus-que-intervem-morte-da-razao-e-o.html" target="_blank"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2008/08/bate-papo-com-o-pr-augustus-nicodemus.html" target="_blank"&gt;3&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2008/06/seria-bom-voc-conhecer.html" target="_blank"&gt;4&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2008/12/10-grandes-livros-lidos-em-2008.html" target="_blank"&gt;5&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2007/10/o-fundamento-cristo-para-o-cuidado-com.html" target="_blank"&gt;6&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2010/09/noticia-feliz.html" target="_blank"&gt;7&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2010/02/formspringme_6865.html" target="_blank"&gt;8&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2010/03/ouca-biblioteca-de-mp3-do-labri.html" target="_blank"&gt;9&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2008/04/pra-no-ficar-no-esquecimento.html" target="_blank"&gt;10&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2008/03/sobrenaturalismo-horton-e-o-mundo-dos.html" target="_blank"&gt;11&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2011/05/bate-papo-com-guilherme-de-carvalho-o.html" target="_blank"&gt;12&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2008/09/how-should-we-then-live-1-roman-age.html" target="_blank"&gt;13&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2010/02/formspringme_5720.html" target="_blank"&gt;14&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/01/livrim-da-semana-marca-do-cristao.html" target="_blank"&gt;15&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2011/05/uma-visita-ao-labri-brasil.html" target="_blank"&gt;16&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2010/05/livrim-da-semana-2-arte-e-biblia.html" target="_blank"&gt;17&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/05/25-anos-sem-e-com-francis-schaeffer.html" target="_blank"&gt;18&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2011/12/uma-palmada-do-estado.html" target="_blank"&gt;19&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2007/10/schaeffer-diz.html" target="_blank"&gt;20&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/01/francis-schaeffer-e-o-seu-legado-por.html" target="_blank"&gt;21&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2011/11/beleza-unidade-e-sentido.html" target="_blank"&gt;22&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009 escrevi algo sobre &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2009/01/francis-schaeffer-e-o-seu-legado-por.html" target="_blank"&gt;o legado de Schaeffer e o seu impacto sobre mim&lt;/a&gt;. Eu praticamente repetiria o texto se o escrevesse hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, prefiro ser menos redundante, indicar os textos já escritos, e mencionar poucas contribuições recentes de minhas leituras do e sobre o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 &lt;i&gt;Tenho aprendido que existem lutas que precisamos encarar como parte de nosso ministério&lt;/i&gt;. Schaeffer lutou contra a dislexia, a depressão, a ira, e muitas vezes com a falta de apoio e crítica de outros cristãos. Ele lidou com isso corajosamente, e sou estimulado ao perceber o seu exemplo. Aprendo que não devo fugir de minhas lutas, mas encará-las e vivê-las com a seriedade de um servo de Deus, entendendo que o Senhor está cuidando de &amp;nbsp;mim. A experiência de L'Abri em termos dos desafios financeiros, e a vivência da fé de Schaeffer e da equipe são desafiadoras e estimulantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img.webme.com/pic/p/progressistasdecristo/francis.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://img.webme.com/pic/p/progressistasdecristo/francis.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Schaeffer (1912 - 1984)&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;2 &lt;i&gt;Tenho aprendido sobre o binômio santidade e amor&lt;/i&gt;. Schaeffer ressalta bem em suas obras a necessidade de sermos firmes e amorosos. O caráter de Deus expressa sua santidade e justiça, ao mesmo tempo em que Seu amor e graça. Tenho visto meus irmãos calvinistas e os reformados radicais (também chamados de neopuritanos) e os arminianos e pentecostais agirem com exagerada "santidade", desconsiderando o amor - pelo contrário, massacrando e destruindo os seus oponentes, sem um desejo mais puro de ganhá-los, ajudá-los e servi-los. Tenho me visto nessa mesma situação por vezes e vezes. No outro extremo, vejo liberais, teólogos existencialistas, emergentes e o povo da teologia relacional, além dos adeptos do jeitinho brasileiro demonstrando exagerado "amor", sem considerar a santidade. São sempre carinhosos, nunca confrontando nem apontado o pecado, e assim entregam os pecadores à sua destruição. Também tenho me visto nessa situação algumas vezes. Schaeffer aponta para o equilíbio - santidade e amor: falar a verdade e as coisas duras, mas como fruto de um coração quebrantado, que deseja ver o irmão andando corretamente diante de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 &lt;i&gt;Tenho aprendido sobre engajamento cultural&lt;/i&gt;. Bebendo da fonte calviniana e kuyperiana, Schaeffer enfatizou o senhorio de Jesus sobre todas as áreas da vida, e assim estimulou o engajamento dos cristãos em todas as áreas da cultura. Por meio de Schaeffer, tenho sido encorajado a apreciar mais as artes, a estudar mais a política, a conhecer melhor as ciências, e a me envolver com tudo isso, reivindicando o senhorio de Jesus sobre tais demarcações. A verdade é a verdade total, e assim posso falar desavergonhadamente sobre Jesus em qualquer área. Mesmo em face do cinismo contemporâneo, da intolerância diante da religião institucional e da moral judaico-cristã, posso levantar minha voz e anunciar Jesus sem medo - Ele é senhor de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 &lt;i&gt;Tenho sido desafiado a praticar a hospitalidade&lt;/i&gt;. Este é um dos requisitos bíblicos para os presbíteros (pastores), mas creio que exercemos pouco ou nada fazemos. Nas leituras e exemplo de Schaeffer sou desafiado a exercer a hospitalidade de modo mais aberto e amoroso, recebendo e acolhendo pessoas - dentro e fora de meu apartamento - com um coração pronto a compreender e cuidar. Mesmo os provocadores são desafios a que expressemos amor genuíno em uma era individualizada e narcisista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 &lt;i&gt;Tenho aprendido sobre forma e liberdade na igreja&lt;/i&gt;. A eclesiologia proposta por Schaeffer é bíblica e desafiadora. Ele me ajudou a compreender os elementos essenciais do culto e da igreja - do mesmo modo que qualquer defensor do princípio regulador do culto faria -, mas também me ajudou a entender que dentro da forma, existe liberdade de caminhar. Precisamos seguir a Escritura à risca em suas determinações sobre o culto, mas podemos exercer criatividade para promover outros momentos de edificação conforme a necessidade da igreja. Schaeffer nos desafia e estimula a sermos bíblicos, e ao mesmo tempo criativos - trabalhar com perguntas e respostas, interagir com as artes, entender as demandas do rebanho é tarefa pastoral. Assim sou levado a respeitar as igrejas que caminham do modo mais tradicional possível, ao mesmo tempo em que respeito as que são bíblicas em seu culto, mas promovem outras ocasiões "não tão comuns" de edificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há muito o que aprender. Sou grato a Deus por ter criado Schaeffer, e por nesta semana se completar 100 anos do seu nascimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-4474693262999539985?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/4474693262999539985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/02/um-post-pelo-centenario-do-nascimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4474693262999539985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4474693262999539985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/02/um-post-pelo-centenario-do-nascimento.html' title='Um post pelo centenário do nascimento de Francis Schaeffer'/><author><name>Allen Porto</name><uri>https://profiles.google.com/106024714305089542038</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-rF3brLEo-gw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAMB0/sn3HDqu-OEw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-5502244230241563561</id><published>2012-01-23T08:30:00.000-02:00</published><updated>2012-01-23T08:30:03.955-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Pastoras pelo casamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em minha denominação (O Brasil Para Cristo) há um movimento em favor da aprovação da ordenação de mulheres&lt;/b&gt; ao ministério pastoral. Por ser minoria, o movimento não tem logrado êxito em aprovar na Assembleia Nacional a sua petição, que aliás sofre grande rejeição por parte da maioria dos ministros. Em vista disso, tem sido adotada uma estratégia no mínimo sorrateira para tornar o termo pastora mais palatável no arraial brasilparacristiano: atribuir o título de pastora às esposas de pastores. De uma hora para outra, centenas de mulheres viraram pastoras e são assim distinguidas nas congregações e em congressos, simplesmente por terem se casado com pastores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As razões apresentadas geralmente são três. São esposas de pastoras, logo, compartilham do ministério de seus maridos. Elas exercem funções que são próprias ao ministério pastoral, logo, são pastoras. E, finalmente, participam das agruras ministeriais de seus maridos, então é justo que sejam honradas tal qual eles são com o título de pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em relação ao primeiro argumento, é bom que se diga que a chamada para o ministério é pessoal&lt;/b&gt; ou melhor dizendo, individual. Pedro era casado, mas quando foi chamado para o apostolado, o chamado dizia respeito a ele somente. Mesmo que sua esposa a acompanhasse em suas viagens ministeriais, não era apóstola nem era chamada assim pela igreja. Paulo ao referir-se ao fato de Pedro e outros oficiais se fazerem acompanhar de suas esposas, não as chama de pastoras. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Porventura não temos o direito de levar conosco uma crente como esposa, como também os outros apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Co 9:5). O fato de serem esposas de apóstolos não as distinguia como apóstolas. Elas são &lt;b&gt;&lt;i&gt;“uma crente esposa”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, ou mais literalmente, &lt;i&gt;&lt;b&gt;“uma irmã esposa”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. O casamento que faz homem e mulher uma só carne, não os torna um só ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A mulher casada com um pastor não exerce por isso a função pastoral.&lt;/b&gt; Embora possa exercer na igreja algumas atividades que seu marido pastor também exerce, ela não faz na condição de pastor. É justo e ordenado que ela ensine as mulheres mais jovens, pois Paulo ordena &lt;b&gt;&lt;i&gt;“que instruam as mulheres moças a amarem seus maridos e seus filhos”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Tt 2:4). Podem e devem seguir o exemplo de Eunice que ensinou seu filho ao qual Paulo disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;“desde a infância sabes as sagradas letras que te podem instruir para a salvação pela fé que é em Cristo Jesus”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (2Tm 3:15). Porém, o mesmo Paulo vedou a elas o ensino autoritativo na congregação, atribuição do pastor: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Tm 2:12). Outros homens na congregação desenvolvem ministérios que se assemelham em aspectos ao ministério pastoral, mas nem por isso são ou devam ser chamado de pastores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alega-se, ainda, que ser esposa de pastor exige sacrifícios extras&lt;/b&gt; e que por isso é justo que ela seja honrada com o nome de pastora. Porém, alguma coisas devem ser ditas em relação a isso. A primeira, é que o termo pastor (e seus equivalentes presbíteros e bispos) não se refere a títulos honoríficos nas Escrituras, mas a função que essas pessoas exercem. Apóstolo, pastores, bispos, presbíteros etc. nunca aparecem antecedendo o nome da pessoa, como em títulos, mas sempre depois deles, como as funções. Em segundo lugar, se sofrimento e sacrifício rendesse título, o mais apropriado seria o de mártir, e não de pastor. Em terceiro lugar, não é apenas a esposa do pastor, mas toda a família afetada pelo ministério. Os filhos também o são, mas nem por isso devem ser chamados de pastorzinhos na igreja. Na lista de qualificações para o pastorado consta &lt;b&gt;&lt;i&gt;“que saiba governar bem a sua casa, tendo seus filhos em sujeição com todo o respeito”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Tm 3:4), ou seja, esposa e filhos afetam e são afetados pelo ministério do marido e pai, mas não a ponto de reinvidicarem serem honrados ou distinguidos na igreja com títulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Disso tudo se desprende que é incabível esposa de pastor serem chamadas de pastora&lt;/b&gt;. A intenção disso é distinguir entre irmãos na igreja, o que é sempre danoso ao Corpo. Temos funções diversas, pois o Espírito nos usa com uma diversidade de dons, ministérios e operações, conforme Ele quer. Mas jamais devemos nos basear nisso para distinguirmos entre irmãos, pois isso, no dizer de Paulo, é pura carnalidade. Nenhum tratamento é mais honroso e deve ser mais almejado do que ser chamado de irmão e irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span&gt;&lt;b style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial,Tahoma,Helvetica,FreeSans,sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do&amp;nbsp;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;Cinco Solas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-5502244230241563561?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/5502244230241563561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/01/pastoras-pelo-casamento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5502244230241563561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5502244230241563561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/01/pastoras-pelo-casamento.html' title='Pastoras pelo casamento'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-5952325433898202067</id><published>2012-01-16T22:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-16T22:00:01.102-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>O controverso coração de Faraó</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;“Pois disse a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder, e para que seja anunciado o meu nome por toda a terra. Logo ele tem misericórdia de quem quer, e a quem quer endurece”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;  (Rm 9:17-18).&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Muitos crentes não gostam da ideia de Deus endurecer o coração de alguém. Aliás, nem mesmo apreciam o fato de que Deus use de misericórdia com quem Ele quiser, ao invés de com todo mundo. Em que pese o desagrado de muitos, a Bíblia não apenas afirma que Deus tem misericórdia de quem Ele quer, mas também que endurece a quem deseja endurecer. Um exemplo deste último caso é Faraó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É líquido e certo o fato do coração de Faraó ter sido o endurecido. Reiteradas vezes a Bíblia diz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“endureceu-se o coração de Faraó, e não os ouviu”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Gn 7:3, 22; 8:19; 9:35). Endurecer significa fortalecer, prevalecer, firmar, tornar resoluto, persistente. Numa palavra bíblica: tornar obstinado: &lt;i&gt;&lt;b&gt;“o coração de Faraó estava obstinado, e não deixou ir o povo”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;  (Ex 9:7). A questão é: quem endureceu o coração do rei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos deixarmos levar por nossos compromissos teológicos previamente assumidos, corremos os risco de selecionar e considerar relevante apenas as passagens que dizem que o próprio Faraó endureceu seu coração, ou então somente aquelas que afirmam que Deus endureceu o coração do rei do Egito. Ainda que um despimento completo de preconceito seja virtualmente impossível, convém que examinemos todas as passagens que falam do endurecimento do coração de Faraó, antes de afirmarmos uma posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira referência direta (vide Ex 3:19 para uma indireta) ao endurecimento do coração de Faraó está em Êxodo 4:21: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Essa declaração divina se repete mais duas vezes (Ex 14:4, 17). Além disso as escrituras dizem &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Jeová endureceu o coração de Faraó, e este não ouviu; como Jeová havia dito a Moisés”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ex 9:12). Novamente, a declaração se repete algumas vezes (Ex 10:20; 11:10; 14:8). Não há como negar que Deus endureceu o coração de Faraó. E para os que dizem que Moisés estava se expressando condicionado ao modo de pensamento hebraico, Deus mesmo diz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Eu endureci o seu coração e o coração dos seus servos, para que eu manifeste estes meus prodígios no meio deles”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ex 10:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há também aquelas passagens que afirmam que Faraó endureceu o seu próprio coração e que não devem ser ignoradas. A primeira delas está em Êxodo 8:15: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Mas vendo Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu; como Jeová havia dito”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Um pouco adiante diz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“endureceu Faraó ainda esta vez o seu coração”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ex 8:32) e finalmente &lt;b&gt;&lt;i&gt;“tendo Faraó visto que a chuva e a saraiva e os trovões haviam cessado, tornou a pecar e endureceu o seu coração”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ex 9:34). Essas passagens bíblicas tomadas em seu conjunto devem nos levar à conclusão que tanto Deus endureceu o coração de Faraó, como ele próprio endurece-se a si mesmo. Porém, alguma coisa mais poderia ser dita a esse respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, a decisão de Deus de endurecer o coração de Faraó antecede o endurecimento por parte de Faraó. Deus tomou a iniciativa de endurecer o coração dele (Ex 4:21). Tanto é assim que quando a Bíblia refere-se ao endurecimento por parte de Faraó, acresce &lt;b&gt;&lt;i&gt;“como Jeová havia dito”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Segundo, o número de referências ao endurecimento produzido por Deus é significativamente maior. Estatísticamente falando, Deus endurece mais vezes que Faraó. Em terceiro lugar, no endurecimento de Faraó Deus age e ele reage. Deus não fez maravilhas no Egito para amolecer o coração duro de Faraó, fez sim para manifestar a Sua glória através do endurecimento gradual do coração do rei. Deus tinha um propósito, e o endurecimento do coração do rei servia a esse propósito. Finalmente, a escritura coloca a decisão de quem será endurecido e quem receberá misericórdia nas mãos de Deus. Conforme Paulo declara, depende da vontade de Deus e não da vontade do homem receber misericórdia ou ser endurecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos dizendo que Deus é soberano e exerce Seu domínio no coração do homem, seja dispondo para o bem, seja endurecendo para a Sua glória. Há várias passagens que colocam isso acima de qualquer dúvida sensata. E que não obstante isso ser assim, o homem ainda é responsável pelo próprio endurecimento do coração. Não entender como isso se dá não invalida o que a Bíblia diz a esse respeito e tampouco é desculpa para rejeitar ou tentar amenizar o que a Escritura afirma categoricamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&lt;b style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial,Tahoma,Helvetica,FreeSans,sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do&amp;nbsp;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;Cinco Solas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-5952325433898202067?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/5952325433898202067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/01/o-controverso-coracao-de-farao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5952325433898202067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5952325433898202067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/01/o-controverso-coracao-de-farao.html' title='O controverso coração de Faraó'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-4137809991501397256</id><published>2012-01-09T12:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-09T12:00:15.107-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>O Espírito de Deus tem ciúmes?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;b&gt;Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?&lt;/b&gt; Tg 4:5 (ACF2007)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esta é uma passagem que apresenta considerável dificuldades de compreensão&lt;/b&gt;, se examinada mais atentamente e à luz de seu contexto. A questão que se levanta é se espírito se refere ao Espírito Santo, ao espírito humano ou a um espírito maligno. O que dá espaço à polêmica é a conotação negativa do termo ciúme, agravada pelo fato da passagem citada por Tiago não ser encontrada no Antigo Testamento na forma em que é expressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade é evidenciada pela variedade de formas com que &lt;b&gt;“προς φθονον επιποθει το πνευμα ο κατωκησεν εν ημιν”&lt;/b&gt; (literalmente &lt;b&gt;&lt;i&gt;“com ciúme anseia o espírito que fez habitar em nós”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;), é traduzido. A Almeida Revista Corrigida diz &lt;i&gt;&lt;b&gt;“o Espírito que em nós habita tem ciúmes”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, a Tradução Brasileira &lt;b&gt;&lt;i&gt;“com zelos anela por nós o Espírito que ele fez habitar em nós”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, a Almeida Revista traduz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“o Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, a Almeida Revista e Atualizada &lt;b&gt;&lt;i&gt;“é com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e a NVI traz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. A Bíblia de Jerusalém apresenta &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Ele reclama com ciúme o espírito que pôs dentro de nós?”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e a Almeida Revista e Corrigida Anotada traz a seguinte alternativa: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Porventura o espirito que em nós habita, cobiça para inveja?”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduções em linguagens mais modernas também apresentam várias possibilidades. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz &lt;i&gt;&lt;b&gt;“o espírito que Deus pôs em nós está cheio de desejos violentos”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, a Bíblia Viva traduz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“o Espírito Santo, que Deus pôs em nós, vigia sobre nós com terno ciúme”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e a Versão Fácil de Ler &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Deus quer que o espírito que colocou em nós viva somente para Ele”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Como se vê, pela simples comparação de traduções e versões fica difícil chegar a um consenso. É difícil até mesmo concluir se se trata de uma afirmação (&lt;b&gt;&lt;i&gt;“o espírito tem ciúmes”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) ou uma pergunta (&lt;i&gt;&lt;b&gt;“o espírito tem ciúmes?”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A palavra ciúme&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o significado real do termo traduzido como ciúme? Ele deve ser tomado num sentido bom ou mau? No grego secular o termo &lt;i&gt;&lt;b&gt;phtoneo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; significa &lt;b&gt;inveja&lt;/b&gt; &lt;i&gt;“que faz com que alguém tenha ressentimento contra outra pessoa por ter algo que ele mesmo deseja, sem porém, possuí-lo”&lt;/i&gt; (DITNT). Embora pareça ser sinônimo de &lt;i&gt;&lt;b&gt;zelos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;ciúme&lt;/b&gt;, os escritores clássicos distinguem um do outro. Enquanto zelos é &lt;b&gt;&lt;i&gt;“o desejo de ter aquilo que outro homem possui, sem necessariamente ter ressentimento contra aquele que o possui”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;pthonos&lt;/b&gt; &lt;i&gt;“se ocupa mais em privar o outro da coisa desejada do que em obtê-la”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Novo Testamento, a forma verbal ocorre apenas uma vez, enquanto que o substantivo aparece nove vezes. Em Gl 5:26 &lt;b&gt;&lt;i&gt;“invejando-nos uns aos outros”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; contrasta com &lt;b&gt;&lt;i&gt;“viver no Espírito”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Gl 5:25). Nas epístolas aparece em várias listas de qualidades más. Em Gl 5:21 é uma &lt;i&gt;&lt;b&gt;“obra da carne”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, em Rm 1:29 é uma característica daqueles a quem Deus entregou a um &lt;b&gt;&lt;i&gt;“sentimento perverso”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e em Tt 3:3 dos inconversos. Em 1Pe 2:1 é algo que os crentes devem deixar para trás, 1Tm 6:4 diz que nasce de questões e contendas de palavras motivadas pela soberba. Os evangelhos (Mt 27:18; Mc 15:10) nos informam usando esse termo que foi por inveja que os líderes religiosos entregaram Jesus a Pôncio Pilatos. Em Fl 1:15 o termo é contrastado com &lt;b&gt;&lt;i&gt;“boa vontade”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se pode concluir do uso bíblico de &lt;i&gt;&lt;b&gt;phthonos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; é que refere-se a um &lt;i&gt;“sentimento de desgosto produzido por testemunhar ou ouvir falar da vantagem ou prosperidade de alguém”&lt;/i&gt; (Vine). E devido a esse sentido sempre negativo, jamais é utilizado em referência a Deus ou ao Espírito Santo, e se em Tg 4:5 o sujeito é Deus ou o Espírito Santo, trata-se de uma excepcionalidade e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O texto citado por Tiago&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível identificar com certeza qual passagem Tiago tinha em mente. Alguns acreditam que que ele não se referia a nenhuma passagem específica, mas fazia um resumo do ensino do Antigo Testamento. Porém a fórmula de introdução que usa, &lt;b&gt;&lt;i&gt;“a escritura diz”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; parece requerer uma citação direta. Vejamos algumas das possíveis passagens, sem pretender esgotar as alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas passagens dizem que Deus é zeloso. Êxodo 20:5 diz que &lt;i&gt;&lt;b&gt;“eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; e noutra parte &lt;b&gt;&lt;i&gt;“o nome do SENHOR é Zeloso; é um Deus zeloso”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ex 34:14). Esse zelo divino é primeiramente voltado para a Sua glória, mas também por aqueles que lhe pertencem: &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Zelei por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelei por ela”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Zc 8:2). Esse zelo faz de Deus um fogo consumidor &lt;b&gt;&lt;i&gt;“o SENHOR teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Dt 4:24). Porém uma informação deve ser dada aqui. O termo hebraico usado nessas passagens, e em outras correlatas, quando citadas no Novo Testamento ou traduzidas na Septuaginta, é sempre &lt;b&gt;&lt;i&gt;zelos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e nunca &lt;i&gt;&lt;b&gt;phthonos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passagem contraposta a essas é Gn 4:7: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. O que dizem que essa é a passagem que Tiago tinha em mente advogam que ciúme não tem a ver com o zelo divino, e sim com desejos pecaminosos dos homens. Nesse caso, espírito é usado em contraposição ao Espírito Santo. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Gl 5:17). Outras passagens poderiam ser sugeridas (Gn 6:3; Is 63:8–16; Ez 36:17; Zc 1:14; 8:2-3), mas infelizmente não ajudam a elucidar a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O sujeito da oração&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo levantado as questões anteriores, podemos nos voltar para a discussão da identidade do espírito. Faremos isso considerando quem é o sujeito na oração. As possibilidades são Deus, o Espírito Santo, o espírito do homem e o espírito maligno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde pude constar a única tradução que se aproxima (a conclusão é questão de interpretação) de um espírito maligno aqui é o Novo Testamento Judaico: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Ou vocês supõem que a Escritura fala em vão ao dizer que há um espírito em nós que deseja intensamente?”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Yiechiel Lichstenstein, citado no Comentário Judaico do Novo Testamento, diz &lt;i&gt;“Em minha opinião, o espírito aqui se refere não a Deus, mas a Satanás”&lt;/i&gt;. Ele busca apoio no verso 7, que diz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“resisti ao Diabo e ele fugirá de vós”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e recorre a Gn 4:7 afirmando que &lt;i&gt;“o espírito maligno é o impulso maligno em nós”&lt;/i&gt;, apoiando essa interpretação de Gênesis no Tamulde (Bava Batra 16a): &lt;i&gt;“Ele é Satanás, o impulso maligno”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas traduções colocam Deus como sujeito e o Espírito (Santo ou humano) como o objeto do ciúme. Um exemplo é a Bíblia de Jerusalém: &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Ele reclama com ciúme o espírito que pôs dentro de nós?”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, seguida pela Fácil de Ler: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Deus quer que o espírito que colocou em nós viva somente para Ele”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Uma vez aceita essa tradução, resta saber a identidade do Espírito. Algumas versões trazem a expressão &lt;i&gt;&lt;b&gt;“que ele fez habitar em nós”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (vamos passar ao largo da discussão sobre os manuscritos usados nas traduções). É uma expressão comum para se referir ao Espírito Santo e inédita em referência ao espírito humano. Nesse caso, é mais provável que espírito seja uma referência ao Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que a maioria das traduções colocam o Espírito Santo como sujeito. A Almeida Revista e Atualizada representam bem esse grupo de traduções e versões: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Porém, nem todas afirmam positivamente que o Espírito tem ciúmes, mas colocam a questão na forma interrogativa, que alguns entendem ser uma pergunta retórica, que pede um não como resposta, como sugere a nota da Almeida Revista e Corrigida Anotada: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Porventura o espirito que em nós habita, cobiça para inveja?”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, há a possibilidade de que espírito se refira ao espírito humano. A NTLH parece indicar isso: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“O espírito que Deus pôs em nós está cheio de desejos violentos”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Apesar de grafar Espírito, com maiúscula, a Almeida Revista e Atualizada, também pode ser entendida assim. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“O Espírito que em nós habita tem ciúmes”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. E se &lt;b&gt;&lt;i&gt;“que fez habitar em nós”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; for admitido como possível para o espírito humano, outras traduções podem ser consideradas como apresentando o espírito humano como aquele que tem ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Minha posição&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela complexidade da passagem, qualquer posição deve ser considerada provisória e sujeita a revisão. Portanto, não pretendo ser dogmático. Mas considerando que ciúme/inveja é tomado sempre num mau sentido na Bíblia e jamais utilizado tendo Deus ou o Espírito Santo como sujeitos, acho muito improvável que a divindade seja representada como tendo ciúmes (lembrando que zelo é uma tradução &lt;i&gt;sui generis&lt;/i&gt; aqui). Além disso, o verso seguinte estabelece um contraste, dizendo &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Antes, dá maior graça”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Tg 4:6). Portanto, creio que como em todo o Novo Testamento, aqui também ciúme tenha uma conotação má, incompatível com o caráter de Deus. Assim, vejo duas possibilidades: ou a sentença é interrogativa e retórica (&lt;b&gt;&lt;i&gt;“o Espírito tem ciúme? Não”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;) ou o espírito referido é o humano, tomado de paixões carnais. Das duas, fico com a primeira, mas considero a segunda também consistente com o contexto e com o restante da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial,Tahoma,Helvetica,FreeSans,sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do&amp;nbsp;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;Cinco Solas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-4137809991501397256?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/4137809991501397256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/01/o-espirito-de-deus-tem-ciumes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4137809991501397256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4137809991501397256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/01/o-espirito-de-deus-tem-ciumes.html' title='O Espírito de Deus tem ciúmes?'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-8331022784758769919</id><published>2012-01-02T17:32:00.003-02:00</published><updated>2012-01-02T17:32:37.865-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Crescei na graça e no conhecimento em 2012</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;b&gt;“Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno”&lt;/b&gt; 2Pe 3:18&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O crescimento é um fenômeno esperado em todos os seres vivos&lt;/b&gt;. No pre-natal uma das coisas que o médico controla é o crescimento do bebe. Quando a criança nasce, o obstetra a pesa e mede o recém-nascido. E a cada consulta o pediatra, novamente, repete medições e pesagens. O que todos esperam como resultado é que com o passar do tempo, a criança vá crescendo. Na vida espiritual, o crescimento também é esperado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós nascemos como filhos de Deus &lt;i&gt;&lt;b&gt;“pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Tg 1:18). Devemos, pois, desejar &lt;b&gt;&lt;i&gt;“ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Pe 2:2). Mas o crescimento  a partir daí é esperado. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Co 3:1). Na medida que avançamos no tempo, devemos avançar no desenvolvimento da nossa fé, para não ouvirmos o Espírito nos repreender dizendo &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Hb 5:12). O nosso alvo é crescer &lt;b&gt;&lt;i&gt;“até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 4:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o crescimento não é apenas esperado, mas ordenado. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Crescei!”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, diz Pedro. O verbo está no presente e é um imperativo, uma ordem. Devemos crescer. É verdade que o crescimento espiritual é &lt;b&gt;&lt;i&gt;“crescimento que procede de Deus”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Cl 2:19), mesmo assim nos é ordenado &lt;b&gt;&lt;i&gt;“desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Fp 2:12). Deus nos ordena o que Ele mesmo nos dá, então podemos confiar que o crescimento espiritual não apenas é esperado e ordenado, mas também possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O apóstolo nos diz para crescermos na graça&lt;/b&gt;. Mas o que vem a ser graça? Receio que de tão usada, graça é uma palavra cujo sentido escape a muitos. Uma definição de graça diz que é o &lt;i&gt;“um dom gratuito e sobrenatural dado por Deus para conceder à humanidade todos os bens necessários à sua existência e à sua salvação”&lt;/i&gt;. Uma maneira de compreender a graça é contrastá-la com a justiça. A justiça é dar a cada um o que lhe é devido. É justo que um trabalhador receba o salário devido. É justo que um criminoso seja punido proporcionalmente ao seu crime. Mas a graça não é justiça, na verdade, ela muitas vezes aparenta ser injusta. Trabalhadores que trabalham apenas um hora num dia recebem igual pagamento que os que trabalharam o dia inteiro. Ovelhas fiéis são deixadas no deserto enquanto o pastor vai em busca de uma desgarrada. Um filho esbanjador ganha roupas novas, jóias e uma festa, enquanto que o irmão obediente ainda está no trabalho, e só ouve a música ao completar o dia no campo. A graça, portanto, nada tem a ver com merecimento. Pelo contrário, só há graça onde há demérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, crescer na graça não tem a ver com ser mais digno, mais apto, mais preparado, mais ativo, mais isto ou mais aquilo. Crescer na graça é reconhecer a própria indignidade, é descobrir-se completamente inapto e despreparado, enfim, é desesperar-se de si mesmo. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Então, ele me disse: a minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (2Co 12:9). Crescer na graça, é crescer como rabo de cavalo, para baixo, pois Deus &lt;i&gt;&lt;b&gt;“dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Tg 4:6). Sendo assim, nosso lema deve ser &lt;b&gt;&lt;i&gt;“convém que ele cresça e que eu diminua”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 3:30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Somos instados a crescer no conhecimento&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Os 4:6) era um fato nos dias de Oséias, e é uma verdade nos dias de hoje. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Mc 12:24) descreve o motivo de tantos se desencaminharem hoje. De Jesus é dito que &lt;b&gt;&lt;i&gt;“crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Lc 2:40). De nós deve ser dito &lt;b&gt;&lt;i&gt;“estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Rm 14:14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter conhecimento não apenas a acumular dados e informações. Dados e informações podem ser coletados e com os recursos disponíveis hoje, temos acesso a tanta informação que somos incapazes de dar conta dela. Conhecimento é informação processada, e no caso do conhecimento revelado na Escritura, é informação trabalhada em nosso coração pelo Espírito Santo. É necessária iluminação, &lt;b&gt;&lt;i&gt;“desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Sl 119:18). É necessário meditação, &lt;i&gt;&lt;b&gt;“antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Sl 1:2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tendo considerado a necessidade de crescer na graça e no conhecimento&lt;/b&gt;, precisamos descobrir o caminho para isso, embora alguma coisa já tenha sido adiantada. Indicarei então que Jesus é a fonte da graça e do conhecimento, pois &lt;b&gt;&lt;i&gt;“o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 1:14). Não obteremos mais graça nos aperfeiçando ou procurando em nós mesmos, &lt;b&gt;&lt;i&gt;“porque... a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 1:17). De igual modo, para obtermos o conhecimento que precisamos, temos que ir a Jesus &lt;i&gt;&lt;b&gt;“em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Cl 2:3). O segredo do crescimento na graça e no conhecimento é uma intimidade maior com Jesus Cristo e Sua Palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À guisa de conclusão, uma palavra a respeito do objetivo maior do crescimento na graça e no conhecimento. Embora sejamos imediatamente beneficiados por esse crescimento, o propósito final é a glória de Deus. Pedro termina sua exortação com as palavras &lt;b&gt;&lt;i&gt;“a Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (2Pe 3:18). Quando diminuímos para que Ele cresça, Ele é louvado. Quando aprendemos mais dEle, conhecendo-o melhor, melhor o glorificamos. Por isso, cresçamos na graça e no conhecimento, para glória dEle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 18px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do&amp;nbsp;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;Cinco Solas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-8331022784758769919?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/8331022784758769919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/01/crescei-na-graca-e-no-conhecimento-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8331022784758769919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8331022784758769919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2012/01/crescei-na-graca-e-no-conhecimento-em.html' title='Crescei na graça e no conhecimento em 2012'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-1444114562169962086</id><published>2011-12-29T12:54:00.002-02:00</published><updated>2011-12-29T12:54:57.213-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helder Nozima'/><title type='text'>Como ter um 2012 melhor que 2011</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Advertência contra o vale da Visão: O que está perturbando vocês agora, o que os levou a se refugiarem nos terraços, cidade cheia de agitação, cidade de tumulto e alvoroço? Na verdade, seus mortos não foram mortos à espada, nem morreram em combate. Todos os seus líderes fugiram juntos; foram capturados sem resistência. Todos vocês que foram encontrados e presos, ainda que tivessem fugido para bem longe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso eu disse: Afastem-se de mim; deixem-me chorar amargamente. Não tentem consolar-me pela destruição do meu povo. &lt;b&gt;Pois o Soberano, o Senhor dos Exércitos enviou um dia de tumulto, pisoteamento e pavor ao vale da Visão&lt;/b&gt;; dia de derrubar muros e de gritar por socorro pelos montes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elão apanhou a aljava, e avança com seus carros e cavalos; Quir ostenta o escudo. Os vales mais férteis de Judá ficaram cheios de carros, e cavaleiros tomaram posição junto às portas das cidades; Judá ficou sem defesas. Naquele dia vocês olharam para as armas do palácio da Floresta e viram que a cidade de Davi tinha muitas brechas em seus muros. Vocês armazenaram água no açude inferior, contaram as casas de Jerusalém e derrubaram algumas para fortalecer os muros. Vocês construíram um reservatório entre os dois muros para a água do açude velho, &lt;b&gt;mas não olharam para aquele que fez estas coisas, nem deram atenção àquele que há muito as planejou.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Naquele dia o Soberano, o Senhor dos Exércitos, os chamou para que chorassem e pranteassem, arrancassem os seus cabelos e usassem vestes de lamento. Mas, ao contrário, houve júbilo e alegria, abate de gado e matança de ovelhas, muita carne e muito vinho! E vocês diziam: "Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos".&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Senhor dos Exércitos revelou-me isso: "Até o dia de sua morte não haverá propiciação em favor desse pecado", diz o Soberano, o Senhor dos Exércitos.(Isaías 22:1-14)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucos anos foram tão difíceis como 2011. O mundo está no meio de uma crise econômica, talvez a mais séria desde a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o"&gt;Grande Depressão&lt;/a&gt; de 1929. A alegria com a queda das ditaduras na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primavera_%C3%81rabe"&gt;Primavera Árabe&lt;/a&gt; deu lugar a inquietações sobre a natureza dos governos que mudarão a face do Oriente Médio. O Brasil sofreu com escândalos de corrupção, o assassinato da juíza Patrícia Acioly e até com a humilhação imposta pelo futebol do Barcelona. Sem falar nas inúmeras tragédias pessoais que se abateram na minha vida e na de várias pessoas ao meu redor. Para muitos, 2011 é um ano a ser esquecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual a melhor forma de esquecer um ano ruim? Que tal uma noite de festa, alegrias e prazeres para começar bem 2012? Bebidas, sexo, comida à vontade. Virar o ano beijando na boca ou entregando oferendas a orixás. Ou então guardando sementes de romãs na carteira. Esse é o receituário que os meios de comunicação passam sobre como ter um 2012 bom e esquecer um 2011 sofrível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zEPE_7FqFMY/Tvx-cH6sT1I/AAAAAAAAAZY/VSoy5vJUzZw/s1600/reveillon.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-zEPE_7FqFMY/Tvx-cH6sT1I/AAAAAAAAAZY/VSoy5vJUzZw/s320/reveillon.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, o que diz a Bíblia? O que fazer para que 2012 possa ser melhor do que 2011?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Reconheça a soberania de Deus&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar, devemos reconhecer que os anos bons e ruins não são fruto do acaso, mas sim da vontade de um Deus Soberano que controla todas as coisas. Tanto os dias de calma, alegria e prosperidade como os de tumulto, pisoteamento e pavor são determinados por Deus, e não pelo nosso esforço pessoal ou por coincidências sem objetivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, é isso mesmo: os tempos e as épocas dependem diretamente de Deus e não de nós. As simpatias do dia 31 são ilusões, magias, tentativas humanas de controlar o destino. Usar roupa branca para ter paz ou amarela para enriquecer...comer peixe que nada pra frente e fugir de aves que ciscam pra trás...isso não passa de uma estratégia ridícula de tomar de Deus o controle de nossas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo o esforço racional é inútil. Quando Isaías viu Jerusalém cercada de exércitos, ele enxergou judeus fazendo o melhor que podiam para evitar a queda da cidade. Contaram brechas, derrubaram casas, reforçaram muros, juntaram águas...mas isso não adiantou. Os judeus fizeram tudo o que podiam, menos o que poderia tê-los salvo: "olhar para Aquele que fez estas coisas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Troque o prazer pelo arrependimento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Deus não reina arbitrariamente sobre o mundo. Ele tem propósitos em mandar épocas boas e ruins. E, quando tudo é difícil, quando nossos pecados nos levam a uma situação de dor e desamparo, o convite que Ele nos faz é ao arrependimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós pensamos que a melhor atitude que podemos ter em relação ao sofrimento é fugir dele. Fazemos terapia para que as feridas não tragam mais dor. Bebemos e nos drogamos para anestesiar a alma. Beijamos qualquer boca para esquecer o amor que se foi. O prazer de "comer e beber" é o antídoto que buscamos, já que "amanhã, morreremos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, quando agimos assim, não somos sábios. O que fazemos é aumentar ainda mais a nossa culpa diante de Deus. Quando fracassamos, quando erramos, quando forças maiores do que nós nos esmagam, Deus quer que olhemos para cima. O objetivo d'Ele é que paremos de olhar para o lado (para as fugas) ou para baixo (olhando a nossa força) e voltemos os nossos olhos para Ele. São épocas de choro, de sentir a dor de nossos pecados, de despirmos as vestes de festa e vestirmos as roupas de luto. É tempo de confessar pecados e considerar o Senhor que fez todas as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KjjPqZByKqk/Tvx-0HaGCsI/AAAAAAAAAZk/JKnUPJw7hIM/s1600/arrependimento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://2.bp.blogspot.com/-KjjPqZByKqk/Tvx-0HaGCsI/AAAAAAAAAZk/JKnUPJw7hIM/s320/arrependimento.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Não persista no erro&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus não nos manda ao "inferno" para "abraçarmos o capeta", como Israel fez. Na verdade, quando estamos lá, é em amor que Ele estende seu braço, para que possamos abraçá-Lo, por meio de Jesus Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei o que você pensa em fazer na virada do ano. Mas eu espero, em Cristo, que nós não aumentemos o tamanho dos nossos erros, até que nossa maldade não possa mais ser perdoada. A "virada" que conta para Deus não é a do calendário, mas sim aquela que realizamos em nossa vida, quando reconhecemos que Ele é Soberano e trocamos o prazer do mundo pelo arrependimento santo. Eis o segredo para escaparmos do juízo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se agirmos assim, ainda que 2012 tenha mais tristezas que 2011, venceremos, porque o Senhor ouvirá o nosso choro e nos salvará quando executar a Sua santa sentença. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e paz do Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helder Nozima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barro nas mãos do Oleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-1444114562169962086?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/1444114562169962086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/como-ter-um-2012-melhor-que-2011.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/1444114562169962086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/1444114562169962086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/como-ter-um-2012-melhor-que-2011.html' title='Como ter um 2012 melhor que 2011'/><author><name>Helder Nozima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06625066272165660412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ybGJn8MzCNw/SVeNzDgy7yI/AAAAAAAAABc/-iUago8V1WA/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zEPE_7FqFMY/Tvx-cH6sT1I/AAAAAAAAAZY/VSoy5vJUzZw/s72-c/reveillon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-2377799004835227426</id><published>2011-12-26T13:14:00.000-02:00</published><updated>2011-12-26T13:14:27.746-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Em tudo dai graças</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Sl 136:1&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Ao se aproximar do final do ano, é oportuno falar sobre dar graças a Deus. Não que este seja o momento para isso, mas porque quase sempre essa época enseja um balanço de nossas vidas nos últimos meses. E isso deve nos levar a agradecer a Deus por tudo o que tem sido em nós e que tem feito por nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;O salmista diz &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“rendei graças”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; É um imperativo, uma ordem. Sei que humanistas de plantão logo dirão gratidão é sincera somente se for espontânea. Controvérsia à parte, o fato é que a ingratidão revela uma natureza pecaminosa e rebelde. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Rm 1:21). E na medida que o tempo passa, os homens vão se tornando cada vez menos agradecidos, pois &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;(2Tm 3:1-2).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Do cristão espera-se que seja agradecido, pois tem um estilo de vida baseado na dependência divina. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;(Fp 4:6). Sendo as ações de graças incorporadas ao seu modo de vida, o crente não é agradecido ocasionalmente, mas em todo tempo, lugar ou situação, pois reconhece como verdadeiro o mandamento &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (1Ts 5:18). E o faz &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Cl 3:16).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;O salmista especifica &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“rendei graças ao Senhor”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. A Bíblia é um livro de ações de graças, pois registra pelo menos 175 agradecimentos sendo feitos. Desses, apenas duas vezes é para pessoas, a absoluta maioria Deus é o objeto das ações de graça. Não se trata, pois, de apenas de dizer &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“dou graças”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“muito obrigado”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;, e mas enfatizar que se dá graças &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;a Deus&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. Não é mera atitude de gratidão ou cortesia, mas de reconhecimento de quem Ele é e de que governa todas as coisas pelo Seu poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Devemos dar graças &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“porque Ele é bom”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. E neste ponto devemos nos guiar mais pelo que a Bíblia diz do que pela avaliação que fazemos do que nos acontece. A Bíblia repete 23 vezes que Deus é bom, e isto deveria por fim a qualquer dúvida quanto a isso. Mesmo assim, a Bíblia nos convida dizendo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Sl 34:8). Porém, mesmo Deus sendo bom, coisas ruins podem acontecer, e acontecem, com os que são objetos de Sua bondade. E não devemos duvidar, em meio ao sofrimento, da bondade do Senhor. Pois em meio a pior das adversidades, o Pai está controlando todas as coisas em nosso favor, tendo a eternidade como horizonte. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Rm 8:28) e por isso sempre rendemos graças ao Senhor, que é bom, sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Devemos dar graças porque &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“a sua misericórdia dura para sempre”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. Deus não apenas em bom &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;em si&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;, mas é bom &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;para&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; conosco. E misericórdia é Sua bondade manifesta a nós enquanto indignos de qualquer favor. Creio que a misericórdia é mencionada aqui porque muitas vezes pensamos que Deus nos abandonará por causa de nossas falhas. Pensamos Deus é bom enquanto formos bons. Mas a misericórdia é amor dirigido a quem não tem mérito algum. E para acentuar isso de forma a não deixar dúvida, o salmista repete &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;a sua misericórdia dura para sempre”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; 26 vezes neste salmo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Misericórdia é especialmente aplicável em referência ao nosso destino eterno. Ao ser eterna, a misericórdia do Senhor nos é dispensada da eternidade passada à eternidade futura, incluindo aí nossa história na terra. Podemos e devemos ser sempre gratos ao Senhor, pois mesmo que tribulações intensas nos sobrevenham, seremos guardados no amor de Deus para a eternidade, pois Sua misericórdia dura para sempre. Sejamos agradecidos todos os dias, tornemos pública nossa gratidão a Deus. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;(Sl 136:1).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 15px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 18px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 18px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do&amp;nbsp;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;Cinco Solas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-2377799004835227426?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/2377799004835227426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/em-tudo-dai-gracas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2377799004835227426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2377799004835227426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/em-tudo-dai-gracas.html' title='Em tudo dai graças'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3723862543984037063</id><published>2011-12-12T18:29:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T18:29:32.485-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Galdino'/><title type='text'>Agostinho e a resposta (in)adequada</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Certa vez alguém, baseando-se noexemplo do famoso pregador batista Charles Spurgeon, perguntou a um pastor se a prática do tabagismo lhe era lícita também; e a resposta que eleobteve foi: “somente se você conseguir pregar como ele pregava”&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2299088201752763346#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.Não sei se com isso o pastor quis dizer “somente se você for tão maduro quantoele”, mas, particularmente, fiquei encabulado com aquilo. Não pela questão dotabagismo em si, mas pela resposta que aquele jovem recebeu: apenas uma sacadahumorística, sem argumentação propriamente dita, que arrancou risos de muitaspessoas que sequer pararam para pensar do que estavam rindo, tomando aquilo por um argumento válido. É certo que ojovem que levantou tal pergunta já dava indícios de que não queria aprendernada, mas somente tumultuar aquele ambiente de discussão – se blog ou redesocial já não lembro mais – com pífias arapucas teológicas. Seu histórico decomentários ali deixava transparecer essa tendência, e certamente o pastorlevou isso em consideração ao respondê-lo (na realidade, uma não-resposta)daquela maneira. Contudo, apesar de toda a astúcia por trás da pergunta daquelejovem e o direito do pastor à não-resposta, a questão ali levantada não mereciauma atenção, digamos, mais séria, visto que toca num tema relativamentesensível e controverso dos nossos dias? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Passado o tempo, deixei de ladoaquelas inquietações, mas somente até me encontrar com algo da pena do grandefilósofo e teólogo cristão Agostinho (354 d.C. – 430 d.C), recentemente. Lendoas suas famosas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Confissões&lt;/i&gt;, medeparei com uma colocação bastante interessante do bispo de Hipona sobre essaquestão de como devemos tratar os problemas que nos são levantados (ainda que estessejam feitos por motivos notadamente escusos). A única diferença é que a“questão” em Agostinho era, digamos, um pouco mais complexa do que a questão dalegitimidade do tabagismo entre os crentes. A questão era: “Que fazia Deusantes de criar o céu e a terra?”. Não lembro ao certo qual dos pais apostólicos(se é que se tratava mesmo de algum deles) respondeu a essa pergunta dizendoque “Deus estava preparando o inferno para os curiosos”, mas, quem quer quetenha sido, Agostinho efetivamente não aprovou sua solução. Eis a resposta queele deu:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Não lhe responderei nos mesmostermos com que alguém, segundo se narra, respondeu, eludindo, com graça, adificuldade do problema: “Preparava”, disse, “a &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Geena&lt;/i&gt; [inferno] para aqueles que perscrutam estes profundosmistérios!” Uma coisa é ver a solução do problema e outra é rir-se dela. Nãodarei essa resposta. Gosto mais de responder: não sei – quando de fato não sei– do que apresentar aquela solução, dando motivo a que se escarneça do quepropôs a dificuldade e se louve aquele que respondeu coisas falsas&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2299088201752763346#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Não posso deixar de destacar aquio tom pastoral na falado bispo de Hipona, pelo qual fui particularmente tocado. Fazer uso do humor &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;apenas&lt;/i&gt; para fugir da dificuldade dosproblemas que nos são apresentados é, no mínimo, de uma desonestidadeintelectual gritante e gratuita. Por este motivo é que Agostinho sugere que omelhor que podemos fazer quando não dispomos de uma resposta imediata para umadeterminada questão é admitirmos prontamente a nossa ignorância (ou, na melhordas hipóteses, ponderar melhor sobre o assunto para responder depois), em vezde querer jogar o ônus da prova para o nosso inquiridor com anedotas tolas (asquais frequentemente se mostram falsas no final), que em nada ajudam a resolvero problema. “Gosto mais de responder: não sei – quando de fato não sei – do queapresentar aquela solução”, disse aquele notável servo de Deus. Longe de serapenas um antídoto contra as especulações racionalistas com as quais somosfrequentemente assaltados, e que ultrapassam e ignoram a revelaçãoescriturística, a proposição de Agostinho tem um motivo ainda mais nobre, asaber, evitar o escárnio de quem propôs a dificuldade e o louvor a quemrespondeu coisas falsas, promovendo, assim, certa medida de justiça. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Com isto, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;não estou&lt;/i&gt;, evidentemente, dizendo que não há uma resposta bíblicapara a questão das atividades de Deus antes de Gênesis 1.1, ou para a questãodo tabagismo entre os crentes. Há, sim, respostas bíblicas para ambas asquestões. Aliás, o próprio Agostinho arrisca uma resposta (mais filosófica doque propriamente bíblica, é verdade) à questão que lhe foi suscitada. No mesmoparágrafo, ele diz que&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Se pelo nome de “céu e terra” secompreendem todas as criaturas, não temo afirmar que antes de criardes o céu ea terra não fazíeis coisa alguma. Pois se tivésseis feito alguma coisa, quepoderia ser senão criatura vossa? &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Não devemos pensar que aquiAgostinho esteja sugerindo que Deus se encontrava num estado de absolutainatividade em Si mesmo, e sim que Ele não estava criando efetivamente nada“nos céus e sobre a terra, as [coisas] visíveis e as invisíveis” (Cl 1.16) antesde efetivamente criar algo pela palavra do Seu poder. Até porque Deus não seriamenos Deus se resolvesse apenas se ocupar com a Sua própria glória e desfrutardela no contexto da Santíssima Trindade apenas. Quanto à questão do tabagismoentre crentes, bastaria ao pastor supracitado dizer naquela oportunidade quetudo o que é feito com interesses escusos (uma sutil forma de justiça própria –cf. Mt 6.1-18), sem o exercício do domínio próprio e principalmente não visandoà glória de Deus nem ao bem do próximo é idolatria (cf. 1 Co 10.23-33) – o queevitaria, assim, que uma questão séria fosse encerrada da forma como foi - desdenhosa.&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Isso significa que certa dose desarcasmo ou até mesmo desdém não é válida numa discussão? Não devemos nemprecisamos escorregar para esse extremo. Aliás, o próprio Jesus se utilizou dessesartifícios em alguns de seus diálogos, especialmente naqueles em que seusoponentes queriam a todo custo pegá-lo em alguma contradição. Em alguns dessescasos, um recurso do qual Jesus lançou mão foi o de fazer uma pergunta sobre apergunta feita a ele. Foi assim, por exemplo, no seu debate com os sacerdotes eanciãos do povo, em Mateus 21.23-27&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2299088201752763346#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ecom o intérprete da lei, em Lucas 10.25-35, ocasiões nas quais Jesusinteligentemente encurralou seus opositores, deixando-os sem alternativa deescape (pois sabia que eles não seriam honestos o suficiente para admitirem queJesus era tudo quanto dizia ser). Contudo, Jesus tinha um propósito bastante definido com isso: levar o debate a um nível mais profundo do que o comumente entendidona época, corrigindo os erros hermenêuticos e doutrinários e, por tabela,tratando de pecados específicos que estavam alojados nos corações daqueles quepresumiam poder submetê-lo ao ridículo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;É óbvio que nenhum de nós é chamado a tratar pecados de ninguém, pois isso é algo que compete somente a Deus, que é quem, naquele Dia, há de "decriptografar" os nossos segredos e intenções mais escondidos (cf. Rm 2.16, onde a palavra para segredo é &lt;i&gt;kriptos&lt;/i&gt;). Mas somos chamados, sim, ao esforço para que o diálogo com as pessoas chegue a um nível onde a Verdade sejaefetivamente apresentada, e não mascarada com anedotas e subterfúgios afins. Que os porcos não merecem nossas pérolas eu não tenho a menor dúvida. Mas é bom termos cuidado com as bijuterias. Quem lê, entenda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria!&lt;/div&gt;&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;&lt;br clear="all" style="font-family: inherit;" /&gt;&lt;hr align="left" size="1" style="font-family: inherit;" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2299088201752763346#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Paraquem não sabe, Spurgeon apreciava charutos. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2299088201752763346#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;AGOSTINHO, Santo. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Confissões&lt;/i&gt; (LivroXI.14). Coleção &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Os Pensadores&lt;/i&gt;.Editora Nova Cultural, 2004, p. 320.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3" style="mso-element: footnote;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2299088201752763346#_ftnref3" name="_ftn3" style="font-family: inherit;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; Ossacerdotes e anciãos do povo, na realidade, tinham a resposta (tendenciosa, mastinham), mas temeram expressá-la por pura desonestidade intelectual. Jesus,então, simplesmente se reserva ao direito da não-resposta (ainda que seusilêncio tenha dito tud&lt;/span&gt;o). &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-3723862543984037063?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/3723862543984037063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/agostinho-e-resposta-inadequada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3723862543984037063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3723862543984037063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/agostinho-e-resposta-inadequada.html' title='Agostinho e a resposta (in)adequada'/><author><name>Leonardo Bruno Galdino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12588121248289893462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KUKZDOLTE4I/SvGCrenbu2I/AAAAAAAAARk/otL3Vjxut1Y/S220/3x4+estilizada.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3785879937116968836</id><published>2011-12-08T10:45:00.001-02:00</published><updated>2011-12-08T10:46:15.788-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allen'/><title type='text'>Jovens espirituais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2011/12/jovens-espirituais.html" target="_blank"&gt;Publicado originalmente no &amp;nbsp;BJC&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sentei com alguns jovens no último fim de semana para conversar sobre o tema “atuação jovem: juventude e espiritualidade". Sou crítico das noções contemporâneas de “juventude”, e de “espiritualidade”, como é possível perceber de posts anteriormente publicados aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;A idéia atual de juventude é excêntrica. “O mundo é dos jovens”, dizem. Verdade? De fato, o mercado se voltou para “a juventude” como o público por excelência. De algum modo são os jovens que determinam a pauta cultural – cinema, televisão, música, roupas, e expressões religiosas são remodeladas para alcançar essa faixa etária. Os “crentes” não ficam de fora – o formato de muitas, se não da maioria, das igrejas evangélicas é voltado para agradar ao público jovem. Músicas "pulsantes”, luz e efeitos visuais, estilo de pregação, e tudo o mais são dotados daquele estilo afetado de quem deseja ser ou parecer jovem a qualquer custo. Já falei sobre como é ridículo ver pessoas de 50 anos ou mais tentando se portar como se estivessem na casa dos 20, ou afirmando histericamente que possuem “espírito jovem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://juventude.gov.pt/Eventos/EducacaoFormacao/PublishingImages/DICRI/YouthPass%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://juventude.gov.pt/Eventos/EducacaoFormacao/PublishingImages/DICRI/YouthPass%5B1%5D.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Presumimos que a cultura esteja certa, e entramos de cabeça no movimento sem questionar os seus pressupostos e resultados. Para não me deter muito no ponto, simplesmente posso questionar a idéia da centralidade dos jovens em uma comunidade a partir do que as Escrituras ensinam sobre a ordem natural de que os mais velhos têm primazia e ensinam os jovens. Não importa se o número de jovens é dez ou vinte vezes maior do que o de idosos, estes ainda precisam se sentar aos pés deles para aprender. Não quero dar a falsa impressão de que todos os idosos são sábios e de que não há espaço algum para os jovens na cultura e na igreja. Há muito espaço. Mas o clima cultural exige reflexão e equilíbrio. O outro ponto é que o resultado de uma cultura centrada nos jovens tende a privilegiar a imaturidade e seus desdobramentos, apenas porque vêm embalados no pacote “cool” da juventude. Somos tolos, mas temos estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O outro tema problemático é a noção de espiritualidade. O termo é tão abrangente que se faz comum fora da igreja cristã. Mais e mais as celebridades falam de sua “espiritualidade” - normalmente uma mistura da prática de ioga, com algum cristal na mesa de centro da sala, e talvez o uso de roupas brancas a cada virada de ano. Os mais intensos se dedicam às práticas neopagãs do esoterismo, ou adentram o espiritismo. E por último vêm os frequentadores esporádicos de missas e cultos. São espirituais, mesmo que não saibam definir propriamente o termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O problema cultural é que o termo espiritualidade hoje se refere a um tipo de expressão subjetiva que forneça um sentimento de elevação do espírito, independentemente de um conteúdo de fé. Na cultura contemporânea, ser espiritual é sentir-se bem, sem credos ou doutrinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.telecine.globo.com/platb/files/1076/2010/10/jackass3d.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="237" src="http://blog.telecine.globo.com/platb/files/1076/2010/10/jackass3d.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A sabedoria jovem&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Aqui os evangélicos entram. O “mantra” cristão dos nossos dias é “ser espiritual sem ser religioso”. Por religioso, pretende-se falar da religião institucional e suas formas – credos, doutrinas, liturgias, orações, hierarquias, etc. Os crentes de nossos dias querem reivindicar o direito de sentir elevação espiritual sem ter de se submeter a qualquer forma. Ser espiritual é algo interno, é sentir e expressar amor, é viver bem com os outros, e outras expressões tão abrangentes quanto vazias. Quanto mais lacônico melhor. A espiritualidade contemporânea é amiga da ambiguidade e da vaguidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Os “espirituais” do nosso tempo são inimigos do que é formal – da religião institucional. Aqui jaz mais um problema. Jesus deixou uma igreja, que se reunia regularmente nas casas e no templo. Uma igreja que possuía hierarquia – apóstolos, evangelistas, pastores-mestres. Uma igreja que tinha orações formais, como a do Pai nosso. Uma comunidade que repetia continuamente os sacramentos do batismo e da ceia. Um corpo de pessoas que possuíam liturgia definida e ordenada pelos apóstolos, composta de orações, confissão de pecados, leitura da Bíblia, pregação, e sacramentos. Uma igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://prayingwithevagrius.files.wordpress.com/2011/09/im_not_religious_im_spiritual_tshirt-p235917091278210211o8um_400.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://prayingwithevagrius.files.wordpress.com/2011/09/im_not_religious_im_spiritual_tshirt-p235917091278210211o8um_400.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Pra quê estudar a Bíblia se eu posso &lt;br /&gt;apenas viver bem com o vizinho?&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Como é possível espiritualidade sem conteúdos de fé? Alguém pode sentir elevação espiritual ouvindo música instrumental, ou mesmo ter uma experiência estética com a beleza de uma canção que, em sua essência, nega a verdade de Deus. Tal elevação espiritual representa espiritualidade saudável? Viver bem com os outros, sem expressar fidelidade à Palavra de Deus é ser espiritual? Rejeitar a igreja de Deus é ser espiritual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Finalmente, o outro lado da moeda é uma espiritualidade provida de formas espetaculares. Espiritualidade, especialmente nas comunidades carismáticas, pentecostais e neopentecostais é medida em termos de “ação poderosa do Espírito Santo” por meio de dons: línguas, visões, sonhos, profecias, milagres, curas, expulsões de demônios, e fenômenos semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Nesse aspecto, a espiritualidade é retirada do contexto comum da vida, e colocada em um patamar de excentricidade, por meio da qual só há elevação espiritual em momentos pontuais de fenômenos impressionantes. São deixados de lado os elementos comuns e ordinários da vida, de modo que a busca por espiritualidade se transforma na busca pela capacidade de realizar tais feitos, não importa o custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Novamente, creio que o ensino bíblico se distancia de tal perspectiva. O crente espiritual não é o que mais realiza fenômenos espetaculares, mas o que vive no dia a dia submetido aos conteúdos da fé cristã – a Palavra de Deus. É aquele que simplesmente cresce aos poucos em suas lutas com pensamentos impuros e a pornografia. Ou a mulher que vence gradualmente suas lutas contra os impulsos de fofoca e insubmissão. É o pastor que cresce em humildade diante da igreja, e não exerce seu ministério como forma de manipulação, mas de serviço. São os maridos que crescem em compreender a aliança feita com sua esposa sob o Senhor, e se comprometem a honrar a aliança e amá-la sacrificialmente. São os desconhecidos que crescem em falar a verdade em amor, em amar a Bíblia e praticá-la, em educar seus filhos no temor do Senhor, em trabalhar diligente e honestamente, tudo para a glória de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Deste modo, percebemos que uma conversa sobre juventude e espiritualidade hoje precisa passar por uma compreensão da cultura quanto a estes itens, para desafiar os pressupostos do nosso tempo, dentro e fora da igreja, a partir da Bíblia. Precisa passar, também, pela compreensão da obra completa de Jesus na cruz e os seus desdobramentos para a vida do cristão hoje. Só é espiritual quem crê em Jesus – o conteúdo da fé cristã. Toda a nossa “vida espiritual” brota da cruz. Nosso crescimento não é forjado por nosso esforço, mas pela graça de Deus. Finalmente, compreendendo a cultura e a obra completa de Jesus, existe uma resposta existencial necessária – eu me aplicarei a viver conforme os mandamentos do Senhor, não por minhas forças, mas pela fé em Jesus, e pela graça dele. Eu me comprometo a, assim como entreguei a minha vida e fui tomado pelo meu Senhor, manifestar concretamente o senhorio de Jesus sobre todas as áreas de minha vida. Enfrentarei dificuldades nesta caminhada, e sei que, por causa do meu pecado, não conseguirei fazer isso plenamente neste tempo, mas sigo com esperança no evangelho, confiando nas promessas de Deus, e na graça que me é dada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-3785879937116968836?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/3785879937116968836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/jovens-espirituais.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3785879937116968836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3785879937116968836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/jovens-espirituais.html' title='Jovens espirituais'/><author><name>Allen Porto</name><uri>https://profiles.google.com/106024714305089542038</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-rF3brLEo-gw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAMB0/sn3HDqu-OEw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-7227675334105666382</id><published>2011-12-02T18:27:00.001-02:00</published><updated>2011-12-02T18:38:09.178-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Galdino'/><title type='text'>Paulo orando pelos mortos?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;- Textinho que escrevi hoje para o boletim semanal de nossa congregação&lt;/i&gt; -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;16&lt;/i&gt; Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; &lt;i&gt;17 &lt;/i&gt;antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;18&lt;/i&gt; O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;2 Timóteo 1.16-18. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Recentemente ouvi de uma colega,ainda indecisa entre o catolicismo e o evangelho (sim, pois catolicismo eevangelho são coisas totalmente distintas uma da outra), que em 2 Timóteo 1.18&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Paulo fez uma oração por Onesíforo, o qual, &lt;i&gt;segundoa leitura dela&lt;/i&gt; (e dos católicos romanos em geral), já havia morrido. Muitoembora a discussão tenha sido no seu mural do Facebook, ela mesma não apareceulá para comentar nada. Mas houve quem o fizesse. Deixando de lado essasquestiúnculas, vamos ao ponto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Basicamente, são &lt;i&gt;dois&lt;/i&gt; os argumentos usados peloscatólicos para defender que Onesíforo estava morto. O &lt;i&gt;primeiro&lt;/i&gt; é a referência que Paulo fez ao dia do julgamento final(“aquele Dia”). Para os romanistas esta seria uma prova irrefutável de que oamigo de Paulo já se encontrava em uma situação de além-túmulo. Contudo, o fatode Paulo ter feito menção ao dia do Juízo Final nesse contexto não prova oponto de vista católico, visto que, no versículo 12, Paulo também faz menção aesse Dia. Se realmente é verdade que Onesíforo estava morto somente porquePaulo fez referência ao Juízo Final, penso que os católicos, por uma questão decoerência, deveriam se prontificar a crer que a presente carta a Timóteo foi psicografada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O &lt;i&gt;segundo&lt;/i&gt; argumento que eles apresentamé o de que Onesíforo já estava morto porque Paulo saúda a “a casa de Onesíforo”(2 Tm 4.19), e não o próprio Onesíforo. Com isso, alguns afirmam que, seOnesíforo estivesse vivo, Paulo o saudaria, em vez de saudar sua família. Esseargumento é logo dissolvido se levarmos em consideração que Onesíforo aindaestava em Roma (ou mesmo a caminho de Éfeso), ao passo que sua família estavaem Éfeso, cidade onde Timóteo estava pastoreando na ocasião. Além do mais, a“casa de Onesíforo” não deveria incluir ele próprio?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que Onesíforo não estava morto nomomento em que Paulo escreveu a sua segunda carta a Timóteo eu não tenho amenor dúvida. A Escritura é clara quando afirma que “aos homens está ordenadomorrer uma só vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27), e o apóstolo jamaiscontradiria algum princípio dela. Portanto, nenhuma oração é capaz de mudar odestino de quem já partiu desta vida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Soli Deo Gloria! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-7227675334105666382?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/7227675334105666382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/paulo-orando-pelos-mortos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7227675334105666382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7227675334105666382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/12/paulo-orando-pelos-mortos.html' title='Paulo orando pelos mortos?'/><author><name>Leonardo Bruno Galdino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12588121248289893462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KUKZDOLTE4I/SvGCrenbu2I/AAAAAAAAARk/otL3Vjxut1Y/S220/3x4+estilizada.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-4108337666390053511</id><published>2011-11-24T14:52:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T14:54:16.617-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allen'/><title type='text'>Beleza, unidade e sentido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2011/11/beleza-unidade-e-sentido.html"&gt;Publicado originalmente no BJC&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Em 1979, Francis Schaeffer e Colin Duriez trocaram correspondências a respeito da doença do fundador de L'Abri. Em 1984 ele faleceria, como resultado do câncer. Mas na carta escrita por Schaeffer naquele período havia uma belíssima declaração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;i&gt;Como é bom ter uma teologia na qual não há tensão entre usar a melhor medicina possível e olhar diretamente para o Senhor, buscando a resposta das orações. (Duriez, Francis Schaeffer: an authentic life, p.196 - kindle edition)&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Isso poderia abrir uma interessante discussão sobre medicina, fé e oração, mas pretendo apontar a direção que, eu creio, Schaeffer pretendia enfatizar. No pensamento cristão consistente, não há dicotomias ou uma separação entre o campo da "graça" e o da "natureza" - uma distinção entre as coisas comuns da vida e as coisas "espirituais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desdobramentos deste ponto são imensos. Schaeffer demonstrou como ele poderia buscar o melhor da medicina e se voltar a Deus em oração simultaneamente, sem crise de que um "devorasse" o outro, por não haver contradição. Do mesmo modo um cristão pode pedir a Deus pela provisão, e trabalhar duramente, compreendendo a unidade entre as duas coisas. Alguém pode (e deve!) ler a Bíblia sem considerar este um momento distante do resto da vida; pelo contrário, como o salmista, toda a experiência da vida no dia a dia passa a ser um exercício de interpretação e aplicação bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ddtVbE7Tocs/TsqvYWQTcQI/AAAAAAAAMCw/IgcQv0nCBqc/s1600/Festival_baixo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-ddtVbE7Tocs/TsqvYWQTcQI/AAAAAAAAMCw/IgcQv0nCBqc/s320/Festival_baixo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Luiz Rosa no palco. O centro histórico em flor.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Há, no entanto, ainda um ponto específico que eu gostaria de ressaltar. Refiro-me ao grau de enriquecimento da vida em termos de significado e beleza quando esta unidade é percebida e experimentada. Quero ilustrar com a minha experiência da última semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi realizado em São Luís o 3º festival internacional de contrabaixo, com grandes nomes do instrumento, como o maranhense Mauro Sérgio, o divulgador da coisa no Brasil inteiro - Celso Pixinga, e os norte-americanos &lt;a href="http://www.stinnettmusic.com/" target="_blank"&gt;Jim e Grant Stinnett&lt;/a&gt; (Jim é professor da Berklee - conceituada faculdade de música em Boston), Todd Johnson, e Shane Alessio, além do baterista e jazzista Dom Moio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você parte de uma visão fragmentada da realidade, o festival poderia despertar algumas posturas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não é algo "espiritual", portanto não irei&lt;br /&gt;2. Não é algo "espiritual", mas é algo "comum", então irei e aproveitarei como algo separado do reino da graça&lt;br /&gt;3. É "espiritual"! Deus está ali falando e se revelando a partir da cultura - o abalo existencial provocado pela música é a Revelação de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas primeiras colocam o show no reino da 'natureza', com respostas diferentes. Por ser algo "comum" (não-espiritual), a primeira resposta considera algo desprezível, ou age com indiferença. Há muitos que vivem de modo empobrecido, por não desenvolverem interesse pela criação de Deus em sua variedade. A beleza das artes, a criatividade humana, as profissões e vocações, são todas diminuídas em sua importância pela preferência das coisas "espirituais" - talvez oração e leitura da Bíblia. O cristão nessa perspectiva tem pouca liberdade de vida. É escravo da "vida espiritual", e assim vive sem prazer durante toda a semana, até que chegue o domingo, ou então cria atividades eclesiásticas todos os dias para justificar a sua existência. Essas são as pessoas conhecidas como fanáticos, ou limitados em suas conversas (monotemáticas). Pessoas que, mesmo valorizando as disciplinas espirituais, definiram o escopo de aplicação das Escrituras e limitaram a experiência de adoração na vida. No esforço de tanto glorificar ao Senhor, o fazem menos do que deveriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda resposta tenta encontrar o prazer através do "salto". O festival de baixo continua sendo não-espiritual, mas será desfrutado dentro do seu campo secular. Afinal, as coisas de Deus são aproveitadas aos domingos, e as coisas seculares regulam o resto da vida. Esse tipo de cristão pode ser mais versado e articulado no resto das expressões culturais; pode valorizar as artes e as profissões; pode ter a ciência e a filosofia em grande estima, mas tudo às custas da exclusão da Palavra de Deus. Ele busca o valor de cada elemento separado de Deus, e assim também empobrece a sua experiência de vida. Tem um universo de particulares desconectados e sem sentido último. O festival de baixo não tem propósito último e não está ligado ao todo da vida, é apenas mais uma oportunidade solta de satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro a responder se aproxima de uma perspectiva Tillichiana (de Paul Tillich e sua teologia da cultura). Ele ainda pensa de modo fragmentado, mas agora eleva a arte ao patamar de cima - o reino do sagrado, ou da graça. Na medida em que as artes o tocam profundamente, e que o seu espírito é alimentado pela beleza dos sons e cores, ele atribui a isto o mesmo peso da Revelação Divina, considerando tal "abalo existencial" como Palavra de Deus. O resultado disso é uma grande abertura cultural, mas a perda da autoridade bíblica, que foi nivelada a qualquer experiência significante. A voz de Deus nas Escrituras é abafada e perdida em meio à adoração das artes e expressões culturais. O cristão passa a ser alguém confuso, direcionado pela estética e sem conteúdos reais de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-B0z1XBvwOAc/TsqvbIqWfpI/AAAAAAAAMC4/wB0Ynf2c9oc/s1600/Festival_baixo+%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-B0z1XBvwOAc/TsqvbIqWfpI/AAAAAAAAMC4/wB0Ynf2c9oc/s320/Festival_baixo+%25281%2529.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Jim Stinnett, Shane Alessio, Dom Moio e Todd Johnson&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Contra tudo isso está a perspectiva integrada do cristianismo consistente. Um &lt;i&gt;show&lt;/i&gt; é um &lt;i&gt;show&lt;/i&gt;:&amp;nbsp;Embora haja abalos existenciais e a beleza de tudo aquilo seja tocante, não é a Palavra de Deus. Mas não é por que há distinção entre a beleza do evento e a Revelação, que o festival não tem valor. Pelo contrário, em uma visão unificada da vida, o show tem verdadeiro valor e significado, porque as artes e expressões culturais são instrumentos da graça comum, e apontam para uma beleza e riqueza eternas, encontradas unicamente em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu experimentei um pouco disso. Pude ouvir um grande som, e alimentar não apenas os ouvidos, mas os olhos com a paisagem do centro histórico de São Luís, em uma experiência de beleza tocante. A presença de amigos e de minha esposa tornaram a coisa ainda mais prazerosa e significante, e lá eu via e sentia gratidão a Deus: a vida em sua plenitude é experimentada quando Jesus é o ponto de referência e unificação. Tudo fazia sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-4108337666390053511?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/4108337666390053511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/beleza-unidade-e-sentido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4108337666390053511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4108337666390053511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/beleza-unidade-e-sentido.html' title='Beleza, unidade e sentido'/><author><name>Allen Porto</name><uri>https://profiles.google.com/106024714305089542038</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-rF3brLEo-gw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAMB0/sn3HDqu-OEw/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ddtVbE7Tocs/TsqvYWQTcQI/AAAAAAAAMCw/IgcQv0nCBqc/s72-c/Festival_baixo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-1527038437431678863</id><published>2011-11-18T13:05:00.000-02:00</published><updated>2011-11-18T15:51:03.191-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Vargas Jr.'/><title type='text'>O simples e irrefutável argumento de Cheung</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O texto que segue j&amp;aacute; foi publicado no RVJ. Como sempre, tudo o que se refere ao autor traz pol&amp;ecirc;mica. Pol&amp;ecirc;mica por parte de seus f&amp;atilde;s brasileiros, &amp;eacute; claro.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eu recebi muitas cr&amp;iacute;ticas deles. A maior parte procura ou uma justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o moral de Cheung ou uma acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o moral contra mim. Algumas s&amp;atilde;o mesmo agressivas, mostrando que os alunos procuram imitar seu mestre. Algumas poucas se at&amp;eacute;m ao texto ou, especificamente neste caso, ao argumento criticado. Mesmo assim, r&amp;aacute;pido perdem o foco.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Talvez, a &amp;uacute;nica cr&amp;iacute;tica interessante que recebi, embora ainda envolta em acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es morais, seja a de que n&amp;atilde;o propus prova dos tr&amp;ecirc;s primeiros par&amp;aacute;grafos. Bem, nunca foi minha inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o propor prova disso, mas a cr&amp;iacute;tica procede. Pelo que, mantendo meu desinteresse pela prova, sugiro a leitura de um texto que me foi sugerido por outrem: &lt;a href="http://triablogue.blogspot.com/2007/01/im-best-around-nothings-ever-gonna.html"&gt;I'm The Best Around, Nothing's Ever Gonna Bring Me Down&lt;/a&gt;, cujo autor procura tal demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;De resto, mantenho que Cheung se posta por "al&amp;eacute;m de um&amp;nbsp;excelente te&amp;oacute;logo, com ares prof&amp;eacute;ticos, um ex&amp;iacute;mio fil&amp;oacute;sofo de racioc&amp;iacute;nio isento de falhas". Como dizem seus pr&amp;oacute;prios f&amp;atilde;s, seus textos falam por si.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tamb&amp;eacute;m mantenho que minhas cr&amp;iacute;ticas s&amp;atilde;o pontuais. J&amp;aacute; questionei seu conhecimento filos&amp;oacute;fico em duas oportunidades, quanto ao pensamento sobre o mal de Agostinho e quanto a sua metaf&amp;iacute;sica. No primeiro caso por equ&amp;iacute;voco, no segundo por simplismo (o que &amp;eacute; bem diferente de simplicidade). Agora critico seu racioc&amp;iacute;nio l&amp;oacute;gico.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas dever&amp;iacute;amos gastar nosso precioso tempo com Cheung? Fosse outro o caso, eu diria que n&amp;atilde;o. Mas a cegueira que se imp&amp;otilde;em seus f&amp;atilde;s me for&amp;ccedil;a a dizer que sim. Se bem que eu saiba que a rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o padr&amp;atilde;o seja a de oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a mim, pura e simplesmente porque critico seu &amp;iacute;dolo, h&amp;aacute; da haver algu&amp;eacute;m que perceba: "Opa, Cheung n&amp;atilde;o possui argumentos isentos de cr&amp;iacute;ticas, e ele deve passar por seu pr&amp;oacute;prio crivo".&amp;nbsp;Esperan&amp;ccedil;a de tolo, talvez. Mas, talvez tolamente, confesso-me este tipo de tolo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segue, finalmente, o texto...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;---------- x ----- x ----- x ----------&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As pessoas pensam que tenho "birra" de Cheung. Fosse algo gratuito, eu aceitaria a pecha. Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute;. Meu ponto contra ele &amp;eacute; que ele se coloca como, al&amp;eacute;m de um excelente te&amp;oacute;logo, com ares prof&amp;eacute;ticos, um ex&amp;iacute;mio fil&amp;oacute;sofo de racioc&amp;iacute;nio isento de falhas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ele enche o texto dele de silogismos, acreditando que com isso faz argumentos irrefut&amp;aacute;veis numa l&amp;oacute;gica perfeita. Pois bem, se concordo com Cheung quanto aos pontos teol&amp;oacute;gicos todos que li at&amp;eacute; agora, critico fortemente estes silogismos. Na verdade, critico mais que os silogismos, critico seu uso falho da l&amp;oacute;gica e questiono seu conhecimento filos&amp;oacute;fico.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nada disso seria de se criticar se ele mesmo n&amp;atilde;o se colocasse numa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de excel&amp;ecirc;ncia. E se seus leitores n&amp;atilde;o o pusessem em altivo pedestal. Qualquer um pode errar, exceto se arroga infalibilidade. Qualquer um pode ignorar, exceto se aquilo que ignora quer ensinar. Infelizmente, Cheung n&amp;atilde;o &amp;eacute; inocente nestes quesitos. E tanto mais prejudicial ele se torna quanto mais seus leitores aceitam o que diz.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Minha mais recente "briga" com ele diz respeito ao texto &lt;a href="http://monergismo.com/?p=1075"&gt;Cessacionismo e o Falar em L&amp;iacute;nguas&lt;/a&gt;, um texto em "quatro atos" contra o cessacionismo. E &amp;eacute; uma briga puramente l&amp;oacute;gica, mais especificamente num argumento dito simples e pretensiosamente definitivo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, antes, e apenas para exemplificar a falta de rigor de Cheung, vejam uma clara contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em seu texto em seu segundo "ato":&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando diz respeito &amp;agrave; continua&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos milagres, quer ocorram a uma pessoa ou por meio de uma pessoa, a doutrina da soberania de Deus resolve o assunto.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todavia, devemos reconhecer que a quest&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; resolvida afirmando-se a mera doutrina da soberania de Deus, visto que ela tem a ver com como ele usa essa soberania com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos dons espirituais, e o que ele revelou na Escritura sobre isso.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Afinal, a soberania divina resolve ou n&amp;atilde;o resolve o assunto/quest&amp;atilde;o? &amp;Eacute; claro que o contexto poderia redimir, pelo menos parcialmente, a contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pois Cheung est&amp;aacute; a acrescentar vari&amp;aacute;veis. Digo "parcialmente" porque, embora o texto de fato venha num crescente quanto ao assunto, a contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanece, n&amp;atilde;o &amp;eacute; eliminada. E digo "poderia redimir" porque &amp;eacute; um erro perdo&amp;aacute;vel. Mas n&amp;atilde;o. &amp;Eacute; um erro menor em todo contexto, mas imperdo&amp;aacute;vel falta de rigor para quem se posta por logicamente infal&amp;iacute;vel e irrefut&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas vamos ao trecho foco da contenda:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deixe-me aplicar primeiro meu argumento simples contra o cessacionismo ao caso do falar em l&amp;iacute;nguas. Paulo escreve: &amp;ldquo;N&amp;atilde;o pro&amp;iacute;bam o falar em l&amp;iacute;nguas&amp;rdquo; (1 Cor&amp;iacute;ntios 14.39, NVI). Mas se todos os dons espirituais cessaram, ent&amp;atilde;o as l&amp;iacute;nguas cessaram. E se as l&amp;iacute;nguas cessaram, ent&amp;atilde;o todas as alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falar em l&amp;iacute;nguas hoje s&amp;atilde;o falsas. Se todas as alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falar em l&amp;iacute;nguas hoje s&amp;atilde;o falsas, est&amp;atilde;o devemos proibir o falar em l&amp;iacute;nguas. Em outras palavras, se o cessacionismo &amp;eacute; correto, ent&amp;atilde;o estamos obrigados a fazer exatamente o oposto do que Paulo ordena nesse vers&amp;iacute;culo sobre a base que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mudou, de forma que a mesma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o apost&amp;oacute;lica requereria que proib&amp;iacute;ssemos todo o falar em l&amp;iacute;nguas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Contudo, transformar &amp;ldquo;N&amp;atilde;o pro&amp;iacute;bam o falar em l&amp;iacute;nguas&amp;rdquo; em &amp;ldquo;Sempre pro&amp;iacute;bam o falar em l&amp;iacute;nguas&amp;rdquo; requereria um argumento b&amp;iacute;blico que fosse igualmente expl&amp;iacute;cito, ou se este deve vir por dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou infer&amp;ecirc;ncia, que seja um racioc&amp;iacute;nio perfeito, infal&amp;iacute;vel, sem qualquer possibilidade de erro ou lugar para cr&amp;iacute;tica. De outra forma, ningu&amp;eacute;m tem autoridade para dizer que o falar em l&amp;iacute;nguas cessou, e ainda menos para proibir o falar em l&amp;iacute;nguas.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deve-se notar que Cheung n&amp;atilde;o chama outros textos b&amp;iacute;blicos para seu argumento, exceto Mt 5.19 no paragr&amp;aacute;fo seguinte como um autorizador da ordem em I Co 14.39. O que Cheung pretende com tal "argumento simples" &amp;eacute; com ele somente ter prova contra o cessacionismo. N&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o deva ter outros argumentos. Cheung n&amp;atilde;o seria assim t&amp;atilde;o est&amp;uacute;pido. Provavelmente o conjunto de seus argumentos ser&amp;aacute; convincente. Eu provavelmente concordarei com ele ao fim, dado que sou continu&amp;iacute;sta (quase cessacionista, em espelho a Calvino, como costumo brincar). Mas ter&amp;aacute; este argumento sozinho alguma for&amp;ccedil;a? Afirmo antecipadamente que n&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;H&amp;aacute; pelo menos dois grandes erros no argumento, um &lt;em&gt;non sequitur&lt;/em&gt; e uma peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o de princ&amp;iacute;pio, al&amp;eacute;m de n&amp;atilde;o ser mais que uma tautologia.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O &lt;em&gt;non sequitur&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se todas as alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falar em l&amp;iacute;nguas hoje s&amp;atilde;o falsas, est&amp;atilde;o devemos proibir o falar em l&amp;iacute;nguas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se o cessacionismo &amp;eacute; correto, ent&amp;atilde;o estamos obrigados a fazer exatamente o oposto do que Paulo ordena nesse vers&amp;iacute;culo sobre a base que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mudou, de forma que a mesma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o apost&amp;oacute;lica requereria que proib&amp;iacute;ssemos todo o falar em l&amp;iacute;nguas.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em resumo, ele diz: "Se o cessacionismo &amp;eacute; correto e as alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es falsas, estamos obrigados a proibir o uso de um dom". (Dons "extraordin&amp;aacute;rios", leia-se. Mas dado que eu mesmo discordo de algo aqui e este algo n&amp;atilde;o est&amp;aacute; em discuss&amp;atilde;o, eu me dou o direito de mencionar "dom", simplesmente.)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Colocando a coisa da forma mais simples poss&amp;iacute;vel, se o cessacionismo &amp;eacute; correto, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; dom para se usar, pelo que proibir o uso do que n&amp;atilde;o h&amp;aacute; &amp;eacute; uma bobagem.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O ponto &amp;eacute; que o proibir n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma necessidade que se segue do cessacionismo estar correto ou das falsas alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es. "Devemos fazer o oposto do que diz o vers&amp;iacute;culo", diz Cheung. Mas, ora, por qual raz&amp;atilde;o? Pode-se simplesmente ignorar o falso uso do dom, por exemplo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ele dir&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m que, por ser um uso antibl&amp;iacute;bico, ent&amp;atilde;o devemos proibi-lo. Ora, isto carece de uma prova que n&amp;atilde;o &amp;eacute; demonstrada e, ao contr&amp;aacute;rio, &amp;eacute; uma pressuposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o deveras question&amp;aacute;vel, facilmente compreens&amp;iacute;vel apenas por seus rompantes pseudo-prof&amp;eacute;ticos. (E que, fugindo ao ponto, remete-me ao debate teonomista...)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em todo caso, estas pressuposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o abundantes em Cheung e isto nos leva ao pr&amp;oacute;ximo ponto.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o de princ&amp;iacute;pio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aqui chamo a ajuda do di&amp;aacute;logo travado com meu amigo e querido confrade Cl&amp;oacute;vis no seu &lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/2011/11/um-argumento-simples-favor-do-dom-de.html"&gt;Cinco Solas&lt;/a&gt;. Diz ele:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O argumento de Cheung ficaria assim (assumindo a cessa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos dons):&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;1. Se o dom de l&amp;iacute;nguas cessou, ent&amp;atilde;o     &lt;br /&gt;2. falar em l&amp;iacute;nguas &amp;eacute; antib&amp;iacute;blico, logo      &lt;br /&gt;3. o crist&amp;atilde;o deve proibir falar em l&amp;iacute;nguas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por&amp;eacute;m, proibir falar em l&amp;iacute;nguas conflita com o que Paulo demandou: "n&amp;atilde;o pro&amp;iacute;bam falar em l&amp;iacute;nguas".&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao que eu respondo:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Voc&amp;ecirc; esqueceu de dizer: "assumindo tamb&amp;eacute;m que a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o paulina &amp;eacute; para todos os tempos". N&amp;atilde;o percebe que isto torna o pensamento circular? "Vou provar que a ordem paulina &amp;eacute; para todos os tempos: assumamos que a ordem paulina &amp;eacute; para todos os tempos..."&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais precisamente, o argumento cheunguiano diz: "os dons s&amp;atilde;o para todos os tempos e o cessacionismo falso, ent&amp;atilde;o os dons s&amp;atilde;o para todos os tempos e o cessacionismo falso". Mas, bem, devo eu explicar a raz&amp;atilde;o destas minhas simplifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que se quer, pelo argumento, &amp;eacute; mostrar a contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna do cessacionismo que o faz falso. Por&amp;eacute;m, para mostrar isso, admite-se que que a ordem paulina &amp;eacute; para todos os tempos. Isto porque, obviamente, admite-se tamb&amp;eacute;m que dons n&amp;atilde;o cessaram. Ent&amp;atilde;o admitindo-se que os dons n&amp;atilde;o cessaram, afirma-se que o cessacionismo &amp;eacute; falso, ou seja, que os dons n&amp;atilde;o cessaram. Ora, esta &amp;eacute; a peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o de princ&amp;iacute;pio, "uma fal&amp;aacute;cia n&amp;atilde;o formal em que se tenta provar uma conclus&amp;atilde;o com base em premissas que j&amp;aacute; a pressup&amp;otilde;em como verdadeira".&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, ora, &amp;eacute; justo isto que os cessacionistas contestam, isto &amp;eacute;, consideram a premissa pressuposta falsa! &amp;Eacute; impressionante que, nas discuss&amp;otilde;es, as pessoas assumam que isto &amp;eacute; um pressuposto do argumento e continuem a considerar o argumento bom.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A tautologia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora vejamos: diz o argumento algo novo? Aceitemos o racioc&amp;iacute;nio, desconsiderando a premissa contestada e esquecendo os saltos l&amp;oacute;gicos... Que diz o argumento?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Diz ele que, dada uma ordem, se voc&amp;ecirc; a desobedece, ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; a desobedece. Claro, implicitamente: ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; em pecado por desobedecer ao que dizem as Escrituras. Esta &amp;eacute; a contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com que se pretende falsificar o cessacionismo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, ora, quanto ao argumento, nada mais &amp;oacute;bvio. Dadas as concess&amp;otilde;es acima, o argumento &amp;eacute; verdadeiro, tal como dizer que um quadrado tem quatro lados. Mas em nada ajuda a resolver a quest&amp;atilde;o. E a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; se dons cessaram. Isto &amp;eacute;, o cerne da discuss&amp;atilde;o est&amp;aacute; fora do argumento.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ent&amp;atilde;o o cessacionista poder&amp;aacute; dar de ombros e dizer: "&amp;Eacute; claro, dada uma ordem, a desobedi&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; pecado. Mas esta ordem n&amp;atilde;o &amp;eacute; para mim, pois dons cessaram."&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ent&amp;atilde;o se diz que o cessacionista ter&amp;aacute; que explicar a validade ou aplicabilidade do vers&amp;iacute;culo e sua ordem. Deste e de outros tantos. Bem, n&amp;atilde;o tenho d&amp;uacute;vidas que o cessacionista encontrar&amp;aacute; seus argumentos, por um lado, e que eu n&amp;atilde;o concordarei com eles, por outro. Mas isto j&amp;aacute; &amp;eacute; uma discuss&amp;atilde;o que foge por completo do &amp;acirc;mbito do argumento apresentado, pelo que ela n&amp;atilde;o serve para dar-lhe for&amp;ccedil;a por si. Ainda mais por como ele foi usado. Por Cheung e alhures.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Agrave; guisa de conclus&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ent&amp;atilde;o algu&amp;eacute;m me perguntar&amp;aacute; se o texto de Cheung &amp;eacute; assim t&amp;atilde;o ruim. N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o &amp;eacute;. N&amp;atilde;o &amp;eacute; nenhum primor, mas ruim tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o &amp;eacute;. Ruim &amp;eacute; este argumento em meio ao texto. Ruim &amp;eacute; a arrogante megalomania l&amp;oacute;gico-teo-filos&amp;oacute;fica dele. Ruins s&amp;atilde;o os chat&amp;iacute;ssimos rompantes condenat&amp;oacute;rios de um pretenso profeta.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas sempre se pode encontrar o que se aproveite. No entanto, seus textos, pelos resultados mostrados por seus leitores, ainda t&amp;ecirc;m feito mais mal que bem para suas mentes. O que &amp;eacute; realmente uma pena.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;SDG!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-1527038437431678863?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/1527038437431678863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/o-texto-que-segue-j-foi-publicado-no.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/1527038437431678863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/1527038437431678863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/o-texto-que-segue-j-foi-publicado-no.html' title='O simples e irrefutável argumento de Cheung'/><author><name>Roberto Vargas Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17691615122660597136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-G8pzvofjWvs/TkhFH6EiFzI/AAAAAAAABR4/diEXObRndLM/s220/100_4946.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3025286454743875045</id><published>2011-11-14T10:50:00.000-02:00</published><updated>2011-11-14T10:54:30.740-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Seria Deus justo exigindo do homem o que ele não pode cumprir?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título deste post é literalmente uma pergunta dirigida a mim por um irmão, em outro local de debate. O que segue é minha resposta, editada apenas para preservar a identidade do referido irmão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Devemos cuidar para que nossas crenças derivem da Palavra de Deus&lt;/b&gt; e não de pressupostos humanos. No caso em apreço, o irmão está adotando o pressuposto &lt;i&gt;"dever implica poder"&lt;/i&gt;. O que devemos nos perguntar é: este é um princípio bíblico ou é um argumento filosófico humanista que incorporamos acriticamente à nossa visão de mundo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A primeira coisa que eu pergunto é: onde a Bíblia ensina que dever implica poder?&lt;/b&gt; O irmão citou um versículo da primeira carta de Paulo aos Coríntios, o qual examinarei em seguida com mais cuidado, mas uma leitura simples com essa pergunta em mente mostra que nesta passagem a Deus não ensina este princípio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A segunda coisa que podemos questionar é: em que se baseia a nossa obrigação diante de Deus&lt;/b&gt;, em nossa capacidade ou na autoridade do Senhor. É claro que Deus como soberano absoluto pode exigir qualquer coisa de Seus súditos, por exemplo, Deus poderia exigir de nós, sob pena de danação no inferno, que saltássemos da Terra à Lua três vezes por mês. E quem de nós teria o direito de questioná-lo quanto a isso? Claro que em sua linha de pensamento o irmão dirá que isto faria de Deus um déspota, sádico e cruel, além de outros adjetivos que homens deveriam temer de atribuir a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Com todo respeito, considero uma leviandade perigosa dizer &lt;i&gt;"se Deus faz isso, então Ele é mau"&lt;/i&gt;. Ainda mais quando, no assunto em que estamos tratando, Deus exige do homem coisas que este é incapaz de fazer. Isso mesmo, Deus exige do homem aquilo que este não tem condições de cumprir em sua condição de caído.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por exemplo, o cumprimento da Lei. Quando Deus exigiu dos judeus (menciono os judeus para não entrar na questão da aplicabilidade da Lei) que guardassem a sua lei, eles eram capazes de guardá-la? Houve, em toda a história da humanidade uma única só pessoa, além de Jesus, que guardou a lei perfeitamente? Me diga, alguém conseguiria guardar a Lei de Deus de forma perfeita? No entanto, é isto que Deus exige.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sabemos que Deus exige do homem que não peque&lt;/b&gt;. A Bíblia diz &lt;i&gt;&lt;b&gt;"não pequeis"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. Reiteradas vezes lemos &lt;i&gt;&lt;b&gt;"sede santos"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. O mandamentos para sermos justos repete-se em inúmeros lugares na Bíblia. Não resta dúvida que que não pecar, mas ser justo e santo como o próprio Deus é um dever de todo homem diante de dEle. Mas me diga, quem é a pessoa que tem o poder de cumprir com esse dever? Por favor, diga-me onde eu encontro esta pessoa para que eu vá e o adore!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o irmão queira limitar o assunto à questão da salvação. Deus disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;"voltem para mim"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e isto é sem sombra de dúvida um dever. Segundo sua linha de pensamento, para que Deus não seja injusto, todos os homens deveriam ter poder para isso. Mas Jesus, contrariando totalmente essa sua teoria diz &lt;b&gt;&lt;i&gt;"ninguém pode vir a mim, se Deus não o trouxer"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Note que Jesus disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;"ninguém"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, observe que Ele disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;"ninguém pode"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e registre que Ele disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;"se Deus não o trouxer"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Como disse Paulo, o mesmo que escreveu o versículo que você rasgaria de sua Bíblia caso Deus exigisse algo que o homem não fosse capaz de cumprir: &lt;b&gt;&lt;i&gt;"a nossa capacidade vem de Deus"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu poderia escrever e fundamentar mais a minha posição. Mas creio que isto basta, pois se fosse dar exemplos de coisas que Deus exige que o homem é incapaz de cumprir por si mesmo, a lista cresceria grandemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/"&gt;Cinco Solas&lt;/a&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-3025286454743875045?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/3025286454743875045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/seria-deus-justo-exigindo-do-homem-o.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3025286454743875045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3025286454743875045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/seria-deus-justo-exigindo-do-homem-o.html' title='Seria Deus justo exigindo do homem o que ele não pode cumprir?'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-7283261235845169423</id><published>2011-11-10T18:24:00.001-02:00</published><updated>2011-11-14T09:58:52.296-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Galdino'/><title type='text'>Quando Deus aprova o aborto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez o que eu tenho a dizer aqui neste post seja chocante para muitos, especialmente para quem me conhece como um cristão conservador em matéria de política, ética e teologia. Mas, lendo o excelente livro &lt;i&gt;Purificando o Coração da Idolatria Sexual&lt;/i&gt;, do Dr. John D. Street (Editora Nutra, 2009), não tive como escapar da dura realidade dessa constatação. Sim, &lt;i&gt;Deus se agrada de um aborto que foi fruto de uma sexualidade pervertida!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes que alguém me tenha por herege, gostaria de justificar o meu ponto com as pertinentes observações do Dr. Street ao texto de Tiago 1.14,15:&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Almeida Revista e Atualizada.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9gxQWCC1jDE/TrwzM9Rwc8I/AAAAAAAAAm8/fs8aG2-ltM0/s1600/purificando+o+cora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-9gxQWCC1jDE/TrwzM9Rwc8I/AAAAAAAAAm8/fs8aG2-ltM0/s200/purificando+o+cora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="125" /&gt;&lt;/a&gt;Na realidade, este post é mais um endosso ao livro do Dr. Street, enquanto termino de lê-lo (e, também, um ensaio para uma provável resenha). A certa altura do livro ele propõe um “paradigma de quatro estágios” para a escravidão sexual, o qual foi apropriadamente inferido da passagem bíblica supracitada (na realidade, o tal paradigma serve para qualquer pecado). Portanto, lido o texto de Tiago e desfeita a impressão de heresia que deixei transparecer no início (assim espero), prossigamos para os apontamentos do Dr. Street.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Primeiro estágio:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;alguns desejos depravados internos são estimulados pelo pensamento ou pela experiência &lt;/i&gt;(p. 53). &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao contrário, &lt;b&gt;cada um é tentado pela sua própria cobiça&lt;/b&gt;, quando esta o atrai e seduz (Tg 1.14). &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dos grandes diferenciais do livro do Dr. Street talvez seja a sua abordagem essencialmente bíblica&amp;nbsp;– não necessariamente&amp;nbsp;pelas citações bíblicas, mas sobretudo por uma questão de cosmovisão&amp;nbsp;–, diferente do que vemos em boa parte dos livros cristãos sobre o assunto. O autor não busca respostas nas teorias de comportamento seculares, mas nas proposições das Escrituras. Fatores externos como revistas e filmes pornográficos não são os nossos únicos inimigos, visto que eles “necessitam de um aliado dentro do homem para serem eficazes”. Portanto, se o nosso foco está apenas nessas questões (externas), estamos apenas dando a oportunidade para que o inimigo se entranhe ainda mais nos recônditos do nosso coração, visto que é lá que ele está alojado. Para que a cobiça – esse primeiro estágio de uma completa ruína –, então, seja vencida é preciso “identificar o inimigo real e conhecer o campo de batalha” (p. 54).&amp;nbsp;Ou seja:&amp;nbsp;que antes de “amarrar” Satanás possamos atentar para o mal que habita em nós! Chamemos esse primeiro estágio&amp;nbsp;– a cobiça atiçada&amp;nbsp;– de &lt;i&gt;flerte e um convite para a cama&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Segundo estágio:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;A cobiça concebe num coração fértil quando ela ganha o consentimento da vontade&lt;/i&gt; (p. 56).&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="center"&gt;Então, a cobiça, depois de haver &lt;b&gt;concebido&lt;/b&gt; … (Tg 1.15a).&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;É bom que fique bem claro a essa altura que o&amp;nbsp;ser tentado,&amp;nbsp;por si só, não é pecado. O flerte pode ser interrompido desviando-se o olhar (pois os olhos são “a lâmpada do corpo”&amp;nbsp;– Mt 6.22), e o convite para a cama pode ser perfeitamente rejeitado. Contudo,&amp;nbsp;quando não se é forte o suficiente para&amp;nbsp;adotar tal&amp;nbsp;procedimento, a cobiça encontra terreno fértil no coração, nele concebendo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;O autor do livro observa que “a terminologia grega usada em Tiago 1.13-15 é similar aos termos empregados para referir-se à sedução de uma prostituta” (p. 57), o que é bastante apropriado dado o amplo campo semântico&amp;nbsp;da&amp;nbsp;palavra&amp;nbsp;&lt;i&gt;cobiça&lt;/i&gt;. “O mundo e Satanás podem incitar os desejos depravados, mas isso não é pecado no coração até que a vontade tenha concedido a sua permissão”, diz Street. E mais: “o coração perverso é, à semelhança de um ventre, o ambiente fértil ideal para que o óvulo fecundado da cobiça sexual se desenvolva”. Como, então, impedir que esse&amp;nbsp;ente&amp;nbsp;continue a crescer em nosso coração? O autor sugere que o mesmo seja “abortado pelo arrependimento”&amp;nbsp;– e aqui justifico o título que escolhi para este post. Caso não se opte pelo arrependimento, chamemos esse segundo estágio de &lt;i&gt;o mal gerado no ventre&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Terceiro estágio:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;o coração fecundado com a cobiça, em algum momento, dará à luz os atos visíveis da trangressão&lt;/i&gt; (p. 59). &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, a cobiça, depois de haver concebido, &lt;b&gt;dá à luz o pecado&lt;/b&gt;… (Tg 1.15b).&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caso não haja o aborto de que falamos acima (o qual Deus efetivamente aprova),&amp;nbsp;o pecado, mesmo sendo trevas, será dado à luz. Essa, na realidade, é uma outra forma de dizer que as más obras dos homens tornar-se-ão expostas em tempo oportuno. Assim como a “barriguinha” de uma gravidez indesejada começa a aparecer com alguns meses, os pecados dos homens serão definitivamente visíveis. E, como diz o Dr. Street, “a cobiça sexual nascerá para o mundo quando tiver atingido a maturidade de gestação na qual o ventre da imaginação não pode mais contê-la” (p. 60). No caso de um cristão, esse pecado que foi dado à luz será o seu “filho bastardo”&amp;nbsp;– ou seja, mesmo que haja arrependimento depois, as consequências o acompanharão.&amp;nbsp;Ainda assim, o crente pode se encontrar encantado por essa criança,&amp;nbsp;a qual, com o passar do tempo, exigirá comida mais robusta: nada de “papinhas” de masturbação ou qualquer outro tipo de auto-excitação, mas formas cada vez mais intensas e prazerosas de excitação, o que pode perfeitamente resultar em&amp;nbsp;estupro,&amp;nbsp;incesto,&amp;nbsp;homossexualidade,&amp;nbsp;necrofilia,&amp;nbsp;bestialismo e&amp;nbsp;tantas outras aberrações sexuais. A perda de controle é total. A este terceiro estágio chamemos de &lt;i&gt;a criança nasce e começa a&amp;nbsp;mandar no pai.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Quarto estágio:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;o pecado completamente formado resulta em morte&lt;/i&gt; (p. 69)&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="center"&gt;…e o pecado, uma vez consumado, gera a morte (Tg 1.15c).&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O termo usado por Tiago para “consumado” é &lt;i&gt;apoteleo&lt;/i&gt;, que significa &lt;i&gt;maduro&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;completamene crescido&lt;/i&gt;. Nesse caso, a criança já cresceu (“adulteceu”), e se volta contra o pai, que até resiste, mas nada mais pode fazer. Crentes que vivem sob essa condição “jamais experimentarão a morte eterna ou espiritual”, diz o Dr. Street, “mas é possível que experimentem a morte física” (p. 71). Parece ter sido este o caso em 1 Coríntios 5, onde Paulo ordena àquela igreja que exclua o “velho fermento” da comunhão dos irmãos, para que o mesmo fosse “entregue a Satanás &lt;i&gt;para a destruição da carne&lt;/i&gt;” (v.5-7). Pessoas escravizadas pela cobiça hão de perceber que, à medida em que a frequência de delitos aumenta, a satisfação&amp;nbsp;diminui, o que as levará a buscar prazer pessoal em formas cada vez mais complexas. O caso de Davi vem bem a calhar. E o resultado de tudo foi a morte do seu filho (1 Sm 11.15-17; 12.15-18). A este quarto estágio podemos chamar de &lt;i&gt;a criança cresce e mata o próprio pai.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É isso o que acontece toda vez que não resolvemos extirpar o mal pela raiz, preferindo formas paliativas de resolver o problema. A mensagem da cruz&amp;nbsp;começa pelo coração, pois é lá onde estão escondidos os intentos mais nefastos do ser (Mc 7.14-22)! Medidas paliativas somente adiam o problema. De igual modo, livros com propostas superficiais produzem o mesmo tipo de efeito. Por estar absolutamene convencido de que Deus aprova não somente esse aborto do qual falei, mas inclusive o “assassinato” do ente já nascido, recomendo a leitura do livro do Dr. John Street, a qual tem me ajudado e muito a lidar com meus próprios conflitos. Afinal de contas, quem não tem um calcanhar de Aquiles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soli Deo Gloria!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-7283261235845169423?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/7283261235845169423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/quando-deus-aprova-o-aborto.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7283261235845169423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7283261235845169423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/quando-deus-aprova-o-aborto.html' title='Quando Deus aprova o aborto'/><author><name>Leonardo Bruno Galdino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12588121248289893462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KUKZDOLTE4I/SvGCrenbu2I/AAAAAAAAARk/otL3Vjxut1Y/S220/3x4+estilizada.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9gxQWCC1jDE/TrwzM9Rwc8I/AAAAAAAAAm8/fs8aG2-ltM0/s72-c/purificando+o+cora%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-4220000613162947930</id><published>2011-11-08T18:52:00.001-02:00</published><updated>2011-11-08T19:04:06.357-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Galdino'/><title type='text'>Uma palavrinha sobre o palavrão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Pegando carona num excelente &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2007/05/reflexo-bvia-sobre-os-palavres.html" target="_blank"&gt;texto escrito pela Norma Braga&lt;/a&gt; há uns quatro anos (leitura mais que obrigatória!&lt;/i&gt;&lt;i&gt;),&amp;nbsp;vou arriscar aqui mais algumas palavrinhas sobre os palavrões. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para a edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Efésios 4.29.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9uYB5JHLYK4/TrmZHWueWSI/AAAAAAAAAmU/Ry1T-D0IsHI/s1600/palavr%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-9uYB5JHLYK4/TrmZHWueWSI/AAAAAAAAAmU/Ry1T-D0IsHI/s1600/palavr%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Deveria ser justamente o oposto, mas não é raro ver cristãos simpáticos à ideia de que é perfeitamente válido ao crente falar palavrão, sob a desculpa de que “extravasar faz bem para o corpo e para a alma”, dentre outras coisas.&amp;nbsp;Afinal de contas, “ninguém é de ferro”. De fato, ninguém o é. Mas escusar-se nisso é deveras pecaminoso, visto que o padrão maior, que é Deus, não é contemplado. E é muito triste observar que essa mentalidade é bastante comum em nosso meio. Outro problema é que nem sempre o palavrão é oriundo de um pico de fúria, mas&amp;nbsp;inclusive&amp;nbsp;das conversas amistosas, nas quais um palavrãozinho&amp;nbsp;acaba se tornando&amp;nbsp;“imprescindível” para que o papo fiquem ainda mais “interessante”&amp;nbsp;– o que acaba sendo ainda pior em se tratando de uma rodinha de crentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É bem verdade que Paulo fez&amp;nbsp;essa associação entre palavra torpe (“palavrão”) e explosões de raiva, no versículo 26 (não vou discorrer sobre tal&amp;nbsp;verso aqui, visto que já tratei dele&amp;nbsp;em outro &lt;a href="http://opticareformata.blogspot.com/2010/05/respostas-aos-exercicios-propostos-por_20.html" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;post&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;), mas, como já disse,&amp;nbsp;esta não é a única associação possível. E aqui chamo a nossa atenção para a &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2007/05/reflexo-bvia-sobre-os-palavres.html" target="_blank"&gt;perspicaz observação da Norma Braga&lt;/a&gt;: “&lt;i&gt;todos&lt;/i&gt; os palavrões, dos menores aos maiores, têm algo em comum: &lt;i&gt;remetem invariavelmente ao sexo&lt;/i&gt;”.&amp;nbsp;(Particularmente, não conheço nenhum palavrão que fuja a essa regra). Mas será que é este o sentido empregado por Paulo na referida passagem? Teria ela conexões com aquilo que hoje entendemos por palavrão? Existia palavrão no século I?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No grego, a palavra traduzida por torpe é &lt;i&gt;&lt;b&gt;sapros&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, que significa, literalmente, &lt;b&gt;podre&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;sem proveito&lt;/b&gt;, e foi usada apenas por Jesus e Paulo. Cristo a usou como metáfora para a “árvore &lt;b&gt;má&lt;/b&gt;”, a qual produz somente frutos &lt;b&gt;maus&lt;/b&gt; (Mt 7.17ss; 12.33; Lc 6.43), e para os peixes “&lt;b&gt;ruins&lt;/b&gt;” que são deitados fora do cesto (Mt 13.43). É evidente que o uso que Jesus fez dela não tem conexões diretas com a questão da sexualidade, visto que em suas falas Ele nunca se preocupou em dar esse tipo de especificação. Contudo, Jesus era bem específico numa coisa: em apontar o coração como a fonte de tudo aquilo que arruina o homem, &lt;i&gt;incluindo os pecados sexuais &lt;/i&gt;(Mc 7.18-23). Assim sendo, o sentido esposado por Paulo se sustém, pois não há&amp;nbsp;boca que&amp;nbsp;sobreviva com uma dieta a base de&amp;nbsp;palavras podres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na realidade,&amp;nbsp;o entendimento de que Paulo, aqui, se refere à linguagem libidinosa pervertida não é novo. Por exemplo, Calvino, comentando a passagem em foco observou que esse termo usado pelo apóstolo se refere a &lt;i&gt;“tudo aquilo que provoca &lt;b&gt;excitamento erótico&lt;/b&gt; que costuma infeccionar a mente humana com a &lt;b&gt;luxúria&lt;/b&gt;”&amp;nbsp;– &lt;/i&gt;o que para nós é um sinal de que nos tempos do reformador os palavrões também estavam ligados ao sexo (ou, à deturpação deste). Alguém poderia argumentar que Calvino, aqui, escreveu&amp;nbsp;pensando em sua própria época, e não na de Paulo.&amp;nbsp;A estes&amp;nbsp;respondo com textos como Romanos 1.26-27, 1 Coríntios 5 e 6.12-20, onde o apóstolo nos dá alguns detalhes do que era a imoralidade sexual de seu tempo, o que me leva a crer que a época em que ele viveu não era menos podre de linguagem do que o século XVI ou o século XXI. No entendimento do reformador, Paulo não está falando apenas de palavras vazias e bobas, mas de palavras podres e carregadas de imagens sexuais. Obviamente, são muitas as palavras e coisas que nos provocam esse tipo de excitamento apontado por Calvino, e é razoável&amp;nbsp;aceitarmos que elas são alvo de Paulo nesse texto. Mas não nos enganemos, pois até mesmo palavras “inocentes” podem assumir a forma de um palavrão, pois o pecado, como já vimos, não começa na boca, e sim no coração. Por esse motivo é que devemos extirpar de nossas disposições mentais tudo aquilo que porventura&amp;nbsp;nos remeta a&amp;nbsp;tais pensamentos&amp;nbsp;(cf. Fp 4.8-9), fugindo, assim, de toda a aparência do mal (1 Ts 5.22).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em resumo, considerando a admoestação&amp;nbsp;do apóstolo, deveríamos fazer os seguintes questionamentos acerca do palavrão, caso ainda queiramos considerar a sua legitimidade:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;ele &lt;i&gt;verdadeiramente&lt;/i&gt; promove a edificação (pessoal e coletiva)? &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;ele &lt;i&gt;verdadeiramente&lt;/i&gt; transmite graça aos que o ouvem? &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div align="justify"&gt;Particularmente, penso que palavras podres e imorais &lt;i&gt;jamais&lt;/i&gt; promoverão a edificação pessoal ou coletiva, visto que são fruto de uma árvore mau desde a sua raiz. De um coração tomado de pensamentos impuros não pode sair coisa boa. As obras da carne nada podem edificar senão a própria carne (cf. Gl 5.16-21). Por este motivo, tais palavras são incapazes de transmitir graça às pessoas que nos rodeiam. Em vez de graça, transmitem desgraça: mau testemunho, incitação à violência, ao sexo pervertido&amp;nbsp;e por aí vai. É por esse motivo que Paulo diz para não darmos lugar ao diabo (Ef 4.27), o verdadeiro pai de toda podridão. Estejamos, pois, alertas, antes que o Senhor nos lave a boca com algo muito pior do que o sabão com que nossos pais nos ameaçavam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soli Deo Gloria!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-4220000613162947930?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/4220000613162947930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/uma-palavrinha-sobre-o-palavrao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4220000613162947930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4220000613162947930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/11/uma-palavrinha-sobre-o-palavrao.html' title='Uma palavrinha sobre o palavrão'/><author><name>Leonardo Bruno Galdino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12588121248289893462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KUKZDOLTE4I/SvGCrenbu2I/AAAAAAAAARk/otL3Vjxut1Y/S220/3x4+estilizada.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9uYB5JHLYK4/TrmZHWueWSI/AAAAAAAAAmU/Ry1T-D0IsHI/s72-c/palavr%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-2666913241994185677</id><published>2011-10-31T07:30:00.000-02:00</published><updated>2011-10-31T07:30:02.437-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Avivamento ou Reforma?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;Nós precisamos de um avivamento ou de uma reforma?&lt;/b&gt; A pergunta induz ao erro de pensarmos que as duas coisas são alternativas independentes ou até mutuamente excludentes. Mas reforma e avivamamento estão tão intimamente ligados que fica difícil estabelecer os limites entre eles e é impossível anelar por um sem querer experimentar a outra. Pois reforma começa com avivamento interior e avivamento sem reforma não é avivamento. Portanto, avivamento e reforma são quase que intercambiáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px;"&gt;Estou entre os que anseiam por um verdadeiro avivamento e estou ciente de que isso não se dará à parte de uma nova reforma. Podem ocorrer simultaneamente, ou então de forma sucessiva, mas certamente ocorrerão interligadas. O resultado de uma reforma é avivamento e o teste do verdadeiro avivamento é haver reforma. Pois avivamento da perspectiva de Deus é o céu invadindo a igreja e tornando-a consciente da presença do Senhor. Da perspectiva humana, reconhecer a presença de Deus é voltar ao primeiro amor por Jesus e consequentemente, à mudança de vida. Isso o que ocorreu nos dias de Lutero, e bem antes dele, nos dias do rei Josias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, em Eisleben, Na Alemanha&lt;/b&gt;. Era filho de um mineirador de prata, de classe média. Estudou para ser advogado, mas tornou-se monge agostiniano. Descobriu a justificação pela fé na Carta aos Romanos e isso o colocou em rota de colisão com a Igreja Romana e sua venda de indulgências. Em 31 de outubro de 1517, fixou as conhecidas 95 Teses na porta da Igreja em Witenberg, marcando o início do movimento que passaria à história como Reforma Protestante, da qual comemoramos hoje 394 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Josias foi o 16&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 6pt; text-decoration: underline; vertical-align: super;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; rei de Judá, neto Manassés e filho do ímpio Amon. Era de se esperar que um garoto colocado no trono aos oito anos de idade viesse a seguir o caminho mau de seus antecessores. Mas aos 16 anos &lt;b&gt;&lt;i&gt;“sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e aos 20 &lt;i&gt;&lt;b&gt;“começou a purificar a Judá e a Jerusalém”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Cr 34:3) expurgando o falso culto e reestabelendo a verdadeira adoração ao único Deus vivo e verdadeiro. Em comum, Josias e Lutero tem o encontro com um livro que estava perdido: a Bíblia Sagrada. Da experiência deles, tiramos lições para o avivamento e reforma necessários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;A reforma de Josias começou com a descoberta da Lei do Senhor&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;&lt;b&gt;"E, tirando eles o dinheiro que se tinha trazido à casa do SENHOR, Hilquias, o sacerdote, achou o livro da lei do SENHOR, dada pela mão de Moisés"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Cr 34:14). Não quero alegorizar, mas chama atenção que o livro estivesse escondido sob montes de dinheiro e vejo um paralelo com nossa época, em que o dinheiro tem levado muitos a esconder a Palavra do povo. Nos dias de Lutero, fazia-se o comércio de indulgências, arrecadando-se dinheiro para construir a basílica de São Pedro. E proibia-se o livre exame das escrituras.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;O livro encontrado não foi exposto como uma relíquia, mas lido, inclusive aos ouvidos do rei. &lt;i&gt;&lt;b&gt;"Além disto, Safã, o escrivão, fez saber ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias entregou-me um livro. E Safã leu nele perante o rei"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Cr 34:18). Nunca os crentes tiveram tanta disponibilidade de Bíblias como hoje. São traduções e versões para os mais variados gostos, sem contar as inúmeras Bíblias de Estudo e as disponíveis eletronicamente. Porém, a leitura devocional e o exame cuidadoso das Escrituras tem sido negligenciado. A formação espiritual de nosso povo é feito à base de louvores com a profundidade de um pires e chavões de vendilhões do templo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;Mas, se lida, a Escritura produz resultados e um deles é o quebrantamento do coração&lt;/b&gt;, o primeiro sinal do avivamento iminente. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Sucedeu que, ouvindo o rei as palavras da lei, rasgou as suas vestes”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (2Cr 34:19). A Bíblia é a ferramenta que o Espírito utiliza para trazer convicção do pecado &lt;b&gt;&lt;i&gt;“porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Hb 4:12) e para levar ao arrependimento e confissão dos pecados &lt;b&gt;&lt;i&gt;“porque grande é o furor do SENHOR, que se derramou sobre nós; porquanto nossos pais não guardaram a palavra do SENHOR, para fazerem conforme a tudo quanto está escrito neste livro”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (2Cr 34:21).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Lutero percebeu isso. Ele disse certa vez: &lt;i&gt;“simplesmente ensinei, preguei, escrevi a Palavra de Deus; não fiz mais nada... a Palavra fez tudo”&lt;/i&gt;. Se os pregadores de hoje tão somente pregassem a Palavra de Deus, com ardor e fidelidade, o povo seria conduzido ao arrependimento e estaria pronto para o avivamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;Uma vez a Bíblia redescoberta e lida, precisa ser obedecida&lt;/b&gt;. Primeiro, Josias proclamou a Palavra: &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Então o rei mandou reunir todos os anciãos de Judá e Jerusalém. E o rei subiu à casa do SENHOR, com todos os homens de Judá, e os habitantes de Jerusalém, e os sacerdotes, e os levitas, e todo o povo, desde o maior até ao menor; e ele leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da aliança que fora achado na casa do SENHOR”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Cr 34:29-30). Importante notar que a Palavra foi anunciada a todos, independente de classe social, ofício, sexo, faixa etária. E não deve passar despercebido que foram anunciadas &lt;b&gt;&lt;i&gt;“todas as palavras do livro”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Toda Escritura anunciada a todas as pessoas, este é o objetivo dos ministros do evangelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Com isso, o povo é levado a renovar a sua aliança com o Deus de seus pais. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“E pôs-se o rei em pé em seu lugar, e fez aliança perante o SENHOR, para seguirem ao SENHOR, e para guardar os seus mandamentos, e os seus testemunhos, e os seus estatutos, com todo o seu coração, e com toda a sua alma, cumprindo as palavras da aliança, que estão escritas naquele livro. E fez com que todos quantos se achavam em Jerusalém e em Benjamim o firmassem; e os habitantes de Jerusalém fizeram conforme a aliança de Deus, o Deus de seus pais”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Cr 34:31-32). O compromisso foi renovado. Tinham voltado ao primeiro amor, estavam dispostos a serem fiéis, e o foram, pelo menos durante o reinado de Josias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Consequentemente, a verdadeira adoração foi purificada. Josias retirou do culto, tudo aquilo que estava errado. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“E Josias tirou todas as abominações de todas as terras que eram dos filhos de Israel; e a todos quantos se achavam em Israel obrigou a que servissem ao SENHOR seu Deus. Enquanto ele viveu não se desviaram de seguir o SENHOR, o Deus de seus pais”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (2Cr 34:33). Ao mesmo tempo, restaurou o que era certo e estava esquecido. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Então Josias celebrou a páscoa ao SENHOR em Jerusalém; e mataram o cordeiro da páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Cr 35:1). Josias promoveu a maior limpeza em todo o reino, mas não fez apenas a destruição da idolatria, restabeleceu o verdadeiro culto a Deus, como Ele havia prescrito em Sua Palavra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;O que Deus fez nos dias de Josias e também nos dias de Lutero, pode fazer nos dias de hoje&lt;/b&gt;. Mas assim como Ele fez através de pessoas como Josias e Lutero, quer fazer através de nós. É claro que não precisa de nós, como não precisava de Josias e Lutero. Mas Ele decidiu não agir diretamente, mas através de instrumentos fracos como nós. Os passos que devemos dar estão bem delineados: primeiro, buscar a Deus em nossos corações, segundo ler e deixar-se influenciar por Sua Palavra e terceiro, estar disposto a obedecer a qualquer custo o que ele nos manda fazer. Quando isso for feito, o avivamento virá, ou talvez seja melhor dizer, já terá vindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Soli Deo Gloria&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="background-color: white; color: #5d3f15; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: center; text-decoration: none;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-2666913241994185677?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/2666913241994185677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/avivamento-ou-reforma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2666913241994185677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2666913241994185677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/avivamento-ou-reforma.html' title='Avivamento ou Reforma?'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-4472789692364964781</id><published>2011-10-19T13:42:00.002-02:00</published><updated>2011-10-19T13:44:09.348-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helder Nozima'/><title type='text'>O que uma banda de rock pode acrescentar à sua vida?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://reformaecarisma.blogspot.com/2011/10/o-que-uma-banda-de-rock-pode.html"&gt;&lt;i&gt;Reforma e Carisma&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que uma banda de rock pode acrescentar de bom na vida de uma pessoa? (Joel Parreira Neves, no meu &lt;a href="http://www.facebook.com/hnozima/posts/275311975835461?notif_t=share_comment"&gt;Facebook&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, meus caros, desta vez a pergunta que abre o post não é minha. Na verdade, o autor do questionamento quis saber por que eu coloquei em meu &lt;a href="http://www.facebook.com/hnozima"&gt;Facebook&lt;/a&gt; um clipe da música "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1FL9LThZcfM&amp;amp;feature=related"&gt;Nothing else matters&lt;/a&gt;", do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Metallica"&gt;Metallica&lt;/a&gt;. Pouco tempo antes, um comentário anônimo (e, por esta razão, não publicado) colocado no blog &lt;a href="http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/uma-trilha-sonora-para-sua-vida.html"&gt;5 Calvinistas&lt;/a&gt;, questionava como eu podia ouvir músicas da Katy Perry, sendo que ela teria "vendido a alma ao diabo" e que o rock era uma música de origens demoníacas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu realmente fico espantado em ver o quão "estreita" é a mente de muitos evangélicos. Perguntas como essa são motivos de piada entre aqueles que não são evangélicos e criam barreiras para que muitos se disponham a ouvir a Palavra. E, embora eu já tenha respondido, acho que vale a pena dar uma nova resposta, mas por um ângulo diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CE3Ue58VEr8/Tp7nVZkakAI/AAAAAAAAANA/FvSvDTjN-n4/s1600/metallica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-CE3Ue58VEr8/Tp7nVZkakAI/AAAAAAAAANA/FvSvDTjN-n4/s320/metallica.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A origem da música&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já que muitos recriminam o rock por sua origem rebelde e "pecaminosa", gostaria de analisar a origem bíblica da música. Afinal, uma arte tão celestial e inspirativa só poderia ter sido criada por piedosos filhos de Deus, não é mesmo? Especialmente um instrumento tão "espiritual" como a harpa. Nunca pessoas que são condenadas pelo Senhor poderiam ser responsáveis pela criação de algo tão bom e que leva tantas pessoas a adorarem a Deus!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mesmo? Vamos ler um texto bíblico então: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então Caim afastou-se da presença do Senhor e foi viver na terra de Node, a leste do Éden. Caim teve relações com sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Enoque. Depois Caim fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Enoque. A Enoque nasceu-lhe Irade, Irade gerou a Meujael, Meujael a Metusael, e Metusael a Lameque. Lameque tomou duas mulheres: uma chamava-se Ada e a outra, Zilá. Ada deu à luz Jabal, que foi o pai daqueles que moram em tendas e criam rebanhos. &lt;b&gt;O nome do irmão dele era Jubal, que foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta.&lt;/b&gt; Zilá também deu à luz um filho, Tubalcaim, que fabricava todo tipo de ferramentas de bronze e de ferro. Tubalcaim teve uma irmã chamada Naamá. (Gênesis 4:16-22)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caim é o primeiro filho de Adão e o primeiro assassino da Bíblia, responsável pela morte de seu irmão Abel. Por causa deste assassinato, Caim é amaldiçoado e a sua descendência é colocada em Gênesis como sendo a linhagem daqueles que se afastaram de Deus. Os descendentes de Caim seriam opostos aos de Sete, o filho que Deus deu em lugar de Abel, o símbolo da linhagem que permaneceu fiel ao Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, curiosamente, os grandes avanços tecnológicos e artísticos da Antiguidade são atribuídos à família de Caim! A primeira cidade do mundo foi fundada por ele. Jabal tornou-se o pai da pecuária nômade em um estágio mais avançado. Abel criava ovelhas, Jabal tinha rebanhos. Tubalcaim foi o pai da metalurgia, sendo apontado como o primeiro a usar o bronze e o ferro. E, veja só, o primeiro músico da Bíblia era Jubal, um cainita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os cristãos não podem aproveitar nada do rock porque ele seria fruto de rebeldes pecadores "que venderam a alma ao diabo"...então, todos nós precisamos voltar para a Idade da Pedra. Afinal, a Idade do Bronze foi inventada por homens perversos, descendentes de um assassino, pelo filho do malvado Lameque, o primeiro bígamo da História! Pelo argumento da origem, teríamos que rejeitar não só o rock, mas toda a música, incluindo aquelas tocadas na harpa e que emocionam os mais idosos...sem falar, é claro, da pecuária comercial, das cidades e de todos os avanços tecnólogicos decorrentes da manipulação de metais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A graça comum&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica claro que o argumento da "origem" é estúpido. Com certeza, as cidades, a criação de rebanhos ou a invenção de instrumentos musicais não foi feita com o objetivo de glorificar a Deus. Provavelmente são fruto do esforço e da engenhosidade dos caimitas para tornarem sua vida mais confortável, glorificarem o próprio nome ou até mesmo cultuarem a um outro deus. Desta maneira, a motivação dessas realizações seria pecaminosa, porque a ordem bíblica é a de que: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.&amp;nbsp;(1 Coríntios 10:31)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, a verdadeira fonte da criatividade caimita não era o pecado, mas sim aquilo que a teologia chama de &lt;b&gt;graça comum&lt;/b&gt;. É graça porque são bênçãos que nenhum ser humano merecia possuir, e é comum porque é distribuída livremente entre todos os seres humanos, independente da fé ou de outras características. Como está escrito: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes. (Tiago 1:17)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que, na maioria esmagadora das vezes, o simples uso dessa graça já glorifica a Deus, apesar de nossas intenções pecaminosas. Ao meu ver, a análise &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Exegese"&gt;exegética&lt;/a&gt; de Gênesis deixa claro que os caimitas foram condenados ao inferno, pois permaneceram distantes de Deus, seguindo o exemplo de Caim. Mas isso não muda o fato de que eles abençoaram, e muito, o mundo com seus inventos. Eles ajudaram a diminuir a fome, facilitaram o progresso, prolongaram a vida de muitas pessoas e até ajudaram na divulgação do Evangelho (quantos não se converteram ouvindo músicas que falavam sobre Jesus?).&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eIEZmb3apHM/Tp7nsbggdjI/AAAAAAAAANI/NKSmuHGXNkI/s1600/rebanho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://2.bp.blogspot.com/-eIEZmb3apHM/Tp7nsbggdjI/AAAAAAAAANI/NKSmuHGXNkI/s320/rebanho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Como seria a fome no mundo sem os rebanhos?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta maneira, não é porque um ritmo ou uma música não falam especificamente sobre Deus que devemos condená-los. Tais coisas são neutras, só se tornam más dependendo do uso que fazemos delas. Um dia alguém pegou a harpa e resolveu tocar uma música sacra, assim como, um dia, alguém fez o mesmo para adorar uma divindade pagã. E, se nós nos valemos livremente de invenções tecnológicas e até mesmo de filosofias e sistemas legais concebidos por corações pecaminosos...por que não podemos fazer o mesmo com a arte?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mas e a banda de rock?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, mas o que isso tem a ver com o Metallica, alguém deve estar imaginando. Eu diria que tudo a ver. "Ah, mas isso não tem utilidade, não edifica a vida de ninguém". Será?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Justificar a arte é um exercício inútil para mim. Ela é útil porque ela é bela. Ponto, pra mim basta. Mas a arte também toca os corações humanos. Ela influencia as nossas histórias, a forma como vemos o mundo, pode aumentar ou diminuir as emoções, é uma das mais formas mais sublimes de expressão do nosso espírito. A arte não é uma bênção menor do que a ciência ou a filosofia. Se as últimas nos ajudam a pensar e a conhecer, a primeira é uma forma legítima de nos autoconhecermos e expressarmos quem nós somos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, a ordem bíblica é que algo tão sublime deve ser vivido apenas para a glória de Deus, da mesma forma que deveríamos fazer quando vamos ao banheiro fazer nossas necessidades fisiológicas. Afinal, é tudo para a glória d'Ele, do mais sublime ao mais desonroso. Contudo, isso não significa que só possamos ler livros, ver filmes, cantar músicas ou inventar coisas que façam referências explícitas a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como provo isso? A poesia é a mãe das artes, porque ela foi a primeira a surgir. E o primeiro poema, meio simplista, foi de amor, e não sacro. Quando Adão viu a Eva, ele disse: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse então o homem: "Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada" (Gênesis 2:23)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma banda de rock pode me ajudar a cantar o amor pela mulher amada. Pode me ajudar a cantar, a entender e a expressar sentimentos do meu coração. Pode ser uma forma de ver que eu não sou o único a sentir aquelas coisas, de me ligar a outras pessoas, de me sentir parte de um grupo. Pode até ser usada para levar outras pessoas a adorarem a Cristo, assim como eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, acima de tudo, eu ouço Metallica e outros porque eu acredito que posso sim glorificar ao Senhor fazendo isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E com vocês, "Nothing else matters":&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/1FL9LThZcfM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1FL9LThZcfM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/1FL9LThZcfM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e paz do Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helder Nozima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barro nas mãos do Oleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-4472789692364964781?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/4472789692364964781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/o-que-uma-banda-de-rock-pode.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4472789692364964781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4472789692364964781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/o-que-uma-banda-de-rock-pode.html' title='O que uma banda de rock pode acrescentar à sua vida?'/><author><name>Helder Nozima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06625066272165660412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ybGJn8MzCNw/SVeNzDgy7yI/AAAAAAAAABc/-iUago8V1WA/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CE3Ue58VEr8/Tp7nVZkakAI/AAAAAAAAANA/FvSvDTjN-n4/s72-c/metallica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-1871509393921093472</id><published>2011-10-10T14:01:00.000-03:00</published><updated>2011-10-10T14:01:17.430-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Minhas impressões sobre a Conferência Fiel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5SwakBHstHU/TpMa2A3nwoI/AAAAAAAAAI4/BdY2bA4DayI/s1600/ConfFiel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-5SwakBHstHU/TpMa2A3nwoI/AAAAAAAAAI4/BdY2bA4DayI/s400/ConfFiel.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus me concedeu graça para participar da &lt;a href="http://www.editorafiel.com.br/pastores/2011/"&gt;27a Conferência Fiel Para Pastores e Líderes&lt;/a&gt;. Atraído pelo tema, Evangelização e Missões, cheguei ao evento com grande expectativa, mas sendo a primeira vez que assistia presencialmente, estava aberto para alguma frustração. Mas minhas expectativas foram plenamente atendidas e em alguns aspectos, superadas em muito. Neste post colocarei as minhas impressões sobre a Conferência e no decorrer da semana a de algumas outras pessoas que assistiram as pregações, em Águas de Lindóia ou pela Internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Destaco as pregações, que foram bíblicas, profundas e edificantes&lt;/b&gt;. &lt;a href="http://pt-br.facebook.com/sillas.campos"&gt;Sillas Campos&lt;/a&gt; abriu a série de palestras com a mensagem "O testemunho de Paulo, o grande evangelista" e deu a tônica do evento. &lt;a href="http://www.facebook.com/mfmeister"&gt;Mauro Meister&lt;/a&gt; discorreu com maestria sobre "A missão de Deus no Antigo Testamento", demonstrando que graça e missões não são uma "invenção" do Novo Testamento, chamando nossa atenção para aspectos missiológicos "escondidos" entre Gênesis e Malaquias. Das três mensagens trazidas por &lt;a href="http://www.vidanova.com.br/autores.asp?codigo=189"&gt;Franklin Ferreira&lt;/a&gt;, destaco "A glória de Deus no chamado para pregar às nações", baseada em Jeremias 1:4-19. A descrição que ele fez do chamado ao ministério da Palavra mostrou como a igreja tem negligenciado o ofício pastoral, reduzindo-o a um administrador "faz-tudo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Stuart Olyott justificou o título &lt;a href="http://www.lojafiel.net/produto.aspx?ProCodigo=175"&gt;"Pregação Pura e Simples"&lt;/a&gt; de seu livro&lt;/b&gt;. Mas que ninguém se engane que suas mensagens, por serem simples, são pouco profundas. Expondo o livro de Jonas, apresentou quatro mensagens com os sugestivos títulos "De costas", "De joelhos", "À pé" e "Assentado". A segunda mensagem trazia a seguinte pergunta: "você precisa ser forçado a orar?" e confesso que de todas, foi a que mais falou pessoalmente ao meu coração, saí dali disposto a renovar minha vida de oração. Digno de nota também foi as quatro pregações de &lt;a href="http://www.facebook.com/augustusnicodemus"&gt;Augustus Nicodemus&lt;/a&gt; sobre a epístola aos Romanos. O enfoque do livro como uma carta missionária, colocou missões sobre um fundamento bíblico que acabou com objeções de que a doutrina da predestinação é incompatível com missões, mas ao contrário, à torna obrigatória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/rwglenn"&gt;R. W. Glenn&lt;/a&gt; fez uma exposição simples-aprofundada da graça de Deus&lt;/b&gt;, apresentando "A essência da glória global de Deus" e as implicações práticas para nossa vida diária. Finalmente, houve as pregações de &lt;a href="http://www.facebook.com/johnpiper"&gt;John Piper&lt;/a&gt;, que fez uma exposição da petição "Santificado seja teu Nome", à qual todas as demais estão subordinadas, demonstrando "A paixão de Deus por Sua glória global". Nas pregações seguintes pregou que "Deus é glorificado quando Cristo é ganho" e expôs "O preço final de mostrar a glória do amor". Enfim, foram 19 ministrações bíblicas abençoadoras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além das mensagens, alguns pontos merecem menção. Uma delas foi a oportunidade de reencontrar alguns irmãos e conhecer outros. Entre os primeiros estavam o &lt;a href="http://www.facebook.com/ncmarquardt"&gt;Pr. Norberto "Tele-Fé" Marquardt&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.facebook.com/dilsilei.monteiro"&gt;Dilsilei Monteiro&lt;/a&gt;, Charles Grimm, &lt;a href="http://www.facebook.com/sachamendes"&gt;Alexandre "Sacha" Mendes&lt;/a&gt; e o pessoal do &lt;a href="http://www.facebook.com/iProdigo"&gt;iPródigo&lt;/a&gt;. Conheci o &lt;a href="http://www.facebook.com/vinicius.m.pimentel"&gt;Vinícius "Voltemos" Pimentel&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1355997586"&gt;Renato Vargens&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.facebook.com/sergio.menga"&gt;Sérgio Menga&lt;/a&gt;. Acho que mais alguns outros que a memória não deixa lembrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destaque também para a livraria. Havia material de primeiríssima qualidade de várias editoras, mas os preços da &lt;a href="http://www.editorafiel.com.br/"&gt;Editora Fiel&lt;/a&gt; estavam simplesmente imbatíveis. Comprei livros para ler até à &lt;a href="http://www.editorafiel.com.br/pastores/2012/"&gt;Próxima Conferência&lt;/a&gt;, que se Deus quiser, não perderei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-1871509393921093472?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/1871509393921093472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/minhas-impressoes-sobre-conferencia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/1871509393921093472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/1871509393921093472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/minhas-impressoes-sobre-conferencia.html' title='Minhas impressões sobre a Conferência Fiel'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5SwakBHstHU/TpMa2A3nwoI/AAAAAAAAAI4/BdY2bA4DayI/s72-c/ConfFiel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-2891915920771365861</id><published>2011-10-03T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-10-03T00:01:01.184-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helder Nozima'/><title type='text'>Uma trilha sonora para a sua vida</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que as pessoas já sabem que não sou apenas uma garotinha sexy, tenho mais a dizer. Estou tentando dar às pessoas trilha sonora para suas vidas - músicas que expressam um barril de emoções. (&lt;a href="http://musica.terra.com.br/noticias/0,,OI4941601-EI1267,00-Katy+Perry+nao+sou+Beyonce+estou+mais+para+Cyndi+Lauper.html"&gt;Katy Perry&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou pastor, mas se você vasculhar as minhas playlists no YouTube ou no meu MP3 player, vai ter uma surpresa. Muito sertanejo (especialmente universitário), pop e rock. Aqui e ali você encontra algo de MPB. E sim, algumas músicas evangélicas...todas no estilo "adoração" e que podem ser classificadas como boas para se usar nos cultos. Mas não espere encontrar pop gospel, rock gospel (exceto Oficina G3), sertanejo gospel...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não se trata de nenhuma bronca especial que eu tenha com a música gospel. Ao contrário, várias músicas feitas para o culto cristão efetivamente abençoaram a minha vida e são bem-vindas quando executadas. Eu mesmo faço parte de um ministério de louvor. Mas, quando se trata de "música cristã"...aquela que não cabe bem em um culto e fica melhor no rádio de um carro do que no templo...bom, aí há algumas coisas a se considerar.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-z-cbHGge5xk/TodwGV2gADI/AAAAAAAAAMg/aqbj1Xx6j_8/s1600/katyperry.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-z-cbHGge5xk/TodwGV2gADI/AAAAAAAAAMg/aqbj1Xx6j_8/s1600/katyperry.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Katy Perry&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A graça comum&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira é que artistas não-cristãos podem sim fazer arte que glorifique a Deus e seja boa para ser apreciada pelos homens. Glorificar a Deus não é algo que apenas pessoas salvas e geradas de novo pelo Espírito Santo podem fazer. Na verdade, até mesmo seres inanimados podem fazê-lo. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. (Salmo 19:1)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, o tempo todo os cristãos se beneficiam de obras realizadas por não-cristãos e não vemos problema algum nisso. Tomamos remédios, desfrutamos de invenções tecnológicas, lemos livros e vemos filmes que foram feitos por pessoas sem temor de Deus em seus corações. Obviamente, todas essas obras não foram feitas com a intenção explícita de glorificar a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por que nós podemos usufruir de tudo isso? Por causa daquilo que os reformados chamam de &lt;b&gt;graça comum&lt;/b&gt;, ou seja, das bênçãos que Deus distribui a todos os seres humanos, independente de sua fé. Mesmo quando os homens usam essa graça sem a intenção explícita de engrandecer ao Senhor, Ele é glorificado pelo simples fato dessas bênçãos serem usadas. Afinal, o cantor, o artista, a engenheira ou a médica podem não saber, mas aquele talento todo procede de Deus e deve ser usado. Pode não ser essa a intenção, mas o uso deste talento beneficia os seres humanos. E, por causa de tudo isso, glorifica ao Senhor. Como está escrito: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes. (Tiago 1:17)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Uma visão limitada da glória de Deus&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, a maioria dos cristãos evangélicos parece não entender ou não aceitar o conceito de graça comum. Eles desconfiam de tudo que é produzido "fora da igreja" e têm dificuldades em apreciar o que é feito por não-cristãos. Por isso o pé atrás em relação à ciência, a recusa de participar de eventos sociais fora da igreja (no máximo, festinha de criança, se não tiver cerveja), o pouco interesse pelos últimos lançamentos nas livrarias e, acima de tudo, o medo da arte. A ideia é que apenas a música que mencione especificamente o nome de Deus e seja ligada à adoração ou ao culto são seguras. De que somente este tipo de música glorifica a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem pensa assim não consegue enxergar a glória de Deus fora das quatro paredes dos templos. Só consegue vê-la nos cultos, nos irmãos, nas atividades eclesiásticas. Não se envolve com o "mundo" (a sociedade exterior) pois só vê nele o que é mau e diabólico. Nada mais natural que fuja da música, ainda mais quando se ouvem notícias como a morte da cantora &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amy_Winehouse"&gt;Amy Winehouse&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Deus é glorificado fora da igreja. Ele é glorificado no amor, na poesia, no trabalho. É glorificado quando perdemos alguém, ficamos doentes e temos que enfrentar situações difíceis. É exaltado nos nossos momentos de indecisão e até quando erramos. No nosso dia-a-dia o Senhor é exaltado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bíblia mostra isso o tempo todo. As Escrituras não tratam apenas dos momentos "religiosos" ou cúlticos de seus personagens. Ao contrário, ela mostra como as histórias de vida de cada personagem honram ou não a Deus. Mesmo em fracassos monumentais, como o adultério de Davi ou quando o apóstolo Pedro nega três vezes a Jesus, a glória do Senhor se manifesta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem falar que o fato do próprio Jesus ter se encarnado e participado da nossa vida comum já mostra o quanto ela é importante pra Deus. Jesus não amou uma mulher específica, mas amou a Igreja e viu várias histórias de amor em sua vida. Seu primeiro milagre foi em um casamento. Ele ia comer com gente de má fama. Quer sinal maior do que esse para entendermos como o Senhor é glorificado fora dos cultos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Onde está a trilha sonora?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí vem a minha crítica aos músicos cristãos. A ampla maioria deles compõe apenas para a igreja. Mesmo os cantores de ritmos como rap, funk e axé buscam se apresentar nos templos e shows com canções explicitamente cúlticas ou que lembram muito um sermão. E as músicas que falam da vida das pessoas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São poucos os músicos cristãos que compõem, tocam e cantam buscando o teatro, ao invés do templo. Que falam de amor, de lutas, de morte, de desabafos, da alma de seres humanos buscando o Deus vivo em suas vidas. Faltam músicas que a gente ouça e possa dizer "essa faz parte da trilha sonora da minha vida".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se os artistas cristãos não o fizerem, outros o farão, e muito bem. Engana-se quem pensa que o público que vai a eventos como o &lt;a href="http://www.rockinrio.com.br/pt/live/"&gt;Rock in Rio&lt;/a&gt; quer apenas uma relação comercial. Conheço muitas pessoas que se identificam fortemente com bandas e têm suas vidas inspiradas pela música. Canções que ilustram momentos de alegria e de tristeza, que ajudaram a começar e a terminar relacionamentos, que deram forças para dar a volta por cima ou as ajudaram a tomar decisões. Os (bons) shows têm um quê de culto, de transcedência, algo que encanta e fascina tanto os fãs como os astros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E confesso: vários artistas como Roxette, Queen, Paula Fernandes e até Katy Perry e Maria Cecília e Rodolfo fazem parte da trilha sonora da minha vida. E sim, sou grato ao Senhor por isso. E sim, lamento muito quando os evangélicos boicotaram bandas como a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_(banda)"&gt;Catedral&lt;/a&gt; que tentaram fazer isso e foram rechaçados pelos seus irmãos de fé.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MC5uHfft23E/TodwEWurr2I/AAAAAAAAAMc/30cSE7kB50o/s1600/Bandacatedral.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://3.bp.blogspot.com/-MC5uHfft23E/TodwEWurr2I/AAAAAAAAAMc/30cSE7kB50o/s320/Bandacatedral.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Banda Catedral: uma rara tentativa de alcançar "todo o mundo"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que Deus levante músicos cristãos que tenham o propósito de escrever trilhas sonoras para a vida das pessoas. Trilhas que glorifiquem ao Senhor e marquem a vida de seus ouvintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e paz do Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helder Nozima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barro nas mãos do Oleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-2891915920771365861?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/2891915920771365861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/uma-trilha-sonora-para-sua-vida.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2891915920771365861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2891915920771365861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/10/uma-trilha-sonora-para-sua-vida.html' title='Uma trilha sonora para a sua vida'/><author><name>Helder Nozima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06625066272165660412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ybGJn8MzCNw/SVeNzDgy7yI/AAAAAAAAABc/-iUago8V1WA/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-z-cbHGge5xk/TodwGV2gADI/AAAAAAAAAMg/aqbj1Xx6j_8/s72-c/katyperry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-4204349320877144534</id><published>2011-09-29T09:55:00.002-03:00</published><updated>2011-09-29T09:55:58.130-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helder Nozima'/><title type='text'>Preconceito não é um pecado qualquer: é grave!</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A que posso, pois, comparar os homens desta geração?", prosseguiu Jesus. "Com que se parecem? São como crianças que ficam sentadas na praça e gritam umas às outras: ‘Nós lhes tocamos flauta, mas vocês não dançaram; cantamos um lamento, mas vocês não choraram’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois veio João Batista, que jejua e não bebe vinho, e vocês dizem: ‘Ele tem demônio’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e vocês dizem: ‘Aí está um comilão e beberrão, amigo de publicanos e "pecadores" ’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a sabedoria é comprovada por todos os seus discípulos". (Lucas 7:31-35)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das lições que mais ouvi quando era seminarista é a de que os extremos são perigosos. Na maioria das vezes, a razão não está em um dos extremos, mas em algum ponto entre duas posições. Mas, infelizmente, hoje muitos cristãos reformados (seguidores do calvinismo) são mais adeptos do radicalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E uma questão que ilustra isso muito bem é o "politicamente correto". Certamente este conceito tem sido usado de forma muito negativa pela sociedade, como uma espécie de mordaça que quer calar humoristas, jornalistas e até mesmo a Bíblia. Não se pode mais denunciar o pecado como tal porque isso não é "politicamente correto". É óbvio que essa política é ruim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, não devíamos ser estúpidos e ignorar o que ela tem de bom. Embora isso pareça estar "na moda" entre conservadores (políticos e/ou religiosos), fazer piadas ou comentários jocosos sobre homossexuais, vegetarianos e até fãs de determinado tipo de música também é ruim. O preconceito é um pecado. Um erro que pode levar a outros, como, por exemplo, &lt;a href="http://www.jornalja.com.br/2011/09/23/farda-nunca-mais/"&gt;o estupro praticado contra um soldado em um quartel do Exército no Rio Grande do Sul.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O caso&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei sabendo da história por meio do colunista &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/estupro-no-quartel-no-rs-o-soldado-fala-pela-primeira-vez/"&gt;Ricardo Setti&lt;/a&gt;, da revista &lt;a href="http://veja.abril.com.br/"&gt;Veja&lt;/a&gt;. Resumindo a história, podemos dizer que um soldado de 19 anos foi estuprado por 4 outros, na frente de outros 14 colegas. A razão é ridícula: já que ele usava calças coloridas, inspiradas na banda preferida do agredido, a Restart, os "companheiros" de farda o tomaram por homossexual. E, por causa disso, o estupraram! Exames já comprovaram que 3 dos 4 acusados efetivamente violaram o rapaz.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JW56XtHVNU8/ToRqYlYtTPI/AAAAAAAAAMY/rcblakpPsGw/s1600/restart.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://4.bp.blogspot.com/-JW56XtHVNU8/ToRqYlYtTPI/AAAAAAAAAMY/rcblakpPsGw/s320/restart.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Banda Restart&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha como a situação é ridícula:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se você se veste com roupas coloridas, é homossexual. O nome disso é &lt;b&gt;preconceito&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se você ouve o Restart, você é homossexual. O nome disso é &lt;b&gt;preconceito&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se as pessoas pensam que você é homossexual, elas podem ficar passando a mão na sua bunda e fazerem piadas. O nome disso é &lt;b&gt;discriminação e abuso sexual&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se as pessoas pensam que você é homossexual, elas podem te estuprar! O nome disso é &lt;b&gt;estupro, homofobia, estupidez, absurdo!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ridículo &amp;nbsp;porque quem teve desejos homossexuais fortíssimos foram os estupradores e não o estuprado. Porque roupa não indica preferência sexual (conheço uns que não têm o menor traço de afetação e gente bem afetada que saiu com mulheres lindas). Porque a homossexualidade não dá a ninguém o direito de fazer piadas, "passar a mão" e muito menos estuprar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O nosso preconceito&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, veja só: quantas vezes nós não cometemos estes pecados! Quantas vezes não julgamos de modo preconceituoso e apressado as pessoas por causa de bobagens! Quantas vezes não somos hipócritas e achamos mais grave o homossexualismo do que o estupro de um (e o soldado estuprado nem disse que é!)!!!! E isso também acontece dentro das igrejas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como o "politicamente correto" é uma causa abraçada por homossexuais, preferimos "dar de ombros" e continuar com nossas piadas e hipocrisias. Não censuramos os "machões" que fazem esse tipo de atrocidade no nosso meio (é asusstador quantas pessoas eu conheço que foram abusadas ou estupradas por amigos, parentes e "pessoas de bem") e se imaginam mais homens do que o estuprado. Este sim é homem! Homem por estar clamando por justiça, por se expor, por lutar contra um Exército que fecha os olhos para o que aconteceu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jesus e João Batista também foram alvos deste tipo de preconceito. Eles não usaram calças coloridas e ouviram Restart, mas foram chamados de "endemoninhado" ou de "beberrão" simplesmente por causa de preconceitos estúpidos. O mesmo preconceito idiota que hoje nós temos com quem tem tatuagem ou ouve Restart ou ouve sertanejo universitário ou pinta o cabelo de roxo ou é do &lt;i&gt;heavy metal&lt;/i&gt; ou vai ao bar com os colegas do trabalho. Isso quando não somos racistas ou não discriminamos por causa da classe social ou do gênero!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não: preconceito não é um pecadinho qualquer. É um que pode levar a atrocidades, como estupros, agressões físicas e assassinatos. Está por trás da praga do &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;, que deveríamos condenar e combater, ao invés de dizer algo do tipo "ah, eu sofri e não matei, então tudo bem". Aliás, o que aconteceu com o soldado pode muito bem ser entendido como uma forma extrema de &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que possamos orar pedindo que Deus faça a justiça valer neste caso de estupro. Que possamos, na medida do possível, pressionarmos as Forças Armadas para que apure de forma diferente crimes como esse. E que possamos nos arrepender em Cristo de todas as vezes em que nós agimos desta maneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e paz do Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helder Nozima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barro nas mãos do Oleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-4204349320877144534?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/4204349320877144534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/09/preconceito-nao-e-um-pecado-qualquer-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4204349320877144534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4204349320877144534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/09/preconceito-nao-e-um-pecado-qualquer-e.html' title='Preconceito não é um pecado qualquer: é grave!'/><author><name>Helder Nozima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06625066272165660412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ybGJn8MzCNw/SVeNzDgy7yI/AAAAAAAAABc/-iUago8V1WA/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JW56XtHVNU8/ToRqYlYtTPI/AAAAAAAAAMY/rcblakpPsGw/s72-c/restart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-7778743565628227158</id><published>2011-09-26T07:30:00.000-03:00</published><updated>2011-09-26T07:30:03.560-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Jesus não pecou. Mas poderia ter pecado?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Hb 4:15&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Os cristãos concordam que Jesus não pecou&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. Somente Ele podia dizer &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“qual de vocês pode me acusar de algum pecado?”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Jo 8:46) e calar a audiência. Mas a questão que permanece é &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“Jesus poderia ter pecado?”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. Em outras palavras, Jesus era incapaz de pecar ou apenas capaz de não pecar? E no centro dessa discussão está a passagem em apreço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;O ponto em disputa depende da expressão &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“sem pecado”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. Se pecado é visto como o resultado, então é possível supor a possibilidade de sucumbir a tentação. Porém, se pecado é entendido como natureza pecaminosa, então Jesus não possuía uma natureza pecaminosa, e portanto não era propenso a pecar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Os que defendem a pecabilidade (não o fato, mas a possibilidade de ter pecado) alegam que se Jesus não poderia pecar, não poderia ser verdadeiramente humano, que se Ele não podia pecar então sua tentação não foi real e, finalmente, que se Ele não podia pecar, logo não possuía livre-arbítrio. Examinemos esses argumentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;É verdade que desde Adão todos os homens pecam&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. Porém, o pecado não faz parte da constituição original do homem, sendo assim, não é essencial que se tenha uma natureza pecaminosa para que se seja humano de fato. A natureza humana de Jesus era a mesma de Adão antes da Queda, portando, não corrompida pelo pecado. Jesus veio &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Rm 8:3), mas essa semelhança não significou que Ele tivesse pecado, pois &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (1Co 5:21).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Devemos considerar também que Jesus foi gerado pelo Espírito Santo&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;, que milagrosamente impediu que a natureza caída de Maria fosse comunicada a Ele. O anjo diz como seria a concepção do Filho de Deus: &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;"O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Lc 1:35) e de fato, pouco depois, Maria &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“achou-se grávida pelo Espírito Santo”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Mt 1:18). Finalmente, ao argumento de que a pecabilidade é inerente à natureza humana deve ser respondido com o fato de que a impecabilidade é inerente à natureza divina. Como Deus não pode pecar, sendo Deus Jesus tampouco poderia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Mesmo incapaz de pecar, Jesus podia e o foi tentado de uma forma real&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. Tentabilidade não implica susceptibilidade ao pecado. Um exército invencível pode ser atacado. Uma fortaleza inexpugnável pode receber investida de conquistadores. O fato de Jesus não ser capaz de pecar não diz nada sobre a disposição do Diabo de tentá-lo. Se no céu ele ousou se rebelar contra o Altíssimo, quanto mais ele o faria contra o Filho do Homem na terra, muito embora nem lá, nem aqui, tivesse chance de lograr êxito. Mas, há que se destacar um ponto. Nem tudo o que se aplica a nós, em termos de tentação, se aplica a Jesus. Somos tentados a partir de dentro, &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Mc 7:21). Como Jesus não tinha um &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“coração perverso e incrédulo”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Hb 3:12), portanto, todas as suas tentações tinham origem externa e não em desejos maus e proibidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Trebuchet MS; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Finalmente, argumenta-se que se Jesus não podia pecar, então Ele não tinha livre-arbítrio&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;. Não vamos aqui refutar a bobagem que chamam de livre-arbítrio do homem, apenas presumamos que Jesus tinha livre-arbítrio e vejamos se este fato seria incompatível com a doutrina da impecabilidade. O livre-arbítrio corretamente entendido é a faculdade de decidir livremente, de acordo com a própria natureza. Em Jesus, havia duas naturezas, a humana e a divina. Pela natureza humana, Jesus podia não pecar, pois Sua natureza não estava corrompida pelo pecado e em tese, poderia pecar. Porém, através da natureza divina, Ele não podia pecar, pois isso iria contra a própria natureza. Sendo assim, podemos dizer que o Senhor tinha um livre-arbítrio perfeito, que o capacitava a livremente fazer sempre e unicamente a vontade de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-7778743565628227158?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/7778743565628227158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/09/jesus-nao-pecou-mas-poderia-ter-pecado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7778743565628227158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7778743565628227158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/09/jesus-nao-pecou-mas-poderia-ter-pecado.html' title='Jesus não pecou. Mas poderia ter pecado?'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-5782725122162695182</id><published>2011-09-05T09:15:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T09:18:36.100-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>O que é um evangélico?</title><content type='html'>&lt;blockquote style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; &lt;div dir="ltr" id="internal-source-marker_0.78697844379921" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-variant: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem.&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; "&gt; Ml 3:18&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2138740261"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_2138740262"&gt;&lt;/span&gt;A  religiosidade está em alta. E a griffe evangélico mais em evidência do  que nunca. Aliás, nunca foi tão chic ser evangélico e “gospel” dá  status. O resultado é uma confusão tamanha que para fugir dela alguns  chegam a dizer “não sou evangélico”. Mesmos sendo. Vamos tentar nos  encontrar no meio desse emaranhado que se tornou o cristianismo  protestante. Vamos tentar enxergar alguns pontilhados que sirvam de  linhas divisórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A primeira divisão a ser feita é entre ateus e teístas.&lt;/b&gt; Ateu é aquele que a Bíblia chama de tolo por pensar que &lt;i&gt;&lt;b&gt;"Deus não existe"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Sl 14:1). Por comparação, o teísta é o que admite a existência de Deus, por entender que &lt;b&gt;“quem dele se aproxima precisa crer que ele existe"&lt;/b&gt;  (Hb 11:6). Equilibrando-se entre esses dois extremos temos os deístas,  existindo em duas formas, uma ateísta e outra teísta. O deísmo ateísta  confia nas forças da natureza, o deísta crê num poder acima da natureza,  mas não o identifica como o Deus que se revela dos cristãos ou o de  nenhuma outra religião. E necessário dizer que muitos que se dizem  cristãos evangélicos são deístas na prática. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Entre os teístas, precisamos diferenciar os cristãos dos pagãos.&lt;/b&gt;  Os pagãos são os que adoram um ou vários deuses diferentes do Deus da  Bíblia. Temos um exemplo neotestamentário nos atenienses: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Então  Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: "Atenienses! Vejo que  em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela  cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um  altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (At 17:22-23). Idólatras ou politeístas, os pagãos diferem dos cristãos pois estes reconhecem que &lt;i&gt;&lt;b&gt;“o Senhor é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. Não há nenhum outro”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Dt 4:39).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar  do exclusivismo cristão, no que se refere ao deus vivo, há várias  ramificações dentro do cristianismo e uma linha divisória principal pode  ser traçada separando o catolicismo romano do protestantismo bíblico. A  qualificação bíblico para protestantismo é necessária pois muitos  evangélicos, ditos protestantes, são tão ou mais supersticiosos que um  romanista medieval. Vejamos alguns pontos distintivos do protestante  identificado com o cristianismo bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A primeira diferença está na regra de fé, ou dizendo de outro modo, a fonte de autoridade.&lt;/b&gt;  O romanismo recorre à autoridade do papa e da tradição, as quais são  necessárias para validar a autoridade da Escritura. O protestantismo  nominal recorre a apóstolos modernos e líderes carismáticos, além de  profecias não julgadas, para nortear a sua conduta e para definir quais  partes da Bíblia se aplicam à sua vida. A uns e outros aplica-se a  repreensão de Jesus: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (Mc 7:13). Já um cristão evangélico reconhece a Escritura como sua  única fonte de fé, prática cúltica e conduta civil. Todas as demais  autoridades à que se sujeita, o faz somente na medida em que reconhece  que ela deriva e concorda com o que a Bíblia ordena, colocando-se sob o  dever de discordar e desobedecer a qualquer autoridade que queira  constranger sua consciência contra a Bíblia Sagrada, pois crê que&lt;i&gt;&lt;b&gt;  “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a  repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o  homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Tm 3:16-17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Outra distinção a ser feita é quanto à fonte da salvação.&lt;/b&gt;  O romanismo advoga a capacidade humana de, pelo menos, cooperar com a  graça, enxergando no homem capacidade para tal. De igual modo, o  evangélico popular presume que o homem tem livre-arbítrio que o capacita  a aceitar por si mesmo a Cristo. Dessa forma, para ambos, o homem é  capaz de iniciar e/ou complementar a operação da salvação, seja atraindo  ou cooperando com a graça. O cristianismo bíblico, por sua vez, crê que  o homem está completamente morto em pecados e como tal é incapaz de se  preparar ou de cooperar com a obra da graça para a sua salvação. Para  estes, a salvação é totalmente de Deus, do início ao final, com tudo  mais que vem no meio: &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Todavia, Deus, que é rico em misericórdia,  pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo,  quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são  salvos”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 2:4-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quanto aos instrumentos que Deus usa para salvar, também há divergência entre os evangélicos bíblicos e os demais.&lt;/b&gt;  Os católicos romanos acreditam numa combinação de fé e obras para a  salvação. Os evangélicos nominais, embora neguem a necessidade de obras,  admitem que é necessário “colocar a fé em prática”. E a prática  consiste de sacrifícios, legalismo e o uso de artifícios supersticiosos,  como o uso de fórmulas ou rituais para obter o favor de Deus,  especialmente relacionado à prosperidade, saúde e reconhecimentos  social. Os cristãos genuínos aceitam a intrumentalidade da fé somente,  pura e simples. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé,  e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém  se glorie”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 2:8-9), é o que afirmam e vivem, sabendo que é &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Fp 2:13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Essa dependência exclusiva da fé por parte dos evangélicos bíblicos tem a ver com a causa da nossa salvação.&lt;/b&gt;  No catolicismo, a salvação se baseia no mérito. E quando há mérito  excedente, por obras de supererrogação (que vão além do dever), esses  méritos são administrado pelo papa, que assim pode vender indulgências.  Evangélicos nominais confiam na mediação de seus líderes ou em pontos de  contato, para que obtenham favores divinos. Os cristãos bíblicos  rejeitam a intercessão de santos falecidos, a mediação de qualquer homem  e o recurso a qualquer fórmula ou objeto, recorrendo e confiando  unicamente nAquele que disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 14:6), sabendo que &lt;b&gt;&lt;i&gt;“não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (At 4:12), além do nome de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os pontos anteriores levam a uma distinção final entre os verdadeiros evangélicos e aqueles que apenas usam o nome.&lt;/b&gt;  Trata-se de a quem é dada toda glória. O romanismo cultua aos santos,  especialmente a Maria, além de Deus. Embora tente estabelecer uma  diferença teórica entre culto de latria, superlatria e dulia, tal  tentativa falha em todo aspecto prático. Evangélicos nominais veneram  celebridades gospeis, exaltam apóstolos modernos e rendem tributos a  homens, dividindo com eles uma glória que é devida unicamente a Deus.  Cristãos genuínos, embora dêem graças a Deus por levantar e usar homens e  mulheres, reconhecem que Ele o faz para Sua própria glória, e assim  rendem louvor unicamente ao seu nome, pois ouvem-no dizer &lt;b&gt;&lt;i&gt;"Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Is 42:8) e respondem &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (l 115:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  conclusão, é necessário dizer que todas essas diferenças são exteriores  ou manifestas. E podem ser simuladas por simples assentimento  intelectual ou aparência de conformidade exterior. Por isso o texto diz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (Ml 3:18). Pois a verdadeira diferença não pode ser percebida pelo  homem, precisando ser revelada por Deus, em momento oportuno: quem é  salvo e quem não é. Deus determinou um dia, quando Seu Filho porá à sua  direita os que salvou e à sua esquerda os que perecerão, ainda que  pensassem estar a serviço dEle. &lt;b&gt;&lt;i&gt;"Então o Rei dirá aos que  estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como  herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Mt 25:34) e&lt;i&gt;&lt;b&gt;  “Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se  de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Mt 25:41).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim,  antes e acima de qualquer diferença visível ou aparente, o que  realmente importa é: você está salvo? Se ainda não creu na pessoa de  Jesus e não depositou toda a sua confiança em Sua obra para sua  salvação, então você está perdido. Arrependa-se de seus pecados e creia  nEle para sua salvação, nesta vida e para sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="text-decoration: none; color: rgb(93, 63, 21); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-5782725122162695182?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/5782725122162695182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/09/o-que-e-um-evangelico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5782725122162695182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5782725122162695182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/09/o-que-e-um-evangelico.html' title='O que é um evangélico?'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3865222165271936383</id><published>2011-08-28T00:22:00.006-03:00</published><updated>2011-08-28T00:40:06.426-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Galdino'/><title type='text'>Resenha do livro "Em Defesa da Teologia", de Gordon Clark</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-lPgyvjzuGrc/Tlm1q_R2HLI/AAAAAAAAAkw/tGbITw99Li8/s1600/EM_DEFESA_DA_TEOLOGIA_1275584329P.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-lPgyvjzuGrc/Tlm1q_R2HLI/AAAAAAAAAkw/tGbITw99Li8/s200/EM_DEFESA_DA_TEOLOGIA_1275584329P.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645743358031043762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;CLARK, Gordon H. Em defesa da teologia. Brasília: &lt;a href="http://www.editoramonergismo.com.br/index.php?page=shop.browse&amp;amp;category_id=41&amp;amp;option=com_virtuemart&amp;amp;Itemid=71"&gt;Editora Monergismo&lt;/a&gt;, 2010. 114 pp.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Traduzido por Marcos Vasconcelos e prefaciado por Felipe Sabino (à edição brasileira) e John Robbins (à edição americana), o livro escrito pelo teólogo e filósofo calvinista norte-americano Gordon Haddon Clark (1902 – 1985) possui seis capítulos, acrescidos de um posfácio (“A crise de nossa era”), também de autoria do Robbins. O que se seguirá será mais um resumo do que propriamente uma resenha, embora haja algumas observações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro capítulo, e de forma bem genérica, o Dr. Clark fala sobre os &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;quatro grupos&lt;/span&gt; de pessoas que, em diferentes graus, desprezam a teologia enquanto ciência. Com uma boa dose de ironia – ironia esta que, aliás, perpassa todo o livro –, ele começa sua fala dizendo que “a teologia, aclamada no passado como ‘a rainha das ciências’, hoje mal chega à posição de lavadora de pratos” (p. 17). O &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;primeiro grupo&lt;/span&gt;, pois, é o dos “cristãos medianos”, o qual abrange “pessoas de diversos níveis de desenvolvimento teológico e espiritual” (p. 18). É aos tais que Clark chamará no capítulo três de “os desinteressados”. O &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;segundo grupo&lt;/span&gt; é o dos “ateístas”, que são aquelas “pessoas que afirmam não haver Deus” (p. 21). Aqui, Clark inclui os positivistas lógicos (“uma divisão notável do grupo ateísta histórico”), os naturalistas ou humanistas (“adoradores do cientificismo [que] não são positivistas lógicos”), alguns políticos liberais e seus “credos socialistas”, os panteístas e, por último, os agnósticos, “embora seus adeptos repudiem enfaticamente a designação de ateístas” (p. 22, 23). O &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;terceiro grupo&lt;/span&gt; é formado por aqueles indivíduos que “creem na existência de algum tipo de Deus, mas estão convencidos de que ele não pode ser conhecido” (p. 24). Difere do agnosticismo justamente pelo detalhe religioso: não obstante sua transcendência, esse Deus “pode ser sentido”. Aqui Clark dirige parte de sua crítica aos pentecostais e aos “fundamentalistas rasos”, a quem ele chama a ala “extrema direita” desse grupo. “Os integrantes dessa casta generalizada”, diz Clark, “perguntam-se o que a teologia, com seus detalhes e a ortodoxia morta, teria em comum com a oração e a religião ‘fervorosa’”. Contra essa invectiva, Clark observa (em nota de rodapé) que “hoje, há tão pouca ortodoxia de qualquer tipo que seria reconfortante encontrar até mesmo a ortodoxia morta" (p. 25). Mas o alvo de Clark é mesmo os neo-ortodoxos, a ala “extrema esquerda” do grupo.  Começando por Schleiemacher, “o iniciador moderno da teologia da experiência” (p. 25) e passando por Kierkegaard, aquele que “rejeitou o sentimento do infinito substituindo-o pela ‘paixão pelo infinito’” (p. 26), Clark chega, então, a Emil Brunner e a Karl Barth, a quem dirigirá críticas mais específicas no capítulo quatro, sobre a Neo-ortodoxia. Sobrou até para Dooyeweerd, a quem Clark acusa de defender pontos de vistas “extáticos, irracionais e existenciais” (p. 27), mas sem justificar o porquê disso – o que é uma falta grave da sua parte. Diz Clark que “os mais bíblicos desse grupo, não particularmente a multidão desatenta que dorme durante o sermão, mas, em especial, pastores e autores de livros devocionais populares, são, na maioria, incoerentes. Possuem uma pobre compreensão lógica e por isso, firmemente agarrados a alguma doutrina fundamental, também defendem, pregam e escrevem as heresias mais selvagens. Essa mistura indigesta”, continua ele, “é enfeitada de forma regular com o chantili fofo do absurdo” (p. 27). O &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;quarto grupo&lt;/span&gt;, por fim, consiste nos que estudam mais teologia que a pregada no púlpito, a quem Clark dedicará o último capítulo de sua autoria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;segundo capítulo&lt;/span&gt; é que Clark se dirige de forma específica aos quatro grupos acima listados, começando pelos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ateus&lt;/span&gt;. Como o cristão deve combater o ateísmo? Para Clark, o método evidencialista (embora ele não use esse termo), além de ser árduo, é praticamente inútil. Ele diz que “o ‘argumento cosmológico’ não é apenas extremamente difícil, uma vez que demandaria grande dose de ciência, matemática e filosofia para formá-lo, mas é inconclusivo e irremediavelmente falacioso. Essa não é a maneira de responder aos ateístas” (p. 34). Clark também ressalta a inutilidade do método evidencialista ao dizer que “os cristãos deveriam se preocupar menos com a existência de Deus e mais com o tipo de Deus existente”. Para ele, afirmar que Deus existe “não ajuda em nada o cristianismo”. “Já que tudo existe, a palavra existe é desprovida de informação. Por isso que o Catecismo pergunta: ‘o que é Deus?’, e não: ‘Deus existe?’” (p. 36). Qual o método, então? “Nosso axioma é o de que Deus falou. Ou, de modo mais completo – Deus falou na Bíblia. De forma mais precisa, as afirmações bíblicas são o que Deus falou”, responde ele (p. 38). Que Clark tem em mente aqui o escrituralismo (as Escrituras como a única fonte de verdade, em contraponto ao pressuposicionalismo do tipo vantiliano-schaefferiano, que contempla verdade em outras fontes) fica evidente no restante do livro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;terceiro capítulo&lt;/span&gt;, como já foi mencionado, Clark se dirige aos&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; “desinteressados”&lt;/span&gt;. São aqueles que consideram a teologia como uma matéria nada prática ou inútil; que aderem a bordões já desgastados como “nenhum Credo, senão Cristo” e “o que conta não é o que se crê, mas o que se sente” (p. 41). Para Clark, contudo, “caso Deus exista – supondo o descarte do ateísmo – ele deve ser alguém  que deveríamos conhecer”. Isso o leva a afirmar que “ninguém pode ser crente sem teologia – o conhecimento de Deus” (p. 42). Clark também observa que “o temperamento americano é ativista e prático e talvez se impressione mais com a necessidade de teologia para o evangelismo”. E, após citar o quanto se desdenha de doutrinas como a ressurreição de Cristo nas faculdades e escolas de ensino fundamental – onde as pessoas são “inculcadas pela educação humanista” –, Clark aproveita para denunciar alguns “evangelistas” que, para contornar tais objeções, resolvem simplesmente excluir a ressurreição do “evangelho” deles ou então existencializá-la como “a feliz sensação de confiança sentida ao ressurgir das profundezas da frustração”, como fazem os neo-ortodoxos (p. 42, 43). Clark apresenta esses problemas como “desafios intelectuais ao evangelismo”, e diz que “seria lastimável se o cristão conhecesse a Bíblia de modo menos completo que seu colega conhece o humanismo” (p. 43), no que concordamos com ele. Para ele, “se quisermos conhecer a Deus é indispensável levar criteriosamente em conta a metodologia”. E que metodologia é essa? Uma teologia cujo conteúdo proceda “inteira e somente da Bíblia” (p. 44). “Nossa tarefa”, prossegue, “é coletar versículos e passagens da Bíblia, entendê-los preliminarmente e depois sistematizar o conteúdo” (p. 45)[1]. Mas, para justificar seu ponto, Clark faz um uso inapropriado – levando em consideração o contexto da passagem – do texto paulino em que o apóstolo diz que “Deus não é Deus de confusão… tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1 Co 14.33, 40). Ele conclui o capítulo tomando como ilustração a construção de uma casa, a qual somente é possível graças ao arranjamento lógico dos materiais (pregos, tijolos, cimento etc.).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quarto capítulo&lt;/span&gt; é onde Clark vai bater mais forte nos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;neo-ortodoxos&lt;/span&gt;, os quais, segundo ele, é o grupo que “domina as principais denominações nos EUA e no exterior”. Para Clark, a Neo-ortodoxia é a “religião experimental” (p. 48); a “religião da irracionalidade” (p. 50); proponente de uma “dupla verdade” (p. 55) e, por isso mesmo, “antilógica” (p. 56). Por quê? Porque ela insiste que o homem nunca poderá conhecer Deus, visto que este é o “totalmente outro” (Barth) e ideias afins. A propósito, quando se refere a Barth, Clark diz que “é difícil entender por que tantas das asserções de Barth dão ao leitor de boa-fé a impressão exatamente contrária das verdadeiras crenças dele” (p. 58 – embora seja oportuno dizer que esta não é uma exclusividade dos leitores de Barth, evidentemente. Incluem-se aqui os próprios leitores de Clark). Para Clark, Barth, além de abraçar o paradoxo “nega quase de forma absoluta que o homem seja a imagem de Deus, de acordo com 1 Coríntios 11.9” (p. 58), como também “não crê na ressurreição do corpo” (p. 61). Tais coisas arrancam de Clark declarações fortes, como a de que “a igreja visível é muitas vezes atormentada pela peste dos místicos pseudodevotos que apostam na própria intuição”, e arremata: “o pensamento criterioso e a teologia dogmática repeliram-nos” (p. 58). O problema básico de Barth e dos pregadores super-religiosos é epistemológico, segundo Clark, visto que os tais, ao ignorarem a proposição bíblica de que o homem é a imagem de Deus, estão de fato repudiando a lógica (p. 64).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é justamente a esta última que Clark dedica as linhas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quinto capítulo&lt;/span&gt;, no qual ele pretende fazer uma “defesa da teologia lógica” (p. 67). E o que vem a ser essa “teologia lógica”? Basicamente, é a pregação de todo o conselho de Deus. Para Clark, “Deus é um espírito ou intelecto racional e lógico, do qual o homem recebeu a imagem”. Aqui, ele continua criticando aqueles que exaltam a práxis em detrimento da atividade intelectual. Segundo ele, “todos os homens são obrigados a obedecer aos mandamentos divinos e devemos ‘fazer a verdade’ até onde a verdade puder ser realizada”. “Agora”, ironiza, “como ‘fazer’ a Trindade é um enigma” (p. 69). Doravante, ele fará outra crítica injustificada a Dooyeweerd, a quem ele chama de “existencialista” juntamente com Rookmaker, os quais seriam os mentores de um “grande grupo que detesta o conhecimento ou a lógica: os que tem mais interesse na estética que na teologia ou filosofia” (p. 71). Seria interessante se Clark pelo menos nos remetesse a algum escrito seu no qual ele confronta de forma mais apropriada (para não dizer justa) o filósofo holandês. Caberá também uma crítica a Leland Ryken, que disse que “é possível receber a verdade de Deus ouvindo o Messias de Handel. [...] Não basicamente pela razão, mas pelos sentidos (audição) e emoções” (p. 71). Para Clark, porém, uma vez que “somente as proposições podem ser verdades” (p. 74), “a arte não substitui a informação do evangelho” (p. 76). A partir da página 84 Clark apresentará alguns argumentos formais na Escritura em defesa da lógica, e da página 90 até ao final do capítulo, algumas notas sobre lógica simbólica, que é, de longe, a parte mais maçante do livro (especialmente para quem não entende bem o assunto, como eu. Por isso, prefiro não comentá-lo).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No sexto e último capítulo Clark se dirigirá àqueles que se interessam pela teologia – o quarto grupo. São pessoas que levam mais a sério a responsabilidade cristã, que “deleitam-se em receber informação da parte de Deus e querem entendê-la corretamente” (p. 95). Não é preciso fazer muito esforço para se chegar à conclusão de que este é o grupo a quem Clark se mostrará mais amigável. Ele toma como ponto de partida para o seu desfecho a doutrina do homem como imagem de Deus, a qual, segundo ele, “é aquela que está mais intimamente ligada à defesa da teologia”. E ele nos dá algumas referências bíblicas para tal defesa: Gn 1.26, 27; 5.1; 9.6; 1 Co 11.7; Cl 3.10 e Tg 3.9. Para ele, “teologia consiste em entender essas referências e extrair dela conclusões lógicas” (p. 97). Aqui, caberão ainda algumas críticas ao empirismo e ao naturalismo (p. 98 a 103). “Todas as filosofias não cristãs resultam no ceticismo total”, diz. E continua: “Em contraste, o teísmo fundamenta seu conhecimento nas proposições divinamente reveladas. Elas podem não nos dar toda a verdade; pode até ser que nos dêem pouca verdade; mas, de outra maneira, não existe verdade”. E arremata: “chega de alternativas seculares” (p. 103). Nesse embalo, vai sobrar novamente para a neo-ortodoxia (mormente nas figuras de Barth e Brunner), a qual torna toda doutrina falsa, segundo Clark. “Portanto”, conclui, “pode-se dizer que o material bíblico está corretamente resumido ao identificar a característica distintiva do homem como a razão. O pecado causa seu mau funcionamento. A redenção renovará os homens em conhecimento (retidão e santidade) à imagem de quem os criou. Então, no céu, não cometeremos erros nem mesmo de aritmética”. No último parágrafo do livro é que Clark fará uma síntese de todo ele:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Deus nos deu uma revelação verbal; temos a obrigação de estudá-la. Nenhuma outra exortação é necessária. Não há dúvidas de que muitos depreciadores da lógica e da informação sejam cristãos, entretanto o que publicam, pregam e conversam não é cristão. Também não são logicamente coerentes ao repudiarem o dogma bíblico, pois cristianismo sem doutrina inteligível é simplesmente doutrina inteligível sem cristianismo (p. 104-105).&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conquanto eu concorde com John Robbins em certos aspectos, encaro seu posfácio ao livro mais como uma oportunidade para destilar sua ojeriza ao sistema vantiliano de apologética do que propriamente uma defesa da teologia. “Os fieis clamam por verdade e recebem ‘paradoxo’ e ‘antinomia’”, diz (p. 108). E mais: “a prática dos crentes professos modernos é imoral por tratar-se da prática de teorias falsas” (p. 112). Ora, se este pensamento for levado às últimas conseqüências os eleitos não seriam somente os “clarkeanos”? Interessante que nem mesmo Clark parece ter pensado nisso! Temo pelos leitores caso estes se impressionem mais com o apelo ácido do Robbins do que com as palavras do Clark em si mesmas (pelo que sabemos, havia grande respeito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pessoal&lt;/span&gt; entre este e Van Til).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro, no geral, é bom, embora haja conceitos nele que podemos encontrar com maior profundidade em outras obras, o que o tornaria, em certa medida, “dispensável”. Mas, como se trata de um pequeno esboço do que o autor pensa a respeito do assunto, é uma leitura válida – especialmente para aqueles que, como eu, desejam conhecer um pouco mais do pensamento de tão notável teólogo do século XX, o qual já goza de considerável prestígio entre muitos reformados da atualidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Novamente, tem-se como pano de fundo a perspectiva escrituralista.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-3865222165271936383?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/3865222165271936383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/resenha-do-livro-em-defesa-da-teologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3865222165271936383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3865222165271936383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/resenha-do-livro-em-defesa-da-teologia.html' title='Resenha do livro &quot;Em Defesa da Teologia&quot;, de Gordon Clark'/><author><name>Leonardo Bruno Galdino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12588121248289893462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KUKZDOLTE4I/SvGCrenbu2I/AAAAAAAAARk/otL3Vjxut1Y/S220/3x4+estilizada.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lPgyvjzuGrc/Tlm1q_R2HLI/AAAAAAAAAkw/tGbITw99Li8/s72-c/EM_DEFESA_DA_TEOLOGIA_1275584329P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-6701048118906567499</id><published>2011-08-24T13:31:00.000-03:00</published><updated>2011-08-24T13:31:30.193-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helder Nozima'/><title type='text'>Deus vs Natureza: a lei de Deus é natural?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode parecer estranho, mas um dos argumentos mais poderosos usados para se rejeitar a Bíblia é a natureza. A ideia é a de que, se é natural, é certo, independente do que seja. Afinal, como nós podemos seguir uma lei divina que contraria a nossa "essência"? Se Deus ordena algo que fere o natural, então Ele que mude.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E engana-se quem pensa que o apelo à natureza explica apenas pecados sexuais, como o &lt;a href="http://oglobo.globo.com/saude/vivermelhor/mat/2007/08/18/297329933.asp"&gt;adultério&lt;/a&gt; (ou a promiscuidade sexual em si) e o &lt;a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2007/conteudo_519775.shtml"&gt;homossexualismo&lt;/a&gt;. Afinal, mentir, por exemplo, é "&lt;a href="http://biologiadocomportamentodoconsumidor.blogspot.com/2011/07/mentir-e-biologico.html"&gt;biológico e natural&lt;/a&gt;". Já há cientista que disse o mesmo da &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1092382-EI296,00.html"&gt;violência&lt;/a&gt;. Basta procurar uma explicação genética que se legitima o pecado e livra a cara do pecador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Errados são os antinaturais, como os celibatários (um escândalo até mesmo entre cristãos), os que não mentem e aqueles que lutam contra a violência em todas as suas formas. Imaginem o mal que estão causando a si mesmos! Pior é quando querem levar isso ao restante da sociedade, por exemplo, as crianças! Ir contra os genes é como sentenciar a humanidade a uma vida de desgraças e infelicidades. A imposição de um estilo de vida "antinatural" pode até ser apontada como a raiz de guerras, conflitos e outras mazelas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Normalmente a maioria dos cristãos conservadores rebateria tudo isso negando a validade dessas pesquisas. Em muitos púlpitos, os pastores ensinam que "o pecado é que não é natural", já que Deus considera que a sua criação é "muito boa" (Gênesis 1:31). Mas essa resposta é muito simplista. Pior: ela é errada. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EwAGezwyDds/TlQk3LL5UmI/AAAAAAAAALs/bOV2RgNsPbw/s1600/anjoediabo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-EwAGezwyDds/TlQk3LL5UmI/AAAAAAAAALs/bOV2RgNsPbw/s1600/anjoediabo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O pecado é natural&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Errada porque, quando os cientistas descobrem que o pecado faz parte de nossa natureza, eles estão apenas concluindo o mesmo que a Bíblia! Sim, originalmente a natureza humana era boa. Mas depois do pecado, a inclinação natural dos seres humanos não é mais a de agradar a Deus: Como está escrito: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Não há nenhum justo, &lt;b&gt;nem um sequer&lt;/b&gt;; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. &lt;b&gt;Todos se desviaram&lt;/b&gt;, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, &lt;b&gt;não há nem um sequer&lt;/b&gt;. (Romanos 3:10-12)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, essa era a conclusão de Deus no primeiro livro da Bíblia: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que &lt;b&gt;toda a inclinação&lt;/b&gt; dos pensamentos do seu coração &lt;b&gt;era sempre e somente para o mal.&lt;/b&gt; (Gênesis 6:5)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma inclinação que começa a se manifestar desde a infância: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;O Senhor sentiu o aroma agradável e disse a si mesmo: "Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem, pois &lt;b&gt;o seu coração é &lt;u&gt;inteiramente inclinado para o mal&lt;/u&gt; desde a infância.&lt;/b&gt; E nunca mais destruirei todos os seres vivos como fiz desta vez". (Gênesis 8:21)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, espantoso seria é se uma pesquisa concluísse que o ser humano tem a tendência natural de sempre dizer a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O pecado é antinatural&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só há uma consequência lógica do raciocínio bíblico. Se a tendência natural do ser humano é o pecado, então seguir a Lei de Deus é fazer o oposto do que a nossa natureza busca. Só que a oposição é maior do que imaginamos. Na verdade, é impossível aos seres humanos fazer aquilo que agrada a Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus &lt;b&gt;porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo.&lt;/b&gt; Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus (Romanos 8:6-8)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem que a mentalidade da carne (a natural) seja substituída pela do Espírito, não é possível que alguém se submeta à lei de Deus. Podemos educar, pregar, ameaçar, disciplinar...nada disso produzirá verdadeira obediência. Somente por meio do Espírito Santo é que os seres humanos obedecerão ao Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando os pastores ensinam que Deus só ordena aos homens aquilo que nós podemos fazer, eles erram. Deus ordena sim o impossível. Adúlteros, ladrões, homossexuais, mentirosos, fofoqueiros, assassinos...nenhum deles consegue sozinho vencer o pecado. Deixar de pecar é negar aquilo que se é, aquilo que nós somos. Mas, se não fazermos isso, o mundo se transformará em um lugar de selvageria sem fim e se perderá. É preciso uma salvação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Jesus: o Salvador da natureza&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a Igreja erra quando não admite que o pecado é natural, o resto do mundo erra quando se nega a lutar contra a natureza humana. As nossas inclinações naturais são sim fortíssimas, mas há uma maneira de vencê-las: por meio de Cristo Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Entretanto, &lt;b&gt;vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.&lt;/b&gt; Mas se Cristo está em vocês, o&lt;b&gt; corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça.&lt;/b&gt; E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês. Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. Pois &lt;b&gt;se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.&lt;/b&gt; (Romanos 8:9-14)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a humanidade se render aos seus impulsos carnais, ela se destruirá. Guerras e violências não são fruto da repressão divina, mas sim dos nossos desejos! É preciso, portanto, "fazer morrer os atos do corpo". É necessário que deixemos o domínio da carne. E isso só acontece com aqueles que pertencem a Cristo Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Romanos 8, a Bíblia fala que existem pessoas que estão fora do domínio da carne. Essas pessoas são controladas pelo Espírito de Cristo, que habita naqueles que estão em Cristo. Jesus habita nessas pessoas e Ele mata o nosso "corpo" (natureza pecaminosa) e vivifica em nós o Espírito. Quem está em Cristo não deve mais nada à sua natureza e não precisa viver sujeito à carne. O Espírito os guiará, e não mais os seus desejos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aqui nós precisamos parar e fazer uma reflexão. Muitas pessoas não se aproximam de Jesus porque acreditam ser impossível vencer os seus maus impulsos. Acham que não conseguirão viver sem sexo ou se sujeitar às exigências divinas de pureza sexual (heterossexualidade monogâmica ou celibato). Que não vão controlar os defeitos de seu caráter, o seu gênio ruim, a língua solta, a vontade de quebrar a cara daquela pessoa. Entendem que o pecado é mais forte e pensam que lutar contra ele seria sacrificar a si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bíblia diz que isso é possível, desde que seja em Jesus. Por mais fortes que sejam os nossos pecados, se nos entregarmos a Jesus, se depositarmos n'Ele a nossa fé, se estivermos dispostos a morrermos com Cristo na cruz, não há pecado que não possa ser vencido. Mas isso é somente em Jesus. Sem Ele, é impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E neste ponto ninguém é superior a ninguém. Todos nós, sem exceção, temos que passar por este processo de negação. Todos estão no mesmo barco, uns com uma dificuldade e outros com outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O processo é lento e às vezes cheio de idas e vindas, uma recaída aqui e outra ali. Mas, se estamos em Cristo, a vitória é certa. O progresso acontecerá. É só permanecermos nele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, Deus e a Natureza estão em lados opostos do ringue. Mas Deus jamais será vencido. Toda a glória seja dada somente a Ele!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e paz do Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helder Nozima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barro nas mãos do Oleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-6701048118906567499?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/6701048118906567499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/deus-vs-natureza-lei-de-deus-e-natural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/6701048118906567499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/6701048118906567499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/deus-vs-natureza-lei-de-deus-e-natural.html' title='Deus vs Natureza: a lei de Deus é natural?'/><author><name>Helder Nozima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06625066272165660412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ybGJn8MzCNw/SVeNzDgy7yI/AAAAAAAAABc/-iUago8V1WA/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EwAGezwyDds/TlQk3LL5UmI/AAAAAAAAALs/bOV2RgNsPbw/s72-c/anjoediabo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-9215650498642589247</id><published>2011-08-22T07:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T07:00:15.436-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>O que o Deus fez por nós</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;   &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;“Porque os que dantes conheceu  também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim  de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou  a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e  aos que justificou a estes também glorificou.”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; Rm 8:29-30 &lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Você já parou para pensar o que  Deus fez por você? Não apenas durante sua vida, mas desde muito antes de  você nascer? E você crê que Ele tem determinado um futuro glorioso para  você, e que esse futuro é certo? Vamos analisar algumas coisas que Deus  fez, faz e fará por nós. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Deus nos elegeu&lt;/b&gt;. Quando o texto se refere aos que &lt;i&gt;&lt;b&gt;“dantes conheceu”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;  não está declarando simplesmente que Deus tomou conhecimento da nossa  existência na eternidade. Tampouco está  dizendo que Deus anteviu alguma  característica em nós que Lhe atraísse, nem algo que iriamos fazer ou  como reagiríamos diante da oferta do evangelho. O verbo conhecer na  Bíblia tem caráter relacional e até íntimo. &lt;b&gt;&lt;i&gt;"O Senhor conhece quem lhe pertence"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (2Tm 2:19). Jesus disse &lt;i&gt;&lt;b&gt;“conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Jo 10:14). Sendo assim, o &lt;i&gt;&lt;b&gt;“dantes conheceu”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; implica uma escolha prévia, soberana e graciosa, devido unicamente ao especial amor de Deus por nós. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Deus nos predestinou&lt;/b&gt;.  Predestinar é destinar de antemão. Significa que Deus já tem  determinado um futuro especial para nós na eternidade. Muitas pessoas  não gostam da palavra predestinação, evitam-na e até a combatem. Porém  essa palavra nunca é apresentada de forma negativa na Bíblia e não temos  nenhum motivo para rejeitá-la, uma vez que Deus é o agente da  predestinação. Ora, se cremos que tudo o que Deus faz é bom e se a  Bíblia diz que Deus predestina, então devemos amar a doutrina expressa  por essa palavra. Pois foi &lt;b&gt;&lt;i&gt;“em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 1:5). &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;b&gt;Deus nos chamou&lt;/b&gt;. Não significa que Deus apenas nos convidou e  esperou passivamente que escolhêssemos aceitar ao seu chamado. Nem mesmo  que o Espírito Santo se esforçou para nos persuadir das vantagens da  aceitação do evangelho comparadas com as sérias consequências da  rejeição, apelando ao nosso bom senso para uma decisão sensata. Nas  cartas de Paulo, a chamada de Deus é sempre eficaz. Significa que somos  renovados em nosso coração, mente e vontade, pois de outro modo não  poderíamos ir, desse modo, não podemos não ir. Esses dois fatos são  sintetizados por Jesus quando diz &lt;b&gt;&lt;i&gt;“ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 6:44). &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Deus nos justificou&lt;/b&gt;. O maior dilema da humanidade é&lt;i&gt;&lt;b&gt; “como se justificaria o homem para com Deus?”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Jó 9:2) ou &lt;i&gt;&lt;b&gt;“como seria puro aquele que nasce de mulher?”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;  (Jó 25:4). Não pecar é a resposta mais óbvia, porém a Bíblia retira  qualquer esperança nesse sentido quando declara, a priori, que &lt;i&gt;&lt;b&gt;“todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Rm 3:23) e que por isso &lt;i&gt;&lt;b&gt;“não há um justo, nem um sequer”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Rm 3:10). Inútil seria tentar fazer algo que compensasse isso, pois &lt;b&gt;&lt;i&gt;“todas as nossas justiças como trapo da imundícia”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (Is 64:6). Apesar disso, a Bíblia diz que Deus nos justificou! Como?  Não buscando em nós justiça pessoal, mas justiça alheia, mais  especificamente &lt;i&gt;&lt;b&gt;“a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Fp 3:9). Deus castigou nosso pecado em Jesus e mediate a fé somos declarados justos diante dEle! &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Deus nos glorificou&lt;/b&gt;.  Causa estranheza a Bíblia declarar que fomos glorificados, quando ainda  não experimentamos essa realidade. O que Deus está afirmando ao usar  esse tempo verbal é que a nossa participação da glória de Cristo é  certa. &lt;b&gt;&lt;i&gt;"Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Fp 1:6).  Se fomos chamados e justificados, então é certo que seremos  glorificados, assim como é fato que fomos eleitos e predestinados. Todos  esses eventos estão postos em cadeia, de modo que nenhum elo pode ser  quebrado. Não é possível negar a eleição ou a predestinação sem destruir  a chamada e a justificação e tornar incerta a glorificação. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;.  Paulo não estava defendendo as doutrinas da eleição, predestinação,  chamada, justificação e glorificação nesses versículos. Ele as tinha  como certas e supunha serem aceitas por seus leitores. Ele estava  utilizando essas doutrinas para justificar aos seus leitores o fato de  que &lt;b&gt;&lt;i&gt;“todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (Rm 8:29). O que ele estava ensinando é que uma vez que Deus já  assegurou nosso bem da eternidade passada à eternidade futura, então &lt;b&gt;&lt;i&gt;“aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (Rm 8:18). Que estas palavras sirvam para lhe dar a certeza de que o  mesmo Deus que agiu para seu bem na eternidade passada e agirá na  eternidade futura também cuidará de ti em meio as aflições presentes,  para Sua eterna glória! &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="text-decoration: none; color: rgb(93, 63, 21); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-9215650498642589247?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/9215650498642589247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/o-que-o-deus-fez-por-nos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/9215650498642589247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/9215650498642589247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/o-que-o-deus-fez-por-nos.html' title='O que o Deus fez por nós'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-5273312091466875499</id><published>2011-08-19T07:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-19T07:00:07.660-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Vargas Jr.'/><title type='text'>Gondim e suas cercas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Texto originalmente publicado no RVJ.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como ouvi alhures, Gondim é um assunto batido. Não desejo trazê-lo à pauta, pois isso seria dar-lhe mais atenção ou valor do que merece. Mas certas figuras se tornam interessantes, ainda que aqueles que as fazem originalmente não tenham a intenção. É o caso aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;---------- x ----- x ----- x ----------&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;Não estou na vanguarda de nenhuma nova teologia, carrego apenas um anseio de liberdade. Com as pedradas que recebi, aprendi que dogmáticos antipatizam os que tentam olhar por cima da cerca e eu só quero a liberdade de olhar. (Ricardo Gondim).&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esse Gondim tem cada uma! Não sei como são capazes muitos de fazer desse cara grande coisa pelas coisas que ele diz. É tudo tão vazio. E tão repetitivo do que já vimos tanto por aí... &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nesta estrondosa frase de efeito diz ele, tão dogmaticamente, que “dogmáticos antipatizam os que tentam olhar por cima da cerca”. Não é novidade alguma que relativistas gritem a verdade dogmática de seu relativismo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E, veja, há tanto a se provar em “não estou na vanguarda de nenhuma nova teologia”... O que é vanguarda? Não está nela? Por que sim ou não? A teologia é nova? Não é? Aliás, o que é teologia? Mas o arauto do “não sei” afirma demais. E o afirma muito categoricamente. Como sempre o fazem tais arautos. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É risível também que, em seu desespero sem absolutos, dado que absolutos são necessários, ele se contraponha ao que pode se apegar: os malditos dogmáticos. De fato, sem absoluto, os infelizes dogmáticos são mesmo sua única tábua de salvação. Coitados! &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas o que me é mais risível é sua megalomania. Pois ele me colocará entre seus pobres ignorantes dogmáticos... Estarei eu preocupado em que ele olhe sobre a cerca? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas, ora, sempre é bom aproveitar uma imagem assim tão vaga e, para usar um termo que ele apreciará, desconstruí-la. Pois o Mestre nos pôs dentro de um cercado chamado aprisco. Talvez pudéssemos, de quando em quando, como de fato podemos, olhar por sobre ele. E o que do outro lado virmos nos causará tristeza e repulsa. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se assim fosse com Gondim, bom para ele seria. Mas já faz tempo que o lado de lá da cerca sobre a qual ele olha é o lado em que estamos. E é este o lado que lhe causa tristeza e repulsa. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Infelizes relativistas dogmáticos! &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;SDG!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-5273312091466875499?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/5273312091466875499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/gondim-e-suas-cercas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5273312091466875499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5273312091466875499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/gondim-e-suas-cercas.html' title='Gondim e suas cercas'/><author><name>Roberto Vargas Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17691615122660597136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-G8pzvofjWvs/TkhFH6EiFzI/AAAAAAAABR4/diEXObRndLM/s220/100_4946.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-8742790761818094786</id><published>2011-08-17T15:59:00.000-03:00</published><updated>2011-08-17T15:59:12.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helder Nozima'/><title type='text'>Pequenas ações não vão mudar o mundo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das boas coisas que eu aprendi no Jornalismo foi a de rejeitar respostas ou propostas simples demais. Especialmente quando o assunto é complexo. O bom repórter precisa ser um pouco "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_conspira%C3%A7%C3%A3o"&gt;teórico da conspiração&lt;/a&gt;" e buscar sentidos ocultos (mas plausíveis) por trás de cada fato ou declaração. Infelizmente, muitos jornalistas não fazem isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas abraçar o simplismo não é exclusividade de jornalistas. Embora eu considere que todos, sem exceções, caem às vezes neste erro, penso que a turma do "politicamente correto" é a que mais cai neste conto do vigário. Se for evangélico então...aí as probabilidades chegam a quase 100%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E poucas frases ilustram melhor esse simplismo do que a frase "pequenas ações podem mudar o mundo". Não é que eu seja contrário a ideia de que cada um faça a sua parte. Mas irrita-me uma certa ingenuidade estúpida de quem se esconde atrás das ações para não pensar. Pequenas ações só são transformadoras quando movidas por grandes pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WMZBIrWSuoo/TkwPO9g_4II/AAAAAAAAALo/h_IT8ijqaHU/s1600/politicamente+correto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-WMZBIrWSuoo/TkwPO9g_4II/AAAAAAAAALo/h_IT8ijqaHU/s320/politicamente+correto.jpg" width="292" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;E isso também acontece em outros jornais e revistas, de todos os tipos.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine, por exemplo, um grupo de pessoas que distribui sopa aos carentes. Se elas são evangélicas, em tese, fazem isso para minorar o sofrimento dos outros e evangelizar, usando o alimento físico como um meio de falar de Jesus, o alimento espiritual. Se elas são espíritas, estão fazendo isso para alcançarem a evolução de seus espíritos e despertarem os mais pobres para a necessidade de evolução. O evangélico e o espírita, embora movidos pela religião, vão em direções opostas. O evangélico, por exemplo, considera que a caridade do espírita ajuda os necessitados a irem para o inferno (já que eles podem se inclinar ao espiritismo). E talvez algum ateu condene os dois grupos por usarem a comida como instrumento de alienação dos pobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que isso mostra? Simples: &lt;b&gt;os pensamentos que estão por trás das ações é que determinam a mudança.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas há evangélicos que não veem assim. Com preguiça de pensar, condenam os que debatem, os que assumem posicionamentos fortes e se preocupam em viver a sua fé dentro de uma determinada visão de mundo. Chegam quase a dizer algo do tipo "enquanto você perde o tempo pensando, você deveria fazer pequenas ações que mudam o mundo". Amar o próximo, chorar com os oprimidos, fazer caridade, porque essas são as coisas que importam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que eles não percebem que há uma ideologia por trás de cada ação, e que é essa ideologia que determina para onde estamos indo. Eu posso comprar alimentos orgânicos para cuidar da minha saúde ou como um manifesto para acabar com o uso de agrotóxicos. O problema é que a produtividade agrícola cairia muito sem os agrotóxicos, o que faria o preço dos alimentos subir. Só que o ecoxiita cristão (e não-cristão) não quer discutir isso com você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bíblia mesmo ensina que somos mudados é pela renovação da nossa mente: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas &lt;b&gt;transformem-se pela renovação da sua mente&lt;/b&gt;, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a mente, ou seja, se o nosso intelecto, se o nosso pensamento, se isso for mudado, nós mudaremos. Mais do que isso: o mundo pode mudar se muitos tiverem as mentes transformadas por Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Refletir não é perda de tempo.&lt;/b&gt; Uma pessoa que só quer fazer pequenas ações pode até ser bem-intencionada, mas está sendo superficial. Precisamos sim encaixar nossas ações dentro de uma cosmovisão (forma de ver o mundo) de modo consciente. É à luz da Bíblia que verdadeiros cristãos analisam a caridade, a política, a arte, a ecologia e tudo o mais. E isso deveria ser ainda mais forte em cristãos que se dizem reformados, herdeiros da tradição teológica representada por João Calvino e os puritanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e paz do Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helder Nozima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barro nas mãos do Oleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-8742790761818094786?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/8742790761818094786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/pequenas-acoes-nao-vao-mudar-o-mundo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8742790761818094786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8742790761818094786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/pequenas-acoes-nao-vao-mudar-o-mundo.html' title='Pequenas ações não vão mudar o mundo!'/><author><name>Helder Nozima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06625066272165660412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ybGJn8MzCNw/SVeNzDgy7yI/AAAAAAAAABc/-iUago8V1WA/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WMZBIrWSuoo/TkwPO9g_4II/AAAAAAAAALo/h_IT8ijqaHU/s72-c/politicamente+correto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-2392844554051098041</id><published>2011-08-15T07:06:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T07:06:01.119-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Salmo 36 - A parábola do ímpio que encontra Deus</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt; &lt;div class="even" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;A transgressão do ímpio diz no íntimo do meu coração: não há temor de Deus perante os seus olhos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="even" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;Porque em seus olhos se lisonjeia, até que a sua iniqüidade se descubra ser detestável.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="odd" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;As palavras da sua boca são malícia e engano; deixou de entender e de fazer o bem.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="even" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;Projeta a malícia na sua cama; põe-se no caminho que não é bom; não aborrece o mal.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="odd" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="even" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo. SENHOR, tu conservas os homens e os animais.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="odd" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="even" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="odd" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="even" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;Estende a tua benignidade sobre os que te conhecem, e a tua justiça sobre os retos de coração.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="odd" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;Não venha sobre mim o pé dos soberbos, e não me mova a mão dos ímpios.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div class="even" style="text-align: center;"&gt; &lt;i&gt;Ali caem os que praticam a iniqüidade; cairão, e não se poderão levantar.&lt;br /&gt;Sl 36:1-12&lt;/i&gt;&lt;/div&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JcrGrDj95fE/TimDJO6OlmI/AAAAAAAAAG0/RRLubUXtydI/s1600/my%252Bperegrino%252Bandarilho.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-JcrGrDj95fE/TimDJO6OlmI/AAAAAAAAAG0/RRLubUXtydI/s320/my%252Bperegrino%252Bandarilho.jpg" border="0" height="178" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; Um ímpio descia pelo caminho de sua maldade. Não tinha temor de Deus,  pois lá do fundo do seu coração uma voz lhe ditava impiedades (v.1). Via  a si mesmo como a pessoa mais importante e acreditando que seus pecados  ficariam impunes pecava, e pecava tanto, que até mesmo para outros como  ele seus pecados eram destestáveis (v.2). Sua mente estava imersa em  trevas, por isso não conseguia entender e menos ainda praticar o bem,  então falava mentiras e falsidades o tempo todo (v.3). Antes de sair da  cama, já planejava os pecados do dia e andando os colocava em prática,  improvisando outros mais, pois nunca se cansava de sua iniquidade (v.4).&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; Assim vagava esse ímpio, num zigue-zague de iniquidades. Até que Alguém  vem ao seu encontro pelo caminho. Alguém completamente diferente dele e  de todos que já tinha encontrado. Era uma pessoa que tinha uma  misericórdia que chegava aos céus e uma fidelidade do mesmo tamanho  (v.5). Apesar disso, tinha uma justiça inabalável como os montes e seus  julgamentos eram mais profundos que o mar (v.6). Dono de uma benignidade  preciosa, muitos buscavam refúgio junto dele (v.7). Na verdade, Ele  sustentava a todos, homens e animais (v. 7), alimentando-os do bom e do  melhor e dando-lhes de beber de Suas delícias (v.8).&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; O ímpio encontrou a Luz e viu a luz (v.9). Ele encontrou um manancial de  vida (v.9). Pede que lhe seja estendida a benignidade e a justiça que  lhe faltam (v.10). O ímpio torna-se justo. Como não quer voltar à antiga  vida, clama que não seja pisado nem demovido de sua posição pelo iníquo  (v.11). E recebe a garantia que todos os tentadores serão vencidos, e o  serão completamente (v.12). E assim termina sua vida de impiedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; Nota: &lt;i&gt;Via de regra, parábolas não trazem o nome dos personagens. Mas você é livre para dar nome ao ímpio. Eu dei.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="text-decoration: none; color: rgb(93, 63, 21); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-2392844554051098041?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/2392844554051098041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/salmo-36-parabola-do-impio-que-encontra.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2392844554051098041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2392844554051098041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/salmo-36-parabola-do-impio-que-encontra.html' title='Salmo 36 - A parábola do ímpio que encontra Deus'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JcrGrDj95fE/TimDJO6OlmI/AAAAAAAAAG0/RRLubUXtydI/s72-c/my%252Bperegrino%252Bandarilho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3963814712224412052</id><published>2011-08-13T11:42:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T12:27:41.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Vargas Jr.'/><title type='text'>Descartes e a “filodoxia”</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Desde há muito temos falado, nós, os reformados, da morte da razão pela idolatria da razão (vide &lt;em&gt;Escape from reason&lt;/em&gt;, de Schaeffer, título traduzido pela Cultura Cristã como &lt;em&gt;A morte da razão&lt;/em&gt;). Vivemos num tempo que confirma nossas visões apocalípticas que apontam para um império relativista de “verdades”. Uma tirania da opinião, da doxa.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E temos que esta tirania, embora sempre a história aponte alguém que se incline a ela, vem tomando corpo e dominando as mentes humanas desde Descartes. Dois textos que li esta semana trilham este pensamento…&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em &lt;a href="http://observatoriodepiratininga.blogspot.com/2011/07/filosofia-e-filodoxia.html"&gt;Filosofia e filodoxia&lt;/a&gt;, o autor do &lt;a href="http://observatoriodepiratininga.blogspot.com/"&gt;Observatório de Piratininga&lt;/a&gt;, nota, abordando Michele Federico Sciacca, via &lt;em&gt;Filosofia e antifilosofia&lt;/em&gt;, que:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sciacca afirma que, quando a filosofia, com Descartes, abre a mão da Verdade, em troca da certeza, para, no fundo, mergulhar em profunda incerteza, ela deixa de ser filosofia para se transformar em filodoxia, sendo a doxa o domínio da opinião e não o de nenhuma verdade.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Embora neste mesmo texto venha a notar que “Siacca esclarece também que a filodoxia não é produto da Idade Moderna”, pois “a filosofia se constituiu, desde Sócrates, em seu confronto com os sofistas, mestres da filodoxia”, numa &lt;a href="http://observatoriodepiratininga.blogspot.com/2011/07/faisca.html"&gt;faísca&lt;/a&gt;, afirma que “a verdadeira Idade das Trevas começou com o Iluminismo”. E, enfim, conclui com a mesma intuição que temos tido:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;(…) termino ambiciosamente, concordando com Sciacca em chamar a filosofia pós-Descartes de filodoxia e constatando, por minha própria conta e risco, que os racionalistas, empiristas, iluministas e hegelianos perderam o rumo ao perder a confiança em Cristo.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Já em &lt;a href="http://coletaneanormabraga.blogspot.com/2005/06/bromoprida-e-subjetivismo.html"&gt;Bromoprida e subjetivismo&lt;/a&gt;, Norma Braga faz uma interessantíssima consideração, a partir de uma experiência que passou, sobre os efeitos práticos da noção cartesiana de afastamento do homem, ou da razão, daquilo que a razão pensa. Diz ela que:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/descartes.htm"&gt;Olavo de Carvalho&lt;/a&gt; procura retraçar o paradoxo de uma teoria do conhecimento que pretende instaurar a dúvida radical como único e seguro ponto de partida. Ao anunciar algo como só sei que nada sei – mais cartesiano que propriamente socrático – , Descartes realiza um verdadeiro malabarismo ao tornar a dúvida em certeza fundadora após um movimento anterior de cisão: o sujeito do conhecimento ergue os pés do mundo conhecido e dele se retira, colocando-o “entre parênteses” e fundando-se em superioridade sobre o objeto que quer conhecer. Assim, a divisão entre sujeito e objeto para o processo de conhecimento é que permitiria ao sujeito afastar-se para duvidar, com base em uma pressuposição: a de uma visibilidade do mundo sem que se esteja implicado nele. No entanto, como pode fazê-lo o homem, se nunca esteve fora do mundo?, indaga-se o professor. E eu completo aqui: como pôde achar que o fazia Descartes? Pois a experiência de estar fora do mundo, realmente fora do mundo, geraria uma angústia intolerável para qualquer um.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Segue o relato de sua experiência, pelos efeitos um princípio ativo de algum remédio, a bromoprida, em que ela tem esta sensação de, em suas palavras em outro lugar, “fantasma”. Um ser desajustado ao mundo, como que fora dele. É um relato, como eu disse, muito interessante, e vale a leitura, mas aqui convém saltar ao que ela conclui por sua experiência: “o mero sentir-se fora do mundo é insustentável”. Isto é, o estar “realmente fora do mundo”, “sem a sensação de euforia que deve acompanhar alguns estados induzidos por alucinógenos”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas é justamente nesta transcendência da razão que pensa que se baseia toda filosofia pós-Descartes:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Toda a filosofia moderna, por assim dizer, é cartesiana, ao desejar um esquema abstrato que proporcione a vertigem de uma gnoseologia total em vez de uma tentativa de conhecimento parcial do mundo e no mundo. Ao comprar a idéia de Descartes, o pensamento moderno quer inaugurar a última e definitiva forma de filosofar, para isso pretendendo-se o filósofo um puro “olho”, independente e isento. Porém, em tudo isso há como que uma brincadeira, uma proposta que poderia talvez ser formulada assim: vamos brincar de nos colocar fora da realidade e imaginar tudo de novo? Vamos dizer que só existe o que a gente pensa que existe? Como brincadeira, isto pode ser feito sem maiores conseqüências, pois continua-se no controle do processo – o real está ali fora, pacientemente à espera. A ficção ganha contornos perigosos quanto mais crê nela o pensador; mas, ainda assim, não há sofrimento em uma ruptura apenas mental com o mundo.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Encerra ela complementando esta óbvia constatação de que a razão pensa no mundo e dele não pode estar à parte. E com a sugestão da inconsistência cartesiana, e posterior, pela dicotomia entre teoria e prática. O que faz do pensamento que se segue incompatível com a realidade (em termos reformados: uma cosmovisão inconsistente) e nada além da mesma doxa a que se refere Tibiriçá Ramaglio em seu texto.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Encerro eu, por meu turno, afirmando que a intuição cartesiana de basear o conhecimento em uma certeza última e fundante está absolutamente correta. Ele erra o alvo quando coloca na razão humana e no eu que pensa esta certeza. Ora, isto não pode senão esquecer a filosofia em favor da “filodoxia”. E qual poderia ser esta certeza última? Não outra senão o Absoluto sobre o qual toda e qualquer crença pode de fato se fundar. Não há possibilidade de razão sem a fé no Cristo. Pois todo o resto que se coloque como absoluto só pode gerar relativismo ou reducionismo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;SOLI DEO GLORIA!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-3963814712224412052?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/3963814712224412052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/descartes-e-filodoxia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3963814712224412052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3963814712224412052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/descartes-e-filodoxia.html' title='Descartes e a “filodoxia”'/><author><name>Roberto Vargas Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17691615122660597136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-G8pzvofjWvs/TkhFH6EiFzI/AAAAAAAABR4/diEXObRndLM/s220/100_4946.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-8497967635610628820</id><published>2011-08-03T06:00:00.002-03:00</published><updated>2011-08-03T06:00:09.409-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helder Nozima'/><title type='text'>Nem todos descansam em paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://reformaecarisma.blogspot.com/2011/08/nem-todos-descansam-em-paz.html"&gt;Reforma e Carisma&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já viu desenho animado, deve se lembrar de quando um personagem "morre" e é enterrado. Nestes momentos, aparece uma lápide de pedra com a inscrição "RIP", uma abreviação de "rest in peace", que significa "descanse em paz" em português. O termo "RIP" também é conhecido de quem usa o Twitter e é uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hashtags"&gt;hashtag&lt;/a&gt; muito comum usada quando morre alguém famoso, como a cantora &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amy_Winehouse"&gt;Amy Winehouse&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-s5ZffvkTz4g/TjhaBeboe8I/AAAAAAAAALc/oddBjW7zlkU/s1600/rip.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-s5ZffvkTz4g/TjhaBeboe8I/AAAAAAAAALc/oddBjW7zlkU/s320/rip.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia por trás da expressão é a de que morte significa o fim do sofrimento. Morrer é descansar das aflições e angústias da vida, uma forma de por fim às dores e lutas. A esperança deste descanso é a crença que move a maioria dos cerca de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Suic%C3%ADdio"&gt;um milhão de pessoas&lt;/a&gt; que se suicidam todo ano. O fim da vida seria a forma de fugir do bullying, das doenças, da decepção e da dor provocada pela morte de outras pessoas. Afinal, não existir é melhor do que certos graus de sofrimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos é o que parece para &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/famosos-prestam-homenagens-a-amy-winehouse-no-twitter"&gt;algumas celebridades ao comentarem&lt;/a&gt; o falecimento da cantora Amy Winehouse, uma &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/amy-winehouse-uma-diva-do-soul-imersa-em-drogas-e-desespero"&gt;diva mergulhada em drogas e desespero&lt;/a&gt;. Demi Moore espera que "sua problemática alma soul encontre paz". Lily Allen partilha da mesma esperança: "Ela era uma alma perdida, espero que ela descanse em paz".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, estão eles certos? A morte trará paz a todas as almas do mundo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bíblia é categorica: a resposta é não. Na verdade, o resultado de nossa morte depende do julgamento e da obra de Deus em nossas vidas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e &lt;b&gt;depois disso enfrentar o juízo&lt;/b&gt;, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para &lt;b&gt;tirar os pecados de muitos&lt;/b&gt;; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para &lt;b&gt;trazer salvação aos que o aguardam.&lt;/b&gt; (Hebreus 9:27-28)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Há um julgamento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar é preciso que entendamos que seremos julgados por Deus pelo que fizemos em nossa vida. Quando morremos não estamos livres do que fizemos ou deixamos de fazer enquanto vivíamos. Ao contrário, é o momento em que nossas ações e crenças serão pesadas diante de Deus: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, &lt;b&gt;para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo&lt;/b&gt;, quer sejam boas quer sejam más. (2 Coríntios 5:10)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles que fizeram o bem, a morte é sim o momento do descanso e da recompensa. É a hora de receber o louvor de Cristo e aguardar até que Ele venha trazer salvação completa a todos os que O aguardaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, para quem fez o mal, a penalidade será aplicada "de acordo com as obras praticadas". Nestes casos, a morte não é o fim, mas sim o início de um sofrimento ainda maior do que aquele que foi experimentado em vida. Segundo o próprio Jesus, o inferno é um lugar tão terrível, que é mais apavorante do que a própria morte: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Eu lhes digo, meus amigos: não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Mas eu lhes mostrarei &lt;b&gt;a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno.&lt;/b&gt; Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer. (Lucas 12:4-5)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há uma segunda chance, outras vidas onde se pode recomeçar com menos pressão e consertar o que foi feito no passado. O julgamento acontece assim que morremos e nos encontramos com o Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Tj2E1rccbpw/TjhbBmzTZsI/AAAAAAAAALg/68AhdFZNa6E/s1600/lastjudgement.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Tj2E1rccbpw/TjhbBmzTZsI/AAAAAAAAALg/68AhdFZNa6E/s320/lastjudgement.jpg" width="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Quadro "O Juízo Final", de Jehan Cousin Le Jeune&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Jesus: o Salvador de muitos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual o critério usado por Deus neste julgamento? Com certeza as obras definem as penas e recompensas, mas não são elas que definem se o veredicto será "inocente" ou "culpado". A sentença depende do sacrifício que Cristo Jesus fez na cruz, morrendo no lugar dos pecadores, para tirar os pecados de &lt;b&gt;muitos&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há outra forma de ser considerado inocente. A Bíblia ensina que todos nós pecamos e, por esta razão, o pagamento justo que deveríamos receber era a morte: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Que concluiremos então? Estamos em posição de vantagem? Não! Já demonstramos que tanto judeus quanto gentios estão debaixo do pecado. Como está escrito: &lt;b&gt;"Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus".&lt;/b&gt; (Romanos 3:9-11)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois &lt;b&gt;o salário do pecado é a morte&lt;/b&gt;, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 6:23)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, a lógica bíblica é a de que todos nós deveríamos ser condenados por Deus. A morte seria o início da dor para todos. Mas, em Cristo há uma exceção: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. &lt;b&gt;Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. &lt;/b&gt;(João 3:16-18)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única forma de enfrentar o Juízo e encontrar a paz após a morte é crendo em Jesus. Aquele que crê que Jesus veio ao mundo para morrer no lugar dos pecadores e deposita em Cristo a sua vida, esse não é condenado. Mas todos os que duvidam de Cristo e não creem n'Ele já estão condenados. Esses jamais descansarão em paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aguardando a Cristo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que muitos precisam é de paz para o presente. Muitas vezes a vida parece mesmo insuportável, um fardo enorme e impossível de se carregar. Eu mesmo já pensei em tentar o suicídio algumas vezes e em vários momentos questionei se a vida valeria mesmo a pena ser vivida. E sei que não sou o único. O que fazer nessas situações?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resposta é dada no final de Hebreus 9:28. Jesus veio trazer a salvação aos que O aguardam, aos que estão esperando o Seu retorno. De fato, aquele que crê em Cristo já é salvo, está livre da condenação eterna e conta com a ajuda de Deus desde agora. Mas a salvação ainda não está completa e só será concluída no fim dos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cristão deve ter, portanto, uma atitude de esperança e paciência diante do sofrimento. Ele precisa ter fé de que a dor e os problemas são passageiros. Mesmo que os nossos problemas se arrastem por décadas, no final Cristo virá e nos livrará de toda dor. Contudo, essa é uma bênção que só alcança aqueles que esperam por Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não quer dizer que não tenhamos um socorro imediato. Jesus está o tempo todo diante do Pai, orando por nós e nos convidando a irmos até Ele para recebermos a graça e a misericórdia de que necessitamos: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, &lt;b&gt;mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. &lt;/b&gt;Assim sendo, &lt;b&gt;aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.&lt;/b&gt; (Hebreus 4:14-16)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa qual o sofrimento que nos aflige: Jesus pode nos socorrer. Ele entende as nossas fraquezas e está ao lado do trono do Pai, oferecendo o que nós precisamos para vencer os momentos de necessidade. Enquanto não encontramos o descanso definitivo de nossos problemas, em Cristo podemos achar tudo o que precisamos para perseverar e vencer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não adianta, portanto, nos iludirmos pensando que a morte trará a paz. Morrer não é a solução. A única forma de realmente derrotar a dor e as tristezas de nossa vida é crendo em Jesus, nos aproximando do trono do Pai e aguardando o retorno de Cristo. Até que esse dia chegue, por mais difíceis que seja a nossa situação, Deus sustentará os que crerem n'Ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e paz do Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helder Nozima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barro nas mãos do Oleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-8497967635610628820?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/8497967635610628820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/nem-todos-descansam-em-paz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8497967635610628820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8497967635610628820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/08/nem-todos-descansam-em-paz.html' title='Nem todos descansam em paz'/><author><name>Helder Nozima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06625066272165660412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ybGJn8MzCNw/SVeNzDgy7yI/AAAAAAAAABc/-iUago8V1WA/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-s5ZffvkTz4g/TjhaBeboe8I/AAAAAAAAALc/oddBjW7zlkU/s72-c/rip.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-2090343358274775426</id><published>2011-07-25T07:22:00.002-03:00</published><updated>2011-07-25T10:35:43.502-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Aquele que está em Cristo produz frutos</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;“Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Jo 15:2&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SRSDTJhUcA8/TijOm6VxRlI/AAAAAAAAAGw/MXo_-0hn3xE/s1600/Uvas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-SRSDTJhUcA8/TijOm6VxRlI/AAAAAAAAAGw/MXo_-0hn3xE/s320/Uvas.jpg" border="0" height="240" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Este versículo é utilizado mais das vezes para fundamentar a crença popular&lt;/b&gt; que um crente pode vir a perder sua salvação adquirida. Entretanto, por se tratar de uma parábola, devemos interpretar o texto de acordo com a principal regra de interpretação de textos deste gênero: notar principalmente a lição geral, sem forçar demais nos detalhes. Se pudermos sintetizar a lição da parábola numa frase é nesta: &lt;i&gt;aquele que está em Cristo, produz frutos&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Jesus começa dizendo&lt;/b&gt; &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Eu sou a videira verdadeira”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Jo 15:1). Israel era a videira plantada pelo Senhor, mas que não apresentou os frutos esperados. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada como vide estranha?”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jr 2:21). Ao dizer-se videira verdadeira, Jesus declarava vã a presunção do povo de que pertencendo a Israel seriam por isso aceitos por Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sendo Jesus a videira verdadeira, podia afirmar&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;“quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 15:5a). Os frutos não são produzidos com o objetivo de estar na videira, mas como resultado de estarem ligados a ela. Tão certo como a união com Cristo produz frutos, é o fato de que fora dele nenhum fruto é produzido:&lt;b&gt;&lt;i&gt; “sem mim, nada podeis fazer”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 15:5b). Por isso, a ordem de Jesus não é &lt;i&gt;“produzam frutos”&lt;/i&gt; e sim &lt;i&gt;&lt;b&gt;“estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Jo 15:4).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Se o texto deixa absolutamente claro que todo aquele que está unido a Cristo produz fruto&lt;/b&gt;, como entender a sentença &lt;i&gt;&lt;b&gt;“toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Jo 15:2a)? A explicação é que embora no aspecto exterior os ramos estivessem ligados à videira, não havia união orgânica de fato. A seiva não fluía do tronco para os ramos. Embora aderidos à árvore, não estavam ligados intimamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sempre houve, e sempre haverá, aqueles que fazem parte da igreja visível&lt;/b&gt;, conformando-se externamente à conduta esperada dos cristãos, porém sem nunca terem se ligado a Cristo de fato. Esses tais são ramos que não produzem frutos, e não produzem porque não tem uma ligação real com o Senhor. Que essa ligação é apenas aparente fica claro logo adiante: &lt;i&gt;&lt;b&gt;“se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Jo 15:6). O problema de tais pessoas não é primariamente não produzir frutos, e sim não estar em Cristo, pois se estivessem os frutos surgiriam naturalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em claro contraste com eles estão os discípulos verdadeiros&lt;/b&gt;. Logo após dizer que o Pai &lt;i&gt;&lt;b&gt;“limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto" &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;(Jo 15:2b), Jesus completa &lt;i&gt;&lt;b&gt;“vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Jo 15:3). Destes, Jesus testemunha: &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Jo 15:16). Pelo que concluímos que os que foram escolhidos por Jesus, permanecerão Nele e serão frutíferos. E que concluir que um verdadeiro crente que está em Cristo e Cristo está nele pode vir a perder a salvação é perder de vista a lição que Jesus está ensinando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="   line-height: 18px;font-family:Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif;font-size:13px;color:#222222;"   &gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-2090343358274775426?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/2090343358274775426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/aquele-que-esta-em-cristo-produz-frutos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2090343358274775426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/2090343358274775426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/aquele-que-esta-em-cristo-produz-frutos.html' title='Aquele que está em Cristo produz frutos'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SRSDTJhUcA8/TijOm6VxRlI/AAAAAAAAAGw/MXo_-0hn3xE/s72-c/Uvas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-5167195847730013270</id><published>2011-07-23T13:19:00.000-03:00</published><updated>2011-07-23T13:19:38.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helder Nozima'/><title type='text'>A raiz do terrorismo e dos serial killers</title><content type='html'>&lt;i&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://reformaecarisma.blogspot.com/2011/07/raiz-do-terrorismo-e-dos-serial-killers.html"&gt;Reforma e Carisma&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta um ou mais agentes dispostos a matar e morrer no mesmo ato e pronto está armado o cenário para esse tipo de abominável loucura. (Clóvis Rossi)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois &lt;b&gt;o salário do pecado é a morte&lt;/b&gt;, mas &lt;b&gt;o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. &lt;/b&gt;(Romanos 6:23 - NVI)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sextas-feiras costumam ser sinônimos de dias bons. O dia seguinte é sábado, então dá para sair até mais tarde e aproveitar a noite. Mas, para mim, ontem era apenas uma sexta aborrecida. O trabalho não saiu como eu gostaria, a cabeça cheia de dúvidas e preocupações...e nenhum programa que eu realmente quisesse fazer. Basicamente o meu agito noturno foi fazer uma verificação completa do antivírus no PC. Deu até pra dormir enquanto o antivírus rodava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei já de madrugada, pensando que o mal do mundo se resumia a minha vida. Até a hora que li que o número de mortos em dois atentados na Noruega tinha passado de 10...para 80. No momento em que estou escrevendo, &lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/07/ataques-na-noruega-mataram-92-pessoas-diz-policia.html"&gt;a conta já chegou a 92&lt;/a&gt;. E até onde se sabe, tudo foi realizado por uma única pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses crimes desafiam tudo o que os brasileiros costumam pensar sobre a violência. Aconteceu em um dos países mais ricos, pacíficos e desenvolvidos do mundo: a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Noruega"&gt;Noruega&lt;/a&gt;, e não em algum lugar pobre, socialmente instável e malvisto pela comunidade internacional. O ato não foi cometido por um muçulmano radical revoltado com a riqueza do Ocidente, mas as reportagens mostram que &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/948740-policia-identifica-suposto-autor-de-ataques-na-noruega-como-islamofobico.shtml"&gt;o assassino é um "islamofóbico" e "fundamentalista cristão"&lt;/a&gt;. Alguém com dinheiro para comprar seis toneladas de fertilizantes, arma de fogo e outros ingredientes para fazer bombas. O atentado não é obra de guerrilheiros esquerdistas, mas de alguém &lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/07/analise-a-ameaca-da-extrema-direita-na-noruega.html"&gt;alinhado com a extrema direita&lt;/a&gt;. E com uma lógica distorcida: ao invés de atacar quem ele dizia odiar mais, o extremista preferiu se voltar contra outros noruegueses.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8LPo5yiprIk/TirzpvEA_7I/AAAAAAAAALQ/_HsFYxM8w-A/s1600/trag%25C3%25A9dia+em+Oslo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://1.bp.blogspot.com/-8LPo5yiprIk/TirzpvEA_7I/AAAAAAAAALQ/_HsFYxM8w-A/s320/trag%25C3%25A9dia+em+Oslo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qual o verdadeiro problema?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, são várias as causas de todos os tipos de violência. A dificuldade de aceitar o diferente, uma cultura (ou família) que valoriza a força e não o diálogo, dificuldades econômicas e até mesmo doenças psiquiátricas, todos estes ingredientes podem estar presentes. Mas sempre acontece um caso que desafia as explicações do momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo a Bíblia ensina que há uma causa mais profunda e comum a todo tipo de violência. Há uma mesma raiz por trás da tragédia de Oslo, &lt;a href="http://5calvinistas.blogspot.com/2011/04/uma-familia-para-os-solitarios.html"&gt;de Realengo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataques_de_11_de_setembro_de_2001"&gt;de Nova York&lt;/a&gt;, da covarde &lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1569759-7823-PAI+E+FILHO+SAO+AGREDIDOS+EM+FEIRA+DE+AGROPECUARIA+NO+INTERIOR+DE+SAO+PAULO,00.html"&gt;agressão homofóbica a um pai que abraçou o filho&lt;/a&gt; e de todos os demais atos violentos. Uma raiz chamada pecado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pecado não é algo que fazemos, é algo que define o ser humano porque faz parte de nossa natureza. A tendência normal do ser humano não é a de obedecer a Deus, mas sim a de desobedecê-Lo, ignorá-Lo e desafiá-Lo. Nosso coração não é programado para amarmos a Deus e a Sua vontade, mas sim para amarmos a nós mesmos e os nossos desejos egoístas. Amar o próximo não é algo natural, mas aprendido, especialmente quando ele é diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o pecado, invariavelmente, produz a morte. Ele causa mal e destruição na vida de quem peca e de outras pessoas que são afetadas por seus erros. Quando seguimos o nosso coração e deixamos Deus de lado, não sabemos em qual abismo iremos parar. Pode ser que alguns apenas demonstrem ódio e digam palavras rancorosas, enquanto outros façam um planejamento de meses para destruir e matar crianças. Não importa. É o mesmo sentimento, como disse Jesus: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco! ’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. (Mateus 6:21-22 NVI)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qual a solução?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário de nós, Deus é bom. E por isso Ele providenciou uma forma de escaparmos do fogo do inferno, da morte que é o salário devido a cada pecador. Em Cristo Jesus podemos encontrar a vida eterna que vence o poder da morte e do pecado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que parece contraditório dizer isso quando vemos que cristãos radicais podem sair por aí matando pessoas. Mas quando eles fazem isso, estão sendo pecadores e desobedecendo as ordens de Jesus. O Filho de Deus veio ao mundo para nos salvar e não para nos destruir: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque &lt;b&gt;Deus tanto amou o mundo&lt;/b&gt; que deu o seu Filho Unigênito, para que &lt;b&gt;todo o que nele crer não pereça&lt;/b&gt;, mas tenha a vida eterna. Pois &lt;b&gt;Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, &lt;u&gt;mas para que este fosse salvo por meio dele.&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; (João 3:16-17 NVI)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jesus amou o mundo. Isso inclui o norueguês, o namibiano, o brasileiro e o yanomami. Ele amou os heterossexuais e os homossexuais, os ricos e os pobres, os petistas e os tucanos. Jesus veio para dar a todos nós a vida eterna, uma vida que recebemos quando temos fé que Jesus é o Senhor e confessamos que Sua morte e ressurreição nos livram do poder do pecado (Romanos 10:9-10). &amp;nbsp;Jesus não veio matar, Ele veio morrer para dar a salvação aos pecadores: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, &lt;b&gt;o justo pelos injustos&lt;/b&gt;, para conduzir-nos a Deus (1 Pedro 3:18)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O verdadeiro cristão radical não é o que mata aquele que é diferente, mas sim aquele que ama os diferentes, assim como Jesus o amou. O cristão realmente radical não quer matar por Jesus, mas, se preciso, irá morrer para que outros tenham a possibilidade de encontrarem a vida eterna. Um dia o Juízo Final virá. Mas o servo de Jesus sabe que nós não somos os juízes, mas sim os réus. O nosso papel é o de anunciarmos e vivermos a mensagem que pode livrar a humanidade da condenação divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é com o ódio e a violência que o mundo se tornará aquilo que cristãos, muçulmanos, heterossexuais, homossexuais, esquerdistas, centristas e direitistas gostariam que fosse. O mundo só vai ter jeito mesmo quando admitirmos que somos pecadores e rejeitarmos o caminho da morte, tendo fé em Jesus Cristo e sujeitando-nos voluntariamente a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e paz do Senhor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helder Nozima&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barro nas mãos do Oleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-5167195847730013270?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/5167195847730013270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/raiz-do-terrorismo-e-dos-serial-killers.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5167195847730013270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/5167195847730013270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/raiz-do-terrorismo-e-dos-serial-killers.html' title='A raiz do terrorismo e dos serial killers'/><author><name>Helder Nozima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06625066272165660412</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ybGJn8MzCNw/SVeNzDgy7yI/AAAAAAAAABc/-iUago8V1WA/S220/Eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8LPo5yiprIk/TirzpvEA_7I/AAAAAAAAALQ/_HsFYxM8w-A/s72-c/trag%25C3%25A9dia+em+Oslo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3650442675380794167</id><published>2011-07-21T15:43:00.000-03:00</published><updated>2011-07-21T15:43:03.933-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allen'/><title type='text'>Quem foi Francis Schaeffer?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iuOduqV4Re4/Tihq5CXzZbI/AAAAAAAAMBw/I0IoxOe2xT0/s1600/2161044473_4369d12caf_z.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-iuOduqV4Re4/Tihq5CXzZbI/AAAAAAAAMBw/I0IoxOe2xT0/s320/2161044473_4369d12caf_z.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O pesquisador Bryan Follis informa que Francis Schaeffer estudou sob o magistério de Van Til por dois anos, enquanto estava no seminário. Àquela altura ele não imaginava o tipo de ministério que Deus faria surgir através de seu serviço.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Francis August Schaeffer IV nasceu em &lt;i&gt;Germantown, Pennsylvania&lt;/i&gt;, &amp;nbsp;em um lar marcado por simplicidade e ausência de tradição intelectual. Seguindo a linha de seus pais, ele caminhou na adolescência pelos estudos técnicos, como construção elétrica e metalurgia. Havia passado a frequentar a Primeira Igreja Presbiteriana de &lt;i&gt;Germantown&lt;/i&gt;, por influência do grupo de escoteiros a que fazia parte. Aprendeu ofícios manuais com o seu pai, como marcenaria e o trabalho com encanamento, e ainda na adolescência exerceu serviços nessa linha, como vender peixes aos sábados.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Em certa ocasião, um professor de escola dominical deu a Schaeffer a tarefa de ensinar um conde russo a ler. Para ajudar o seu novo aluno, Schaeffer foi à livraria nas proximidades da &lt;i&gt;Philadelphia&lt;/i&gt; e pediu ao livreiro um material para leitores iniciantes no inglês. Por erro do livreiro, saiu dali com um livro sobre a filosofia grega. A partir da leitura curiosa da obra, foi despertado para o amor às idéias.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Outras leituras vieram, como a de Ovídio, e Fran – como era chamado – começou a perceber que a filosofia em si não promovia respostas satisfatórias às perguntas que levantava. Ao mesmo tempo, sentiu desconforto semelhante em sua igreja, que cedia ao liberalismo, e levantava questionamentos sem fornecer respostas sólidas. Decidiu, então, paralelamente às leituras filosóficas, ter contato direto com a Escritura – o que não existia até então. Na Bíblia Schaeffer encontrou as respostas às perguntas da filosofia. Foi assim que se tornou um cristão de fato.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Schaeffer ingressou na escola de engenharia, mas logo começou a perceber o chamado para o ministério pastoral. A despeito da vontade de seus pais, firmou-se na convicção e seguiu para os estudos em &lt;i&gt;Hampden-Sydney College, Virginia&lt;/i&gt;, onde se prepararia para o treino ministerial posterior.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Após um ano estudando na &lt;i&gt;Virginia&lt;/i&gt;, Fran conheceu Edith Seville nas férias de verão em &lt;i&gt;Germantown&lt;/i&gt;. A interessante ocasião em que se conheceram deu o tom de seu relacionamento: juntos defenderam (e defenderiam) a fé cristã contra o liberalismo teológico. Ed Bloom, ex-membro da Primeira Igreja Presbiteriana, ministrou estudo aos jovens da igreja - “Como eu sei que Jesus não é Deus, e como eu sei que a Bíblia não é a Palavra de Deus”. Ao final de sua fala, tanto Fran quanto Edith manifestaram-se publicamente pelo cristianismo ortodoxo, e assim desenvolveram interesse mútuo. Casaram-se em 1935.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Schaeffer começou os estudos no &lt;i&gt;Westminster Theological Seminary&lt;/i&gt;, mas concluiu no &lt;i&gt;Faith Theological Seminary&lt;/i&gt; em 1938, ano em que também foi ordenado. Pastoreou em &lt;i&gt;Grove City, Pennsylvania&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;Chester&lt;/i&gt; (mesmo estado) e &lt;i&gt;St. Louis, Missouri&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Logo após a Segunda Guerra mundial, em 1947, Fran foi enviado à Europa pela Junta Independente para Missões Presbiterianas Estrangeiras (&lt;i&gt;Independent Board for Presbyterian Foreign Missions&lt;/i&gt;). O objetivo era avaliar a situação do continente em relação à sua reconstrução, e o estado da igreja ali. Schaeffer estava diretamente interessado na condição do trabalho com crianças e jovens, bem como na ameaça do liberalismo teológico. Ele passou três meses, nos quais visitou treze países e começou a abrir os olhos para a Europa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.paulinaborsook.com/StBandB/StBandB_files/FrancisSchaeffer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://www.paulinaborsook.com/StBandB/StBandB_files/FrancisSchaeffer.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;A família Schaeffer se mudou para a Europa em 1948, e se instalou na Suíça. Inicialmente ficaram em dois quartos pequenos na cidade de Lausanne. Logo se mudaram para &lt;i&gt;Champéry&lt;/i&gt;, nos Alpes, onde começaram um trabalho evangelístico e uma igreja. Mas por se tratar de um cantão católico, tiveram de se mudar, e finalmente chegaram a &lt;i&gt;Huemoz&lt;/i&gt;, onde o trabalho de &lt;i&gt;L'Abri&lt;/i&gt; teve início.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Em 1955 é registrado o começo de &lt;i&gt;L'Abri&lt;/i&gt;. A partir das conversas com os amigos universitários de suas filhas, Francis e Edith perceberam que havia uma grande oportunidade diante deles. O ministério cresceu consideravalmente, atingindo jovens do mundo inteiro, e expandindo seus branches para outros lugares, como Inglaterra, Holanda e Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Schaeffer faleceu em 1984, após severas lutas com câncer (linfoma). Os últimos anos de sua vida foram marcados por intensa produção, como o filme “&lt;i&gt;Whatever happened to the human race?&lt;/i&gt;”, a organização de suas obras completas, e palestras.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;A grande contribuição de Schaeffer, entre outras, está em uma abordagem apologética baseada em sólida teologia, que interagiu com a cultura, e tratou o homem de modo pessoal – &amp;nbsp;trazendo “respostas honestas a questões honestas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-3650442675380794167?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/3650442675380794167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/quem-foi-francis-schaeffer.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3650442675380794167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3650442675380794167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/quem-foi-francis-schaeffer.html' title='Quem foi Francis Schaeffer?'/><author><name>Allen Porto</name><uri>https://profiles.google.com/106024714305089542038</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-rF3brLEo-gw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAMB0/sn3HDqu-OEw/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-iuOduqV4Re4/Tihq5CXzZbI/AAAAAAAAMBw/I0IoxOe2xT0/s72-c/2161044473_4369d12caf_z.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-4825069442391582657</id><published>2011-07-18T23:59:00.002-03:00</published><updated>2011-07-19T01:32:17.548-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Charles C. Ryrie e a expiação limitada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual  de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós,  cravando-a na cruz.&lt;/i&gt; Cl 2:14&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Charles C. Ryrie é um teólogo batista dispensacionalista e professor de teologia sistemática. Tem um mestrado e  três doutorados em teologia, escreveu várias obras de referência na área teológica, incluindo algumas traduzidas para o português: &lt;i&gt;Teologia Básica ao Alcance de Todos&lt;/i&gt; (Mundo Cristão), &lt;i&gt;Como Pregar Doutrinas Bíblicas&lt;/i&gt; (Mundo Cristão) e &lt;i&gt;Dispensacionalismo: ajuda ou heresia?&lt;/i&gt; (ABECAR). Mas sua obra mais conhecida é a &lt;i&gt;Bíblia Anotada Expandida&lt;/i&gt;. Ele é o que se costuma chamar de calvinista dos quatro pontos, pois rejeita o quinto deles, a redenção particular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua &lt;i&gt;Teologia Básica&lt;/i&gt;, ele defende a expiação ilimitada e tenta responder ao argumento calvinista de que se Jesus pagou pelo pecado de todos, então os pecados dos não eleitos serão pagos duas vezes, pois já &lt;i&gt;“foram pagos na cruz pela morte de Cristo e serão pagos novamente no julgamento”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele começa questionando &lt;i&gt;“os israelitas que se recusaram a colocar o sangue nas portas de sua casa na Páscoa tiveram seus pecados pagos duas vezes? Quando o cordeiro pascal foi morto, seus pecados foram encobertos. Mas se alguém não colocou o sangue nas portas morreu imediatamente. Esse foi um segundo pagamento por seus pecados? Claro que não”&lt;/i&gt;. Ele complementa dizendo que &lt;i&gt;“a morte após a desobediência de passar o sangue foi a retribuição justa pelo fato de a pessoa não ter se apropriado do sacrifício suficiente”&lt;/i&gt;. Prosseguindo, ele argumenta que &lt;i&gt;“a expiação de Cristo pagou pelos pecados do mundo todo, mas as pessoas devem se apropriar desse pagamento pela fé. O mundo foi reconciliado com Deus (2Co 5.19), mas essa população que foi reconciliada como um todo, precisa ser reconciliada individualmente com Deus (v. 20)”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele recorre então a analogia de uma escola que tinha um fundo que recebia doações para custear os estudos dos alunos pobres. Um comitê decidia quais alunos receberiam o auxílio e emitia um cheque em nome do aluno, que para receber deveria endossar o cheque e com ele pagar a escola. Se ele não endossasse o cheque, não receberia o crédito, embora a conta já tivesse sido paga. Então Ryrie conclui que &lt;i&gt;“a morte de Cristo pagou pelos pecados de todas as pessoas, mas ninguém teve a sua conta paga até o momento em que creu”&lt;/i&gt;. Há quem seja convencido pela simplicidade da explicação de Ryrie. Mas nunca é bom confundir simplicidade com verdade, pois embora a verdade geralmente seja simples, nem tudo o que é simples é verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O erro básico de Ryrie é confundir o papel da fé na apropriação dos benefícios da morte de Cristo pelo pecador, com a aceitação pelo Pai da satisfação oferecida por Cristo. Para que aquilo que Jesus conquistou na cruz seja aplicado na vida do cristão é necessário fé. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Ef 2:8). A fé é o meio pelo qual os benefícios da cruz se tornam reais na nossa vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, a fé é absolutamente desnecessária para que Deus receba a satisfação oferecida pelo sacrifício de Jesus. Vamos entender bem a questão. Quando o homem pecou, tornou-se devedor de Deus. Uma nota promissória foi lavrada e Deus poderia executar sua justiça contra nós. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Mt 10:24). De fato, a justiça de Deus requeria que a dívida fosse paga. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Mt 18:25). É claro que o homem não pode pagar a dívida para com Deus. Então Jesus morreu no lugar dele para pagá-la. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Is 53:10). A morte de Jesus satisfez completamente a demanda da justiça de Deus e ofereceu plena quitação da dívida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um completo absurdo pensar que a expiação oferecida por Jesus não tenha sido aceita pelo Pai, ficando em suspenso até o ingrediente da fé. Seria afrontoso se para que Deus considerasse a dívida paga, ao sangue de Jesus precisasse ser acrescido alguma coisa da parte do homem. Isso seria negar o valor intrínseco e a eficácia da morte de Jesus, e fazer do homem co-participante da expiação. Portanto, a fé do homem não complementa, nem confere eficácia ao sacrifício perfeito de Jesus. Noutras palavras, a fé é desnecessária para que o preço pago por Jesus seja aceito por Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, como fica o arranjo de Ryrie para um preço completamente pago, mas ainda não realizado? Tenhamos em mente que ele não está falando dos eleitos, pois nestes o Senhor gera a fé necessária à apropriação da salvação. Ele está falando dos não eleitos, ou seja, dos que serão condenados no dia do juízo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consideremos os israelitas na noite da primeira páscoa, que são tomados como exemplo por Ryrie. Primeiro, que se ele quiser ser fiel ao relato bíblico, não deve considerar os israelitas como não eleitos, e sim os egípcios, pois os filhos de Israel eram o povo de Deus, e os egípcios os não eleitos. E a provisão de um cordeiro, para expiação, não foi feita para os egípcios, mas apenas para os judeus. Quanto aos eleitos, Deus tendo aceitado o sangue do Cordeiro, sempre os leva à fé necessária à apropriação, como ocorreu com os filhos de Israel: &lt;i&gt;&lt;b&gt;“E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o SENHOR ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Ex 12:28). Já em favor dos egípcios (não eleitos), não havia Cordeiro preparado, e aconteceu que &lt;i&gt;&lt;b&gt;“à meia noite, que o SENHOR feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere... havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Ex 12:29-30)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como Ryrie, também terminarei com uma analogia de pagamento. Pela lei brasileira, quando alguém financia um carro, o mesmo fica alienado à financeira. Em caso de atraso no pagamento, a financeira pode pedir na justiça a reintegração de posse, podendo inclusive contar com a força policial para recuperar o veículo. Se o cliente tiver se desfeito do carro ou escondê-lo, terá sua prisão decretada para forçar a entrega do bem. E uma vez apreendido, somente o pagamento integral da dívida, em até cinco dias, o livra de ir a leilão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, imagine que eu tenha financiado um carro e logo em seguida, perdido o emprego, ficando sem condições de pagar. O oficial de justiça me notifica que no dia seguinte a financeira virá buscar o carro. O problema é que eu o passei a terceiro, em troca da minha casa, e agora corro o risco de ir para a cadeia. Sem meu conhecimento, alguém vai até o juiz que emitiu a ordem de busca e apreensão e paga, não apenas as parcelas em atraso, mas o valor integral do financiamento. A partir do momento que o pagamento foi feito e aceito, existe alguma lei que possa me levar à prisão? Poderia, por exemplo, a financeira alegar que como não fui eu que realizei o pagamento ou porque não passei uma procuração para que um terceiro o fizesse, o pagamento não foi aceito? Claro que não. Se o juiz determinasse que eu pagasse de novo a dívida, estaria sendo injusto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, permanece em pé o argumento de que, se Jesus pagou por todos os pecados de todos os homens, então todos os homens serão salvos e Deus estaria agindo como um juiz injusto ao cobrar de novo uma dívida que já foi completamente paga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="text-decoration: none; color: rgb(93, 63, 21); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-4825069442391582657?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/4825069442391582657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/charles-c-ryrie-e-expiacao-limitada.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4825069442391582657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4825069442391582657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/charles-c-ryrie-e-expiacao-limitada.html' title='Charles C. Ryrie e a expiação limitada'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-38421021907074406</id><published>2011-07-11T06:54:00.004-03:00</published><updated>2011-07-11T19:37:30.241-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Enfrentando as 10 dificuldades do calvinismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Apóiam-se em argumentos vazios e falam mentiras; concebem maldade e geram iniqüidade. Is 59:4&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Azenilto Gama compila o que chama de  &lt;a href="http://setimodia.wordpress.com/2008/11/25/10-principais-dificuldades-do-sistema-teologico-calvinista/" target="_blank"&gt;10 Principais Dificuldades do Sistema Calvinista&lt;/a&gt;, as quais considera  suficientes para fazer com que qualquer calvinista coerente mude de  posição. Mas, quem é Azenilto Gama? Conheço-o de longa data, tivemos  alguns longos debates sobre adventismo, mas se interessar, recomendo que  faça uma busca no Google para descobrir mais sobre esse adventista que  gosta de ser chamado de professor. Segue uma resposta ao seu artigo, o  qual aconselho ler, uma vez que respondo sem transcrever o que ele  disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;1. A eleição não é cristocêntrica.&lt;/u&gt; A doutrina da eleição é cristocêntrica na medida que a eleição é feita em Cristo. Aos Efésios 1:3-6 diz que Deus &lt;b&gt;&lt;i&gt;“nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; o que inclui obviamente a eleição, pois &lt;b&gt;&lt;i&gt;“também nos elegeu nele antes da fundação do mundo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, e também &lt;b&gt;&lt;i&gt;“nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; e nos &lt;b&gt;&lt;i&gt;“nos fez agradáveis a si no Amado”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Bem ao contrário do que Azenilto diz, a Bíblia afirma que a eleição pré-temporal é cristocêntrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;2. Jesus não é o ponto de partida da eleição&lt;/u&gt;. Os eleitos são um presente do Pai para Jesus. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (Jo 10:29). Quando alguém resolve presentear alguém, o ponto de partida  é a pessoa presenteada, não o presente em si. Ninguém compra um  presente para dar a alguém, sem pensar nesse alguém em primeiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;3. Deus é a causa do pecado.&lt;/u&gt; Deus não peca, mas o pecado só existe porque Deus quis que existisse. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Eu formo a luz e crio as trevas, promovo a paz e causo a desgraça; eu, o Senhor, faço todas essas coisas"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (Is 45:7). Negar que Deus decretou a existência do mal é admitir o  dualismo, e que Ele não pôde evitar o mal quando este surgiu no coração  de Satanás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;4. É uma doutrina que não pode ser pregada&lt;/u&gt;. Jesus ordenou a pregação do evangelho, dizendo &lt;b&gt;&lt;i&gt;“vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Mc 16:15). Ele também especificou o conteúdo da mensagem:&lt;b&gt;&lt;i&gt; “Por onde forem, preguem esta mensagem: ‘O Reino dos céus está próximo’”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (Mt 10:7). A doutrina da eleição pode, e tem sido pregada, basta ler  alguns sermões de Spurgeon e de alguns reformados de hoje na Internet e  concluir que é uma mensagem frequente em púlpitos reformados. Quanto a  pregar a condenação, seguimos o exemplo do mestre:&lt;b&gt;&lt;i&gt; “Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Lc 13:3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;5. Apresenta Deus não amoroso e injusto.&lt;/u&gt; A Bíblia diz que Deus &lt;b&gt;&lt;i&gt;“em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 1:5). Os crentes são descritos &lt;b&gt;&lt;i&gt;“como povo escolhido de Deus, santo e amado”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Cl 3:12) e de fato &lt;b&gt;&lt;i&gt;“sabemos, irmãos, amados de Deus, que ele os escolheu”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;  (1Ts 1:4). Mas o amor de Deus pelos eleitos não implica que Ele seja  injusto com os réprobos. Depois de citar as palavras de Deus &lt;b&gt;&lt;i&gt;“amei Jacó, mas rejeitei Esaú”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Rm 9:13), Paulo pergunta &lt;b&gt;&lt;i&gt;“e então, que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma!”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Rm 9:14). Isto deveria bastar para os que acham que o Deus que elege não é amoroso nem justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;6. Se não é, parece fatalismo.&lt;/u&gt; Fatalismo obedece a uma lei  necessidade cega e impessoal. A predestinação é o decreto de um Deus  pessoal, infinitamente sábio, justo e bom. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Desde o início faço  conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu  propósito ficará de pé, e farei tudo o que me agrada”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Is 46:10) só é fatalismo para quem exclui Deus e se entrega ao acaso cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;7. Torna a história irrelevante&lt;/u&gt;. Sem um Deus soberano  governando, a História não passa de um emaranhado de acontecimentos sem  sentido e sem propósito. A esperança futura pode ser um pessimismo  trágico ou um otimismo utópico, tanto faz. Mas, se cremos num Deus que  decreta e governa todas as coisas de forma infalível, então podemos ter  certeza de que o que Ele decretou vai se cumprir. E em meio ao  emaranhado de eventos, vemos o trem da história seguro para o propósito,  o &lt;i&gt;telos&lt;/i&gt; que Deus determinou:&lt;b&gt;&lt;i&gt; “Desde o início faço  conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda virá. Digo: Meu  propósito ficará de pé, e farei tudo o que me agrada”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Is 46:10). Somente um Deus no trono confere sentido à História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;8. Distorce o sentido da ação humana&lt;/u&gt;. Sendo a fé um dom de Deus, como diz Ef 2:8, &lt;b&gt;&lt;i&gt;“vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.  O homem poderia ter o mérito de renunciar os próprios esforços, se  estivesse vivo espiritualmente para se esforçar, mas o fato é que Deus &lt;b&gt;&lt;i&gt;“deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 2:5). Logo, toda glória é dada a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;9. Inspira um falso senso de segurança&lt;/u&gt;. Embora a Bíblia nos diga &lt;b&gt;&lt;i&gt;“empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (2Pe 1:10), sabemos que nossa segurança não depende de nossa experiência, mas do fato de que  somos &lt;b&gt;&lt;i&gt;“protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Pe 1:5), vale dizer, fomos &lt;b&gt;&lt;i&gt;“chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef Jd 1:1). O crente não se fia em si próprio, mas sabe que &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Aquele que os chama é fiel, e fará isso”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Ts 5:24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;10. Os frutos não tem sido bons&lt;/u&gt;. Contra o calvinismo, tem-se  apresentado fatos como a execução de Serveto e o regime do Apartheid,  entre outros. Os calvinistas não negam essas manchas históricas, mas as  colocam sob a perspectiva correta e lembram de outros tantos bons  exemplos apresentados por calvinistas. Não é o caso de enumerá-los aqui,  pois uma doutrina não se prova dizendo que Madre Tereza a esposava, nem  se refuta dizendo que Hitler acreditava nela. A verdade se prova  biblicamente, &lt;b&gt;&lt;i&gt;“pois nada podemos contra a verdade, mas somente em favor da verdade” &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;(2Co 13:8) ou, para citar um verso caro aos adventistas, &lt;b&gt;&lt;i&gt;“se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz!” &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;(Is 8:20). E no arrazoado do professor, sobrou frases sem sentido e faltou fundamentação bíblica.&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="text-decoration: none; color: rgb(93, 63, 21); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-38421021907074406?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/38421021907074406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/enfrentando-as-10-dificuldades-do.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/38421021907074406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/38421021907074406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/enfrentando-as-10-dificuldades-do.html' title='Enfrentando as 10 dificuldades do calvinismo'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3779507113360639080</id><published>2011-07-07T08:42:00.001-03:00</published><updated>2011-07-07T08:43:19.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allen'/><title type='text'>Quem foi Cornelius Van Til?</title><content type='html'>&lt;i&gt;Poucos cometeriam o terrível erro estratégico de publicar uma monografia em blog. Eu provavelmente seria um desses idiotas. Mas, enquanto pensava sobre o post de hoje, achei por bem selecionar um trecho de trabalho monográfico, que traz uma mini-biografia de Cornelius Van Til - apologeta cristão que passou a ser publicado em língua portuguesa agora em 2011 (pela editora cultura cristã). Por se tratar de um "ctrl c + ctrl v", não me preocuparei em trazer as notas de rodapé.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O trabalho, em seu conteúdo geral, versa sobre uma abordagem vantiliana em comparação com outra, de Francis Schaeffer. Talvez na próxima semana role uma biografia resumida deste segundo autor. Por ora, vai uma apresentação pequena de Van Til.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;• &amp;nbsp; • &amp;nbsp; •&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Cornelius Van Til nasceu na Holanda, em um lar marcado pela fé reformada. Descreve um pouco de sua história no livreto “Por que creio em Deus”, e demonstra a educação cristã que lhe foi dada por seus pais. Tendo se mudado para os Estados Unidos ainda na infância (&lt;i&gt;Highland, Indiana&lt;/i&gt;), ali cresceu e se desenvolveu nos estudos, graduando-se no &lt;i&gt;Calvin College&lt;/i&gt;, cursando o &lt;i&gt;Calvin theological seminary&lt;/i&gt;, e concluindo os estudos na &lt;i&gt;Princeton University&lt;/i&gt; – onde poderia unir os estudos da universidade e do seminário.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Van Til foi ordenado pastor em 1927 pela&lt;i&gt; Christian Reformed Church&lt;/i&gt;, e foi transferido como ministro para a &lt;i&gt;Orthodox Presbyterian Church&lt;/i&gt; em 1936. Tornou-se professor do &lt;i&gt;Princeton Theological Seminary&lt;/i&gt; em 1928, mas logo saiu por ocasião da influência liberal e as políticas instituicionais. Embora também tenha trabalhado em escola cristã primária e secundária, passou a maior parte de seu ministério ensinando no Westminster Seminary (1929 - 1972).&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;As influências do pensamento de Van Til são rastreadas por seu discípulo, apologeta, e também professor do WTS, John Frame. Em suas leituras teológicas, são mencionados Abraham Kuyper e J. Gresham Machen, cuja perspectiva e prática sobre a noção de antítese encaminharam muito do pensamento vantiliano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O conceito de antítese em Van Til pode ser entendido como uma continuação da obra de dois homens que tiveram grande influência sobre ele: Abraham Kuyper e J. Gresham Machen. Kuyper devotou muito de seu pensamento à antítese e à graça comum. De fato, ele também devotou muita ação à aplicação destes conceitos na igreja e sociedade. O insight fundamental de Machen foi o ponto altamente antitético de que o Cristianismo ortodoxo e o liberalismo teológico não são duas posições teológicas cristãs divergentes, como o Calvinismo e o Luteranismo, mas duas religiões diferentes, radicalmente opostas uma à outra. […] Van Til aplicou este pensamento “antitético” à neo-ortodoxia e outros movimentos teológicos .&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;(tradução livre - FRAME, John. Van Til on antithesis. &lt;b&gt;Westminster Theological Journal&lt;/b&gt;, vol. 57, n. 1, Spring 1995, pp. 81-102.)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Também no âmbito teológico, é possível mencionar a influência de Geerhardus Vos, de quem recebeu uma base exegética sólida e teologia bíblica robusta para suas empreitadas teológico-filosóficas.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Seu treino filosófico tem influência de W. Harry Jellema, seu professor no &lt;i&gt;Calvin College&lt;/i&gt; (e também professor de Alvin Plantinga, 30 anos depois), e Archibald A. Bowman, filósofo idealista e seu orientador na &lt;i&gt;Princeton University&lt;/i&gt;. Possivelmente a influência de Bowman se fez presente na linguagem de Van Til, que por vezes utiliza expressões do idealismo – o que lhe rendeu algumas críticas.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Frame desenvolve um esboço do pensamento de Van Til, baseado em quatro tópicos principais, com seus devidos subpontos (Figura 1). O projeto vantiliano, assim apresentado, trabalha o conhecimento em sua relação com Deus e Sua Palavra, bem como o desenvolvimento de uma abordagem daí decorrente para a apologética. A divisão da teoria vantiliana desta maneira, deve-se frisar, embora pedagógica, é questionada por muitos, que consideram a unidade do sistema como ponto fundamental. Frame toma a liberdade de utilizar a “herança” recebida e criticá-la ou alterá-la nos pontos que considera defeituosos ou incompletos.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--oTDAorUwyI/ThWa_NfSbPI/AAAAAAAAMAY/21D3LkH6Z9c/s1600/VNTIL.001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/--oTDAorUwyI/ThWa_NfSbPI/AAAAAAAAMAY/21D3LkH6Z9c/s400/VNTIL.001.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fig. 1: esboço do pensamento vantiliano. Adaptado de John Frame.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Conforme o Dr. Davi Charles Gomes, “sua maior contribuição talvez seja no desenvolvimento de uma apologética conscientemente bíblica e reformada, com pressupostos filosóficos e teológicos claramente examinados”. Ele faleceu três anos após Francis Schaeffer, de quem foi professor no Westminster Seminary.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-3779507113360639080?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/3779507113360639080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/quem-foi-cornelius-van-til.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3779507113360639080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3779507113360639080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/quem-foi-cornelius-van-til.html' title='Quem foi Cornelius Van Til?'/><author><name>Allen Porto</name><uri>https://profiles.google.com/106024714305089542038</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-rF3brLEo-gw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAMB0/sn3HDqu-OEw/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--oTDAorUwyI/ThWa_NfSbPI/AAAAAAAAMAY/21D3LkH6Z9c/s72-c/VNTIL.001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-20131570918728114</id><published>2011-07-01T03:00:00.000-03:00</published><updated>2011-07-01T03:00:07.298-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Vargas Jr.'/><title type='text'>Tristeza e esperança, deserto e sarça</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Texto publicado originalmente no &lt;a href="http://robertovargas-make.blogspot.com/2011/06/tristeza-e-esperanca-deserto-e-sarca.html"&gt;RVJ&lt;/a&gt;. Aqui em versão “revista e ampliada”. Agradeço ao Esli, O herege, por uma sonora idéia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;--------- x ----- x ----- x ---------&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://twitter.com/#!/pastorgeremias"&gt;&lt;b&gt;pastorgeremias&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; Geremias Couto (via twitter)       &lt;br /&gt;Embora o deserto seja, aos nossos olhos, um lugar inadequado, é ali que a sarça arde.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A mitologia de Tolkien é densa para muito além de “O Senhor dos Anéis” e do filme de Peter Jackson. Gosto dela porque as histórias (pois são muitas) em si são boas. Mas gosto principalmente porque há uma constante nostalgia nelas. Uma nostalgia que mescla tristeza e esperança. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na mitologia há os filhos do Único, elfos e homens, primogênitos e sucessores. As histórias são contadas pelo ponto de vista dos primeiros, que são “imortais”, com seu destino ligado ao de Arda, o mundo em que vivem. Os eldar são mais belos, fortes e sábios que seus irmãos edain. Já os homens, mortais, possuem a dádiva, concedida pelo Um, de passar para além dos círculos do mundo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É interessante, ao menos para mim, que são os elfos que vivem e narram esta nostalgia, tão grande quanto longo é seu tempo sobre Eä, o mundo que é, mas que este espírito triste e esperançoso seja mesmo o espírito dos homens. Talvez, Lewis apontasse que são ambos “nau”. “Sim, são os filhos de Ilúvatar”, provavelmente responderia Tolkien. E, se este é o espírito humano, ele é mais próprio na imagem restaurada do cristão. Não surpreende, pois, a tristeza e a esperança da pena do autor da mitologia. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nem surpreende que a beleza seja sempre encontrada onde há esta mescla. A Poesia é esta nostalgia. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No entanto, a tristeza, bela que seja em nostálgica Poesia, não é fácil de ser vivida. Não falo dos dias de pranto e pesar apenas. Falo da própria vida. Pois viver esta nossa vida é viver a tristeza desde que nos corrompemos e morremos. E, ainda que, em certo sentido, como na mitologia a morte seja dádiva (o morrer é lucro...), ainda resta que vida e morte sejam sofrimento…&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sofremos pela queda e seus efeitos. Sofremos, seja em pesar, seja em contentamento. Do berço à cova passamos por picos e vales. E, ainda que haja quem afete um único cume em infindo planalto, toda experiência mostra que há menos picos que vales em nossa jornada… Alguns verdes e outros sombrios… De fato, o próprio pêndulo entre descer e subir é um constante sofrer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não é sem razão que o blues seja o som que ressoa em meu coração. A música-tristeza é falar das nossas dores. São súplicas e lamentações. São salmos, quando em lábios que sabem do que falam. Um dia, porém, todo salmo que chora não será mais lágrimas… E será tornado em louvor, em novo canto, por graça e para glória. Mas estou a adiantar-me…&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pois, é verdade, toda esta imensa tristeza nos parece bem inadequada. Soa mesmo inóspito como um deserto. Talvez a vida fosse mais bela não houvesse a tristeza. Pode ser. Não posso, contudo, atinar como seria uma vida sem pecado, pois não é a vida que vivo. Entretanto, posso ter um vislumbre: olhos não viram, ouvidos não ouviram, nem há sombra em coração humano do que nos espera no porvir... E então, quanto ao tempo, se há mais vales que picos, e se entre aqueles os sombrios prevalecerem, mesmo no vale da sombra da morte mal algum temerei!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ora, se não fica menos difícil passar por este deserto que é esta vida de tristeza, não posso deixar de ver nela Poesia. Pois sofrimento presente algum pode desvanecer a alegria dada por primícias do porvir. Há, por dádiva, um fogo que arde em corações humanos. Naqueles corações que conheceram Aquele a quem chamam Aba... E a saudade da eternidade… &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não há palavras de consolo, no entanto, para aqueles que não se inclinam a esta esperança. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por isso é que esta mescla nostálgica, tristeza e esperança, se bem que fale a todo espírito humano, orna melhor a cristãos. Nós sabemos que “embora o deserto seja, aos nossos olhos, um lugar inadequado, é ali que a sarça arde”. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;SOLI DEO GLORIA!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-20131570918728114?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/20131570918728114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/tristeza-e-esperanca-deserto-e-sarca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/20131570918728114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/20131570918728114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/07/tristeza-e-esperanca-deserto-e-sarca.html' title='Tristeza e esperança, deserto e sarça'/><author><name>Roberto Vargas Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17691615122660597136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-G8pzvofjWvs/TkhFH6EiFzI/AAAAAAAABR4/diEXObRndLM/s220/100_4946.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3359994924561658245</id><published>2011-06-29T14:59:00.004-03:00</published><updated>2011-06-29T16:51:41.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Galdino'/><title type='text'>Dos calvinistas que comem “despacho” de macumba e bebem vinho</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Esse foi um texto que escrevi no Google Buzz, com ligeiríssimas alterações aqui. Por isso mesmo é que ele soa assim, meio solto e com maneirismo de rede social. Risos.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;***&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Hoje discuti com um irmão aqui do trabalho, enquanto almoçávamos, acerca dos alimentos sacrificados a ídolos. Bem, não lembro como começamos, mas o fato é que a conversa tomou rumos inesperados, pelo menos para mim. Ele ficou escandalizado porque eu lhe disse que, numa situação desértica e extrema, faminto, eu comeria um "despacho" de macumba sem problema, desde que eu estivesse sozinho. Argumentei como Paulo, no sentido de que os ídolos não são absolutamente nada, e que Deus há somente um (1 Co 8.4-6). Mas se eu estivesse acompanhado de alguém que não tivesse esse entendimento e que se escandalizasse com minha atitude, eu não comeria por amor a essa pessoa, visto que entendimento desprovido de amor serve somente para inflar o ego ("o saber incha, mas o amor edifica" - 1 Co 8.1)*. Ainda assim, esse irmão disse que o problema era meu, visto que "para Deus não há distinção de pecado", e que Deus era poderoso para suprir sua necessidade, e que por isso jamais se submeteria a comer um despacho de macumba. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Eu sei que depois o papo chegou no vinho, e ele prometeu que ia me provar, mediante estudo do termo grego, que o vinho de que a Bíblia fala, e que Jesus bebeu na Ceia, era vinho não-fermentado; um suco de uva, na realidade. Novamente, tentei argumentar com ele, dizendo que o que a Escritura proíbe é a embriaguez. Inútil. Citei o caso de Noé, que pecou por embriagar-se (não por beber) com vinho, e esse irmão disse que não queria saber da "Velha Aliança". Se o irmão está certo, então será que os fariseus estavam acusando Jesus de ser um “bebedor de suco de uva não fermentado” (cf. Lc 7.34)? Bom, deixa pra lá…&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para coroar a discussão, ele disse que eu cria dessa maneira porque sou calvinista. Perguntou até (em tom de sarcasmo) se eu cria na&lt;em&gt; reencarnação&lt;/em&gt;, vejam só! Depois ele se virou para a predestinação, dizendo que ela não é bíblica e todo o papo que vocês já conhecem. Disse que há diferença entre predestinação e eleição. Disse também que meu problema é que eu fui doutrinado pela Igreja Presbiteriana, a qual ele disse conhecer muito bem, e que por isso mesmo está onde está, visto que não foi por ela convencido. Eu falei para ele que não dava pra discutir com uma pessoa que parte dos pressupostos errados. Sugeri-lhe que estudasse os termos gregos (já que ele gosta tanto dos originais!) para eleição e predestinação. Perguntei-lhe também se ele consegue encarar textos como Romanos 9 assim, "numa boa". &lt;em&gt;"Seu problema é que você se baseia em textos isolados"... "Não sirvo a Calvino, sirvo a Deus"&lt;/em&gt;; gritou ele quando eu já distava uns cinquenta metros. Sim, deixei ele falando sozinho.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Infelizmente, esse irmão é somente mais um dentre tantos que confundem liberdade cristã com libertinagem (“licença” para pecar) – o que acaba se tornando um dos argumentos preferidos dos não-calvinistas contra o calvinismo, uma vez que somos acusados de nos esconder na predestinação e na perseverança dos santos, usando-as como pretexto para o pecado. Nada mais longe da verdade. É nessas horas que devemos exercitar o amor para com os fracos (cf. Rm 14). E eu diria que deixar ele falando só naquele momento foi, em alguma medida, uma prova de amor. Procurá-lo depois para esclarecê-lo e ajudá-lo pode ser outra ainda maior. Espero que assim seja.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Soli Deo Gloria!&lt;br /&gt;&lt;i&gt;___________________________________________________________&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;* Muito embora eu tenha certeza de que, mesmo sem entender a liberdade cristã, meu acompanhante ignoraria sua própria ignorância e mataria logo sua fome. =p&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-3359994924561658245?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/3359994924561658245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/dos-calvinistas-que-comem-despacho-de.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3359994924561658245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/3359994924561658245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/dos-calvinistas-que-comem-despacho-de.html' title='Dos calvinistas que comem “despacho” de macumba e bebem vinho'/><author><name>Leonardo Bruno Galdino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12588121248289893462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KUKZDOLTE4I/SvGCrenbu2I/AAAAAAAAARk/otL3Vjxut1Y/S220/3x4+estilizada.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-7891736183608466321</id><published>2011-06-27T06:24:00.000-03:00</published><updated>2011-06-27T06:24:00.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>O novo nascimento e o ato de crer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (1Jo 5:1)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duas coisas são absolutamente necessárias à salvação: a regeneração e o ato de crer em Jesus Cristo. Quanto à primeira, Jesus disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;“em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 3:3). E sobre a segunda, Paulo assegura &lt;b&gt;&lt;i&gt;“se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Rm 10:9). Portanto, não há que discutir sobre a importância fundamental, tanto da fé quanto da regeneração. Importa-nos, então, analisar como se dá o ato de crer e o novo nascimento, bem como a relação que existe entre eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que são fé e regeneração?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a obra &lt;u&gt;Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal&lt;/u&gt;, &lt;i&gt;“fé é a atitude de nossa dependência confiante e obediente em Deus e na sua fidelidade”&lt;/i&gt;. Assim, crer em Jesus é confiar plenamente em Sua pessoa e depender unicamente de Sua obra para a salvação. Nos aspectos da salvação, a fé é parte da conversão, pois &lt;i&gt;“arrependimento e fé são os dois elementos essenciais da conversão”&lt;/i&gt; (Idem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma obra diz que &lt;i&gt;“regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior”&lt;/i&gt;. O professor Antonio Gilberto explica que &lt;i&gt;“regeneração é o ato interior da conversão, efetuada na alma pelo Espírito Santo. Conversão é mais o lado exterior e visível da regeneração. Uma pessoa verdadeiramente regenerada pelo Espírito Santo é também convertida”&lt;/i&gt; (&lt;u&gt;Teologia Sistemática Pentecostal&lt;/u&gt;). Concluímos que nascer de novo é ser vivificado, passar da morte espiritual para a vida no Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que vem primeiro: fé ou regeneração?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a regeneração precede a fé fica claro pela simples leitura atenta do verso bíblico que encabeça este artigo. O texto não diz algo semelhante a &lt;i&gt;“todo aquele que crê... nasce de Deus”&lt;/i&gt;, mas afirma que &lt;b&gt;&lt;i&gt;“aquele que crê... é nascido de Deus”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. O verbo nascer está no tempo perfeito, que no &lt;i&gt;“grego corresponde ao perfeito na língua portuguesa, e descreve uma ação que é vista como tendo sido completada no passado, uma vez por todas, não necessitando ser repetida”&lt;/i&gt; (Strong). O verbo crer, por sua vez, está no presente, sendo que &lt;i&gt;“o tempo presente representa uma simples declaração de um fato ou realidade, observada como algo que ocorre neste momento”&lt;/i&gt; (Idem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verso 4, novo nascimento e fé são novamente colocados nesta ordem. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Jo 5:4). Outras ocorrências de &lt;i&gt;&lt;b&gt;“nascido de Deus”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; podem ser examinadas, para mostrar que o novo nascimento precede a todas as outras virtudes e ações mencionadas (1Jo 3:9; 4:7:5:18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se lermos atentamente as definições dadas pelos teólogos pentecostais para regeneração e fé, a conclusão natural é que esta sucede aquela. Segundo as obras citadas, a conversão é o aspecto exterior e visível da regeneração operada pelo Espírito, e portanto a conversão segue logicamente a regeneração. E a fé, segundo os mesmos autores, é um aspecto da conversão, sendo assim, a fé tem suas raízes na regeneração, pois somente &lt;b&gt;&lt;i&gt;“um coração novo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ez 36:26 cf. Dt 30:6) pode amar e crer no Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem opera o novo nascimento e dá a fé?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o evangelho chega aos homens, encontra-os &lt;b&gt;&lt;i&gt;“mortos em suas transgressões e pecados”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 2:1 NVI). A já mencionada &lt;u&gt;Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal&lt;/u&gt; declara que &lt;i&gt;“os não salvos vivem na morte espiritual”&lt;/i&gt;. Um morto não pode crer, para isso precisaria antes voltar a viver. Mas um morto tampouco pode reviver a si mesmo. Resumindo, um morto não pode fazer nada, senão permanecer morto. Depende inteiramente de outro alguém para trazê-lo de volta à vida e dar-lhe capacidade de crer. E esse alguém é Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo escreve &lt;b&gt;&lt;i&gt;“estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 2:5). O agente do novo nascimento é &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1Pe 1:3). Por ser uma obra soberana, não exercício da vontade humana nesse processo, pois os nascidos de novo &lt;b&gt;&lt;i&gt;“não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 1:13). De fato, &lt;i&gt;&lt;b&gt;“segundo o Seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Tg 1:18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tampouco é capaz de crer por si mesmo. Jesus disse &lt;b&gt;&lt;i&gt;“ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Jo 6:44). Com isto concorda a &lt;u&gt;Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal&lt;/u&gt; ao dizer que &lt;i&gt;“não podemos exercer a fé salvífica à parte da capacitação divina”&lt;/i&gt;. Isto por devido a questão bem simples: a fé não é inerente ao homem, é dom de Deus. &lt;b&gt;&lt;i&gt;“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (Ef 2:8). A fé é gerada pelo Espírito quando somos &lt;i&gt;&lt;b&gt;“regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (1Pe 1:23), &lt;i&gt;&lt;b&gt;“de sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Rm 10:17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do exposto podemos concluir que o homem, estando morto e incapacitado pelo pecado, não é capaz de fazer nada por si mesmo, mas o Espírito Santo abre os seus ouvidos para ouvir e renova o seu coração para crer, mediante a pregação do evangelho. Desse modo, a salvação é, toda ela, atribuída ao Senhor, único a receber glória pela redenção de todos quantos crêem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="text-decoration: none; color: rgb(93, 63, 21); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-7891736183608466321?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/7891736183608466321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/o-novo-nascimento-e-o-ato-de-crer.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7891736183608466321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7891736183608466321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/o-novo-nascimento-e-o-ato-de-crer.html' title='O novo nascimento e o ato de crer'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-4153456678304679435</id><published>2011-06-25T12:04:00.001-03:00</published><updated>2011-06-25T13:09:41.413-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Vargas Jr.'/><title type='text'>Não, não faça como Armínio!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Li algo no Facebook (que, aliás, é mesmo, como me disse alguém, uma invasão de privacidade) algo que me deixou estarrecido:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;h5&gt;Faça como Armínio, leia Calvino!&lt;/h5&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Depois da leitura das Escrituras..., e mais do que qualquer outra coisa,... eu recomendo a leitura dos Comentários de Calvino ... Pois afirmo que na interpretação das Escrituras Calvino é incomparável, e que seus Comentários são &lt;strong&gt;mais valiosos do que qualquer coisa que nos tenha sido legada nos escritos dos pais&lt;/strong&gt; — tanto assim que atribuo a ele um certo espírito de profecia no qual &lt;strong&gt;ele se encontra em uma posição distinta&lt;/strong&gt; acima de outros, acima da maioria, na verdade, &lt;strong&gt;acima de todos&lt;/strong&gt;.&amp;quot; (Segundo citado pelo &lt;a href="http://emdefesadagraca.blogspot.com/2011/01/faca-como-arminio-leia-calvino.html"&gt;blog&lt;/a&gt;, a fonte atribui autoria da afirmação a Armínio e é uma “&lt;em&gt;Carta escrita a Sebastian Egbertsz, publicada em P. van Limborch e C. Hartsoeker, Praestantium ac Eruditorum Virorum Epistolae Ecclesiasticae et Theologicae (Amsterdam, 1704), nº 101&lt;/em&gt;”. Os grifos meus.)&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É claro que posso repetir o início da nota. Não só recomendo a leitura de Calvino como o reputo como um grande entre os grandes. E é justamente aí que a nota se perde…&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aos pontos em grifo, convém afirmar que se Calvino é grande, ele o é por sua herança devida aos pais. Se valiosos são seus escritos, eles o são por valiosos serem os dos pais. Será impossível entender Calvino sem que se entenda os pais, de onde ele bebeu. Assim, se não podemos falar de Calvino como um anão sobre ombros de gigantes, devemos reconhecer que ele ainda assim se assenta sobre ombros de grandes para então se tornar um seu igual. Calvino não está acima de todos. Só um nome é sobre todos os nomes!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se a autoria da afirmação é mesmo arminiana, não é tanto algo que surpreenda. Ele foi capaz de dizer muitos erros em vida e aqueles que o seguem ainda os repetem. O que me incomoda é que calvinistas tomem a afirmação de Armínio como um algo sobre o qual se fiar. (Lembra-me muito aqueles pastores que chamam a ciência a provar a Palavra.)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mais de uma vez neste espaço reclamei da insensatez que faz de certas leituras idolatria. Critiquei com veemência a leitura acrítica de certos autores e a repetição temerária de suas ideias. Ainda que haja pouco o que retocar em Calvino, ele não merece uma leitura menos crítica e a repetição de suas ideias não pode ser do mesmo modo temerária. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sim, leia Calvino como Armínio o fez. Mas não. Não faça como Armínio. Não diga o que ele disse em tal carta nem o que disse em outros lugares. Antes, reconheça sua herança intelectual e apenas engrandeça um único nome. Antes repita Calvino onde Calvino é bíblico, como este repete os pais onde estes são retos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;SOLI DEO GLORIA!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-4153456678304679435?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/4153456678304679435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/nao-nao-faca-como-arminio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4153456678304679435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/4153456678304679435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/nao-nao-faca-como-arminio.html' title='Não, não faça como Armínio!'/><author><name>Roberto Vargas Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17691615122660597136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-G8pzvofjWvs/TkhFH6EiFzI/AAAAAAAABR4/diEXObRndLM/s220/100_4946.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-8355204621685953413</id><published>2011-06-20T14:10:00.000-03:00</published><updated>2011-06-20T14:10:32.606-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Quando a perseguição chega</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7WFyLCBYey4/Tf99BfjhR7I/AAAAAAAAAE8/rFFuCTIuAIY/s1600/missao-portas-abertas1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-7WFyLCBYey4/Tf99BfjhR7I/AAAAAAAAAE8/rFFuCTIuAIY/s1600/missao-portas-abertas1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra.&lt;/i&gt; At 8:3-4&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perseguição é uma palavra quase sem sentido para uma igreja ufanista&lt;/b&gt;, mais habituada a termos como vitória, prosperidade, sonhos e sobre ser cabeça e não cauda. Quando eventualmente se fala de perseguição, logo se diz "despreze e zombe do inimigo enquanto ele foge" e assegura-se que "quem jogou pedras nem se lembra de você, quem te viu e quem te vê, está na plateia de camarote, aplaudindo você vencer".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perseguição é a realidade de 100 milhões de cristãos&lt;/b&gt;, segundo a missão &lt;a href="http://portasabertas.org.br/"&gt;Portas Abertas&lt;/a&gt;. Em muitos países muçulmanos, budistas e ateístas, crer em Jesus é a maneira mais segura de ser expulso e denunciado pela família, ser espancado e morto ou ser jogado numa prisão. Tais pessoas desconhecem um tal evangelho da saúde e prosperidade, vivem um evangelho de provação e testemunho, não raro ao custo da própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perseguição é um catalizador da evangelização e da vida cristã genuína&lt;/b&gt;. A comodidade leva à acomodação. A perseguição força a ação. Foi assim quando Paulo ainda era Saulo. Foi assim ao longo da história da igreja. É assim hoje. Sempre que a igreja é dispersada, os dispersos falam da Palavra de Deus por onde passam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perseguição é uma coisa que faz falta à igreja brasileira. &lt;/b&gt;Uma igreja perseguida não perde tempo com coisas deste mundo, mas se apega à esperança da volta de Jesus. Em uma igreja sob perseguição, a teologia da prosperidade não vinga. E se algum Gondim convidasse pastores para ouvir sobre a volta de Jesus como "um horizonte utópico", não encontraria audiência alguma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-8355204621685953413?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/8355204621685953413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/quando-perseguicao-chega.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8355204621685953413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8355204621685953413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/quando-perseguicao-chega.html' title='Quando a perseguição chega'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7WFyLCBYey4/Tf99BfjhR7I/AAAAAAAAAE8/rFFuCTIuAIY/s72-c/missao-portas-abertas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-389947456600472904</id><published>2011-06-17T09:39:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T09:39:30.663-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Vargas Jr.'/><title type='text'>Da (in)dignidade humana</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Lembro bem do mote: “Matar [nossos semelhantes] é errado e Deus nada tem com isso”. A discussão era epistemológica e, neste ponto, versava sobre a racionalidade da crença “matar é errado”. Ampliando o contexto, o que se afirma é a dignidade humana como uma crença racional, sem que se precise de fé. Mas é frustrante construir ética sem metafísica.  &lt;p align="justify"&gt;Nosso mundo, porém, que já pouco tem de racional, esqueceu-se por completo da metafísica. Esqueceu-se, ainda mais, de fundar suas crenças no absoluto Deus, porto seguro de toda razão. Não é de se estranhar que, já que é assim, o discurso da dignidade humana perca seu sentido e fale de alguma outra coisa, menos de homens e, se ainda pretende dignidade, não é a destes.  &lt;p align="justify"&gt;Uma ação judicial divulgada na &lt;a href="http://luisnassif.com/profiles/blogs/preto-fedorento-que-saiu-do"&gt;mídia &lt;/a&gt;é exemplo desta inversão. Alguém se dirigiu a outro alguém nos seguintes termos: “Você é um preto fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson”. Segundo divulgado, a ação é de “injúria com conotação racial”. Não conheço a fundamentação legal e, aqui, não me importo tanto com ela. Isto é, talvez a ênfase legal recaia em “injúria”. Mas o que se divulga é uma ênfase que incide sobre “racial”.  &lt;p align="justify"&gt;Digam-me: qual a pior ofensa? “Você é um preto fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson” ou “Você é um gordo fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson” ou “Você é um idiota fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson” ou, para chegar onde realmente intento, “Você é um branco fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson”?  &lt;p align="justify"&gt;Por que fazer celeuma maior que a devida quanto ao “preto”? Terá se ofendido o ofendido por isso? Ou será que o desrespeito merece punição por ser desrespeito? Está certo, compreendo que a “conotação racial” seja tida por agravante, dado o histórico de nossas sociedades. Mas, ora, bem fariam aqueles que nasceram com mais melanina deixar qualquer complexo de inferioridade e suas desculpas de lado. Conheço negros que se orgulham por serem homens, na medida em que um homem pode se orgulhar por ser o que é, não por sua cor. Conheço negros que não se intimidam com a maldade alheia, mas seguem seu caminho em busca de fazer melhor.  &lt;p align="justify"&gt;E por que deveríamos nos orgulhar por acidentes, não por nossa essência? Por que deveríamos nos intimidar pela maldade com que os homens se tratam? É aqui que devo voltar indiretamente à metafísica e afirmar a base racional da dignidade humana: a&lt;em&gt; imago Dei&lt;/em&gt;. É aqui que devo voltar ao revelado e entender que a maldade humana é a consequência da perversão desta imagem.  &lt;p align="justify"&gt;O preto que é chamado de preto ou o branco que assim é nomeado deveria olhar ao que o chama ou nomeia com a indiferença do óbvio. Nossa sociedade deveria deixar de lado paliativos e agir em função do que é de fato relevante. Pois a ofensa a homens é o que é verdadeiramente ofensa. A dignidade é humana, independente de cores. E o mesmo vale para outras faces desta mesma realidade. Não existem grupos de homens que sejam mais humanos que outros. A proteção dita a minorias só faz alimentar e oficializar uma diferença que não existe.  &lt;p align="justify"&gt;O conhecimento de Deus e de si mesmo é a verdadeira sabedoria e o fundamento de toda razão. Num mundo que se esquece de Deus, no entanto, não é difícil que se esqueça também de que é o homem. E se não sabemos quem somos, todo discurso sobre a dignidade do homem não fará menos que pervertê-la em indignidade humana.  &lt;p align="justify"&gt;SOLI DEO GLORIA!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-389947456600472904?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/389947456600472904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/da-indignidade-humana.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/389947456600472904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/389947456600472904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/da-indignidade-humana.html' title='Da (in)dignidade humana'/><author><name>Roberto Vargas Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17691615122660597136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-G8pzvofjWvs/TkhFH6EiFzI/AAAAAAAABR4/diEXObRndLM/s220/100_4946.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-8112321552789351406</id><published>2011-06-15T16:47:00.008-03:00</published><updated>2011-06-16T14:57:54.930-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Galdino'/><title type='text'>Jesus, Paulo e os mortos do “Horizonte Utópico”</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Em minha última postagem (&lt;a href="http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/o-herege-e-seus-discipulos-ou-como-fui.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) fui duramente criticado pelos defensores de um certo herege tupiniquim que há muito descambou (se no corpo ou fora do corpo eu não sei) para o liberalismo teológico. Disseram que me faltou amor em lidar com ele (e com quem a ele se alinha), e eu precisei explicar que é justamente por amar – novamente digo: a Deus primeiramente, e consequentemente ao próximo – que eu disse o que disse, e &lt;em&gt;não me arrependo&lt;/em&gt; de assim tê-lo feito. Ora, Jesus chamou os fariseus de nada menos do que “raça de víboras”; Paulo chamou os hereges de sua época de “lobos vorazes”; e Pedro os chamou de cães e porcos, somente para citar uns poucos exemplos. Sobre essa questão do amor, recomendo aos leitores o excelente post do Rev. Augustus Nicodemus (&lt;a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2011/06/e-sempre-uma-falta-de-amor-criticar-e.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Daqui a pouco volto com uma interessante colocação de Calvino sobre essa questão. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Voltando ao herege, alguns amigos me recomendaram a deixá-lo pra lá; que não vale a pena ficar discutindo sobre ele, pois isso só lhe aumenta a popularidade (é o tal do “falem bem, falem mal, mas falem de mim”). Inclusive um mais chegado me recomendou a deixar os mortos enterrarem seus próprios mortos, conselho que eu vinha seguindo meio que à risca. Só que meus dedos e meu estômago (principalmente este) se inquietaram diante de um vídeo no qual o herege que rima com tupiniquim destila um veneno mais mortal ainda, em sua aberta negação da segunda vinda de Cristo como fato histórico – o que, no fim, das contas, é uma negação da parousia em todos os aspectos. Se alguém duvida, clique &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ihP-U4q53eY&amp;amp;feature=player_embedded" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Mas só clique se realmente você tiver estômago para ouvir o que ele diz lá. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Visto que mal de estômago é algo que realmente incomoda aqueles que amam a Verdade (cf. Timóteo, hehe!), vou poupar meus queridos leitores de verem o vídeo na íntegra. Abaixo, transcrevo algumas falas heréticas do nosso herege nacional.&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;- Eu não creio na volta de Cristo do tipo “eu creio que Jesus vai voltar hoje”; mas eu creio na volta de Cristo como um &lt;strong&gt;modelo motivador&lt;/strong&gt; das ações da igreja para que se cumpra o reino de Deus entre os homens. &lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Aos 5min e 25ss. Negrito meu. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;- O que é a mensagem da volta de Cristo? É &lt;strong&gt;tirar a gente desse conforto de que Cristo volta e resolve todos os problemas do mundo e nos jogar na direção da construção do reino de Deus entre os homens&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nesse momento alguém o interrompe e diz: “em vez de ser um anestésico passa a ser um estimulante?”, ao que ele responde: “Estimulante. &lt;strong&gt;Por que Paulo combate isso na igreja dos Tessalonicenses. Ora, se Cristo vai voltar, pra que eu vou trabalhar?&lt;/strong&gt; Se Cristo vai voltar, pra que que eu tenho que lutar contra a escravatura?” [etc.]…&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Dos 8min e 30ss em diante. Negritos meus.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Devo parar por aqui.  Se quiserem embrulhar seus estômagos por si mesmos, fiquem à vontade e vejam lá o vídeo. Mas selecionei as falas supracitadas para justificar o título do post, e também para dar uma breve satisfação aos colegas que sugeriram que fizéssemos críticas mais específicas ao herege, pelo que segue uma breve.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O herege lança mão de um expressão usada por Jurgen Möltmann, um teólogo alemão liberal do século XX, para embasar sua interpretação da parousia. A expressão é “horizonte utópico”, que, como o próprio nome sugere, afirma ser mera utopia as promessas de Cristo quanto a uma segunda vinda literal e histórica – algo que lembra e muito a tal “demitologização” proposta por Bultmann (com a diferença de que Bultmann, em minha opinião, sabia ser herege). O “único” problema com essa perspectiva é que ela simplesmente não é bíblica. Não preciso ler a &lt;em&gt;Teologia da Esperança&lt;/em&gt; de Möltmann para me certificar de que nada existe de esperançoso em sua proposta, que o nosso herege nacional abraçou. Fico até consternado em ter que provar biblicamente o desvario desse irresponsável teológico, mas aqui seguem alguns textos em que o próprio Jesus afirma sua segunda vinda literal (versão da NVI):&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Mt 16.27: &lt;em&gt;Pois &lt;strong&gt;o Filho do homem virá na glória de seu Pai&lt;/strong&gt;, com os seus anjos, e então recompensará a cada um de acordo com o que tenha feito.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Mc 8.38: &lt;em&gt;Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, o Filho do homem se envergonhará dele &lt;strong&gt;quando vier na glória de seu Pai&lt;/strong&gt; com os santos anjos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Lc 21.33-35: &lt;em&gt;O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão. Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente. &lt;strong&gt;Porque ele virá&lt;/strong&gt; sobre todos os que vivem na face de toda a terra.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Jo 14.1-3: &lt;em&gt;Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, &lt;strong&gt;voltarei e os levarei para mim&lt;/strong&gt;, para que vocês estejam onde eu estiver&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Ap 22.12: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eis que venho em breve!&lt;/strong&gt; A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ora, se o horizonte que Jesus estabeleceu ao falar da sua segunda vinda é mesmo “utópico”, como querem os hereges alemão e brasileiro (e tantos outros ao redor do mundo), então o próprio Cristo ficará fora do reino que ele mesmo construiu, uma vez que, como ele mesmo afirma, &lt;em&gt;“fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;e todos os que amam e praticam a mentira&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (Ap 22.15). Logo, seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem – especialmente esses hereges (cf. Rm 3.4). &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas o que mais me espantou de fato foi que o herege não foi apenas herege, mas um baita de um mau leitor (pra não dizer outra coisa!). Ele resolveu apelar para Paulo, como se o apóstolo fosse mesmo trair Seu Mestre em prol de um falso mestre. Ele diz que Paulo tinha em mente o tal “horizonte utópico” quando combateu o ócio dos tessalonicenses (em 2 Ts 3.10), que estavam, segundo o herege, se fiando na expectativa do retorno (literal) de Cristo. Só que o engano dos tessalonicenses não foi o de que Cristo ainda vai voltar, e sim o de que a &lt;em&gt;parousia&lt;/em&gt; já havia ocorrido (cf. 2 Ts 2.1-11). Será que seria pedir demais ao herege que ele leia antentamente o contexto mais amplo da passagem, ainda que dele não venha tirar nenhum proveito para suas monstruosidades teológicas? E mais: se Paulo realmente pregou um “horizonte utópico” ele deverá fazer companhia ao “Cristo” mentiroso, que nos deu utopias para crer.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É por essas e outras que repito: não posso amar esses hereges, porque eles insultam violentamente o Deus das Escrituras. Não dá para ter paz com quem promove a confusão dentro da igreja. E aqui termino com o que disse Calvino sobre essa questão do amor, conforme prometido supra. Trata-se de um trecho do seu comentário a Rm 12.18 (“se possível, quanto a depender de vós, tende paz com todos os homens”):&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Que não nos esforcemos por conquistar o favor humano de maneira tal que nos esquivemos de incorrer no ódio de alguém por amor a Cristo, como às vezes se faz necessário. [...] É conveniente que toleremos muito, perdoemos as ofensas e voluntariamente suportemos o extremo rigor da lei por amor à paz, contanto que estejamos preparados para lutar corajosamente, como às vezes nos é requerido. Os soldados de Cristo não podem gozar de perene paz com o mundo, porque este é governado por Satanás.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Não somente não quero, como também não posso gozar de perene paz com os hereges, porque estes são governados por Satanás, e não por Cristo. Mas devo me prontificar em suportar, no temor do Senhor e por Sua Graça, a sanha daqueles que vivem a bajular os que propagam a mentira, ainda que se trate de gente morta. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Que Deus nos ajude!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Soli Deo Gloria!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-8112321552789351406?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/8112321552789351406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/jesus-paulo-e-os-mortos-do-horizonte.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8112321552789351406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8112321552789351406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/jesus-paulo-e-os-mortos-do-horizonte.html' title='Jesus, Paulo e os mortos do “Horizonte Utópico”'/><author><name>Leonardo Bruno Galdino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12588121248289893462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KUKZDOLTE4I/SvGCrenbu2I/AAAAAAAAARk/otL3Vjxut1Y/S220/3x4+estilizada.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-1134557641807691532</id><published>2011-06-10T14:09:00.001-03:00</published><updated>2011-06-10T14:09:45.126-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Galdino'/><title type='text'>O herege e seus discípulos (ou, como fui salvo de Ricardo Gondim)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A mais recente carta que a liderança do Jovens da Igreja Betesta em São Paulo escreveu em apoio ao seu pastor, Ricardo Gondim (&lt;a href="http://cartaabertajb.blogspot.com/2011/06/ao-ricardo-gondim.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), me deixou assustado. A influência que um falso mestre pode exercer no seio de uma igreja é algo realmente assustador; um verdadeiro câncer que, paulatina e silenciosamente, corrói a alma dos desavisados. Mas antes de destilar mais críticas, preciso fazer uma confissão. Volto já.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-6a0A9AjC710/TfJPzdm8sKI/AAAAAAAAAgE/1huEjGBtNCY/s1600-h/1RICARDO-Gondim-0001%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="1RICARDO-Gondim-0001" border="0" alt="1RICARDO-Gondim-0001" align="right" src="http://lh3.ggpht.com/-gfSHT6gAYBg/TfJP0bTfTgI/AAAAAAAAAgI/YaCyB0-_ySQ/1RICARDO-Gondim-0001_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="244" height="184"&gt;&lt;/a&gt;Por um bom tempo o Gondim foi o meu escritor/pensador evangélico favorito. Conheci sua pena através da Revista Ultimato (da qual ele foi recentemente convidado a &lt;a href="http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=66&amp;amp;sg=0&amp;amp;id=2406"&gt;“des-continuar”&lt;/a&gt; um trabalho que já durava vinte anos), e não quis mais parar de lê-lo. Aliás, minha motivação maior em ler a referida revista era por causa dos artigos de sua autoria. “Inspiradores”, era o que eu pensava dos seus textos. Li muitos dos seus livros, dentre os quais eu destaco &lt;em&gt;É proibido: o que a Bíblia permite e a igreja proíbe &lt;/em&gt;(um marco na vida de muitos crentes);&lt;em&gt; Artesãos de uma nova história&lt;/em&gt;;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Orgulho de ser evangélico. &lt;/em&gt;Aliás, foi dele o primeiro livro evangélico que comprei: &lt;em&gt;Fim de Milênio: Os perigos e desafios da pós-modernidade na igreja&lt;/em&gt; (Abba Press, 1996). Eu também ouvia diariamente pregações suas numa rádio (não lembro qual), e as gravava em fita cassete. Eu gostava tanto do Ricardo Gondim que dois amigos meus passaram a me chamar de RG. “RG? Do que esses caras estão falando, hein?”. É, demorou pra cair a ficha. Até que, como diria Cazuza, “a emoção acabou”…  &lt;p align="justify"&gt;Voltei (ufa!). Por pura Providência, a época em que a emoção esmaecia coincidiu (eu falei “coincidiu”? Mercy, oh Lord!) com a época em que eu estava descobrindo a teologia reformada. E foi exatamente aí que eu passei a desconfiar de certos apelos que o Gondim fazia em seus textos – seus termos melosos, sua argumentação puramente emotiva e todo o resto que vocês já sabem. Como a tarefa de linkar todas as heresias que já li dele seria por demais hercúlea, contento-me em citar apenas um artigo de sua lavra que me abriu os olhos para o terreno movediço em que eu estava pisando. Trata-de do artigo &lt;em&gt;Proposta de um credo&lt;/em&gt;, publicado em uma das edições de Ultimato (&lt;a href="http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/291/proposta-de-um-credo"&gt;aqui&lt;/a&gt;), onde ele endossa aquilo que mais tarde eu conheceria por Teologia Relacional. Aproximei-me do texto como admirador, e voltei dele estarrecido com o que lia – mesmo não sendo esse o seu texto mais tortuoso. &lt;em&gt;“Creio que Deus soberanamente decidiu abrir mão de parte de sua onipotência quando criou seres à sua imagem e semelhança”&lt;/em&gt;, dizia ele. Alguns dias depois, Gondim escreveria um polêmico texto sobre o tsunami que devastou o leste asiático no final de 2004 (clique &lt;a href="http://www.monergismo.com/textos/sofrimento/tsunami_gondim_eros.htm#1n"&gt;aqui&lt;/a&gt;, porque este &lt;a href="http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=61&amp;amp;sg=0&amp;amp;form_search=&amp;amp;pg=1&amp;amp;id=958"&gt;aqui&lt;/a&gt;, curiosamente, não funciona), onde não somente a onipotência, mas também a onisciência divina seria negada. Só que desse texto eu só tomei conhecimento muito tempo depois de ter sido escrito.  &lt;p align="justify"&gt;Quando li um artigo que o Augustus Nicodemus escreveu para a mesma Ultimato sobre a Teologia Relacional (&lt;a href="http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/293/teologia-relacional-um-novo-deus-no-mercado/augustus+nicodemus"&gt;aqui&lt;/a&gt;), logo passei a associar as denúncias dele às propostas do Gondim. Eu dava os meus primeiros passos na fé reformada, e aquele era um tema crucial. Um Deus que não é soberano? Estranho isso… Finalmente, fui alertado por um amigo que Gondim era adepto da Teologia Relacional. E foi exatamente isso o que eu ouvi mais tarde da boca do próprio Augustus, numa ocasião em que ele pregou na igreja em que eu passei a congregar (saí de uma batista e fui pra uma presbiteriana) – uma exposição na 2ª carta de João, que trata exatamente de como os falsos mestres devem ser tratados. Aquilo que muitos chamariam de “anti-ético” da parte do Augustus eu definiria como amor: amor pela Igreja de Cristo, a qual foi comprada com Seu sangue. Amor que anda em conformidade com a Verdade, como somos ensinados por Paulo (Ef. 4.15).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-F3ohZ23OEyY/TfJP1GOSz4I/AAAAAAAAAgM/4GdQlDTtgE0/s1600-h/gondim-300x211%25255B15%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto; display: block; float: none" title="Aquela escada por tr&amp;aacute;s dele... onde ser&amp;aacute; que vai dar, hein?" alt="Aquela escada por tr&amp;aacute;s dele... onde ser&amp;aacute; que vai dar, hein?" src="http://lh5.ggpht.com/--EkkNFDN4Ws/TfJP18XrLEI/AAAAAAAAAgQ/-NdO1fdwBhQ/gondim-300x211_thumb%25255B13%25255D.jpg?imgmax=800" width="259" height="185"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Aí me vem esses jovens da Betesta em defesa de um cara que precisa negar a Verdade para afirmar o amor! &lt;em&gt;“Não temos medo de pensar. Temos medo de não amar”&lt;/em&gt;, disseram eles na primeira defesa, em 2007 (&lt;a href="http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=92&amp;amp;sg=0&amp;amp;id=1567"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Pergunto aos tais: “não amar” o que? O deus limitado do Gondim? Um deus que se faz menor que suas criaturas? Pois saibam que a este deus eu não amo e nunca temerei não amar! “Não terás outros deuses diante de mim”, diz o primeiro mandamento. Isso mesmo! Que dizer do deus do Gondim senão que ele é outro, e, portanto, um ídolo? Ah, o “não amar” se refere ao próximo, é isso? Tanto quanto pior! Pois se eu não possuo uma visão adequada de Deus eu também não posso ter uma visão adequada do homem (e vice-versa), a quem pretendo tomar como próximo. Por isso é que eu também afirmo que não tenho medo de não amar ninguém! &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E mais uma vez esses jovens resolveram adotar o discurso autocomiserado do seu mestre. &lt;em&gt;“O Gondim virou o herege da vez. O inimigo da vez. Nada mais mesquinho e estranho ao Evangelho - que nos convida a amar os inimigos, mas parece que o universo evangélico se especializou em produzir inimigos para odiá-los em comunhão”&lt;/em&gt;, dizem. Aliás, relativizar a verdade em prol de um amor que só existe na cabeça deles é praxe nesses grupos. Segundo eles, &lt;em&gt;“heresia pressupõe uma verdade absoluta. Na fé cristã essa verdade é o Amor, não uma doutrina ou um dogma”. &lt;/em&gt;E este é o motivo pelo qual eles não consideram seu mestre um falso mestre: a “não relativização” do amor. “&lt;em&gt;Por isso não consideramos o Ricardo Gondim um herege, pois nunca o vimos relativizar a revelação que Deus é Amor”&lt;/em&gt;. Para justificar o porquê disso eles apelam para a vida corporativa (ou seria vegetativa?) da igreja onde, dominicalmente, Gondim destila seu veneno.  &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quem conhece a Betesda e o Gondim sabe que ele prega todos os domingos na [sic] Bíblia e que proclama em alto e bom som a fé cristã: &lt;i&gt;Jesus é Deus encarnado, nascido de uma virgem por meio do Espírito Santo, morreu na cruz por amor de nós, a fim de nos salvar, e ressuscitou no terceiro dia vencendo a morte, estendendo a ressurreição a todos os homens e mulheres por meio da fé.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Notem que nada é dito sobre, por exemplo, a soberania de Deus, porque este é um conceito que eles e os demais relacionais, liberais e &lt;em&gt;et ceteras&lt;/em&gt; e tais! detestam. Isso pode ser facilmente explicado pela postura de Esquerda (socialista) assumida por eles. &lt;em&gt;“Heresia”&lt;/em&gt;, dizem, &lt;em&gt;“é uma palavra criada para tentar invalidar ideias opostas às ideias vigentes. Criar hereges é fonte de alianças maquiavélicas, para calar a boca de quem incomoda as maiorias, sempre poderosas”. &lt;/em&gt;E aqui eles alinham Gondim a Martin Luther King, dizendo que este &lt;em&gt;“também já foi acusado de herege pelos pastores poderosos de sua época - e libertou um povo oprimido, dando a eles direito à cidadania”&lt;/em&gt;. Talvez se eles conhecessem um pouco mais da “vida privada” do tal revolucionário seriam mais cautelosos na comparação. Somente para fazer justiça, apesar da minha aversão à postura do Gondim eu não creio que ele, a exemplo do Luther King, plagiou teses na universidade e tem relacionamentos extra-conjugais (leia &lt;a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2011/01/king-o-homem-e-o-mito.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) – embora teologicamente eles se pareçam. Mas o desvario desses jovens é tanto que resolveram alinhar seu mentor e Luther King a Lutero, os apóstolos e Jesus!  &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ele [Gondim] é um herege apenas para quem considera alguma doutrina e lei absolutas. Mas nesse caso, King, Lutero, os apóstolos e o próprio Jesus também eram, então o Gondim está em ótima companhia, e seguindo um excelente caminho.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quanta cegueira, meu Deus! Será que não percebem que defendendo seu mestre dessa forma tão estúpida estão indo contra o Mestre? Será que não percebem que alinhar Cristo e seus apóstolos a alguém que abertamente relativiza a Verdade e destrona a Jesus do seu patamar de Glória é blasfêmia? Será que não percebem que estão seguindo alguém que está imerso em sua própria incredulidade; um cego, guia de cegos?  &lt;p align="justify"&gt;Entendam, meu caros. Não é por pedantismo ou arrogância (ah, palavrinha mal entendida!) que digo essas coisas, mas por amor. Inicialmente, por amor a Deus e à Verdade; e também por amor àqueles que estão sendo levados por esse engodo chamado Gondim. Novamente apelando para a experiência comunitária, seus discípulos ainda alegam que &lt;em&gt;“a maior parte de seus acusadores e perseguidores nunca leu um livro que ele escreveu, ou um artigo, uma entrevista, nunca foi à um culto na igreja Betesda do Jardim Marajoara, em São Paulo – onde ele é pastor e prega todos os domingos – não conhece os membros da Betesda e não sabe quase nada sobre a história de vida do Gondim nem da Betesda. Apenas repete o discurso inflamado de seus líderes e pastores que vêem no livre-pensar do Gondim uma ameaça”. &lt;/em&gt;Bom, eu realmente nunca fui num culto da Betesda (nem quero ir) e não conheço os seus membros (a não ser pelo que escrevem, agora). Mas já li livros, artigos e entrevistas suficientes do Gondim para querer distância de suas ideias, e a história de vida dele – bem como a de qualquer um de nós – não tem poder algum para testemunhar contra ou a favor da Verdade, visto que, como dizia Calvino, ela sozinha pode manter-se de pé. Não escrevo de uma “torre-de-marfim calvinista”, como alguns podem me acusar. Também vim do pó e ao pó voltarei; sou humano e pequeno. Por isso mesmo é que me reconheço fraco e incapaz; sujeito à minha própria fraqueza. Não obstante, creio firmemente que o Cristo das Escrituras é poderoso para me guardar de todo tropeço e para me apresentar com exultação, imaculado diante da sua glória (Jd 24). É por esse motivo que, embora eu discorde frontalmente dos que defendem esse herege, devo dizer que ainda assim tenho compaixão por eles, no sentido de que oro para que Deus, em sua inaudita Graça, os livre desse laço, assim como um dia eu mesmo fui liberto das trevas e da ignorância a respeito dos atributos e da Pessoa do Eterno. Não posso crer que alguém que diminua tanto a Deus possa ser considerado alguém que O ama em Espírito e em Verdade. Não posso admitir genuína adoração e amor onde a Verdade não impera.  &lt;p align="justify"&gt;Por isso, se aqui cabe um conselho aos jovens da Betesda (e aos demais enfeitiçados), aqui vai:  &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno. &lt;/em&gt;1 Jo 2.24.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;De todos os autores neotestamentários, João talvez seja aquele que mais tenha tratado do tema &lt;em&gt;amor e verdade&lt;/em&gt;. Para ele esses são conceitos que não podem ser contrapostos nem divorciados, mas juntos dão todo o sentido à existência humana. Opiniões erradas sobre Deus, Jesus e o mundo não podem ser tomadas como “alternativas” à fé, e sim como afronta a ela. Por este exato motivo é que eu rechaço a proposta relacional do Gondim, visto que ela é, na realidade, toatalmente anti-relacional, no mais puro sentido redentivo da palavra. E, assim como um dia Deus me libertou de despencar nesse abismo, oro para que os jovens da Betesda também tenham os seus olhos abertos, antes que seus caminhos tomem um rumo totalmente irreversível.  &lt;p align="justify"&gt;Que Deus nos ajude!  &lt;p align="justify"&gt;Soli Deo Gloria!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-1134557641807691532?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/1134557641807691532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/o-herege-e-seus-discipulos-ou-como-fui.html#comment-form' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/1134557641807691532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/1134557641807691532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/o-herege-e-seus-discipulos-ou-como-fui.html' title='O herege e seus discípulos (ou, como fui salvo de Ricardo Gondim)'/><author><name>Leonardo Bruno Galdino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12588121248289893462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_KUKZDOLTE4I/SvGCrenbu2I/AAAAAAAAARk/otL3Vjxut1Y/S220/3x4+estilizada.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-gfSHT6gAYBg/TfJP0bTfTgI/AAAAAAAAAgI/YaCyB0-_ySQ/s72-c/1RICARDO-Gondim-0001_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-8376660840081317772</id><published>2011-06-07T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-06-07T00:03:22.700-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>Depravação: total, antiga e profunda</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;O   Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que   toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente   para o mal. (Gn 6:5)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: inherit; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;O texto bíblico apresenta o triste diagnóstico da humanidade nos dias de Noé. O pecado havia tomado proporções tais que &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra; e isso cortou-lhe o coração”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;   (Gn 6:6). A iniquidade se multiplicara grandemente. Porém, a maldade   manifesta nada mais era que a consequência de algo que estava no íntimo   de cada indivíduo, a depravação total, a qual afeta a todos os   descendente de Adão. Do verso em destaque podemos aprender que:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: inherit; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;A depravação humana é antiga, tanto historicamente quanto na experiência individual&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;.   Gênesis é o primeiro livro da Bíblia e apresenta os primórdios da   humanidade. E nessa época já descrevia a situação do homem como sendo   afetada drasticamente pelo pecado. Outro livro, talvez mais antigo que   Gênesis avalia o homem dizendo &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“que é impuro e corrupto, e que bebe iniqüidade como água”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;   (Jó 15:16). Desde que nossos primeiros pais pecaram, nossa natureza  foi  corrompida e sempre nos inclinamos para o que é contrário à vontade  de  Deus. Na história individual, não é diferente. A depravação se  manifesta  precocemente: &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“o seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Gn 8:21). O que Davi diz do ímpio pode ser dito dos homens em geral:&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; “erram o caminho desde o ventre; desviam-se os mentirosos desde que nascem”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Sl 58:3).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: inherit; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;A depravação humana é total&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;.   A totalidade da depravação é explicitada pelos termos “toda” e  “sempre”  e “somente”. Sempre refere-se ao tempo, o homem pensa o mal o  dia  todo.Todo inclui todos os desígnios de seu coração como sendo maus.  E  somente exclui qualquer capacidade de que ele outra coisa senão  pecar.  Depois de passar em revista todos os homens, Deus conclui que &lt;i&gt;“todos se  desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não  há nem um sequer”&lt;/i&gt; (Sl 14:3). Nenhum filho de Adão escapa dessa  avaliação negativa, Paulo demonstra &lt;i&gt;“que tanto judeus quanto gentios  estão debaixo do pecado”&lt;/i&gt; (Rm 3:9).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: inherit; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;A depravação humana é profunda.&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;   O texto descreve a maldade dos contemporâneos de Noé como incluindo   casamentos mistos e violência. Mas isso era a ponta do iceberg. A   depravação lança suas raízes no mais íntimo das pessoas. Os pensamentos   de seu coração é que eram maus e determinavam o comportamento iníquo. O   coração representa a essência do homem e dele é que procedem as   atitudes e comportamento humanos. O problema consiste em que  &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Jr 17:9) e é dele que &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“saem   os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades   sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;   (Mt 15:19). Sendo o coração a sede da depravação, todas as faculdades   do homem são por ela afetadas, de modo que nenhum aspecto da natureza   humana foge da corrupção que a assola.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: bold; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Sendo afeta a todos os homens, de todos os tempos e idades, a depravação torna o evangelho necessário&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;,  pois somente ele &lt;i&gt;“é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que  crê: primeiro do judeu, depois do grego”&lt;/i&gt; (Rm 1:16). Uma reforma exterior  ou uma mudança de atitude é ineficaz, além de impossível. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;“Será   que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas?  Assim  também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão  acostumados a  praticar o mal”&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; (Jr 13:23). É preciso mais que auto-determinação. É necessária uma transformação que comece no interior, no coração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: inherit; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;Porém,  essa mesma depravação que requer um poder atuante para que o homem seja  tirado dela&lt;/b&gt;  é, ela própria, um obstáculo à aceitação do evangelho. Pois  a pregação  precisa ser ouvida, entendida e recebida no coração. Mas o  homem, &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;a priori&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;   odeia o conteúdo e rejeita a loucura da pregação. Seus coração está   indisposto às coisas espirituais, seu ouvidos surdos para os convites do   evangelho, seus olhos cegos para perceber sua triste realidade e suas   mãos travadas para que não possa estendê-la a Deus. Estando o homem   neste estado, ou Deus faz tudo o necessário para salvá-lo ou ele não se   salvará de modo algum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: inherit; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;E  é isso que Deus faz.&lt;/b&gt; &lt;i&gt;“Darei a vocês um coração novo e porei um espírito  novo em vocês”&lt;/i&gt; (Ez 36:26) é a promessa feita. Essa renovação do coração  é imprescindível, pois &lt;i&gt;“com o coração se crê para justiça, e com a boca  se confessa para salvação”&lt;/i&gt; (Rm 10:10). Essa renovação do coração também  é chamada de novo nascimento e &lt;i&gt;“ninguém pode ver o Reino de Deus, se  não nascer de novo”&lt;/i&gt;  (Jo 3:3). Mas o novo nascimento é operado  exclusivamente por Deus, sem  o concurso da vontade humana, pois os  nascidos de novo &lt;i&gt;“não nasceram por descendência natural, nem pela  vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus”&lt;/i&gt;  (Jo 1:13).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: inherit; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;Temos  assim que a depravação é total por abranger todas as faculdades, de  pessoas e em todas as épocas.&lt;/b&gt;  Sua sede está no coração do homem e por  isso ele é incompletamente  incapaz de se livrar dela e fazer o bem  aceitável diante de Deus. O  único remédio para o homem é nascer de novo e  isto somente é possível  pelo poder de Deus, cuja operação é pela graça e  antecede qualquer ato  da vontade humana. Assim, toda glória pela  transformação de um  depravado num santo é devida unicamente a Deus!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Soli Deo Gloria &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; "&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="text-decoration: none; color: rgb(93, 63, 21); "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Cinco Solas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt; e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-8376660840081317772?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/8376660840081317772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/depravacao-total-antiga-e-profunda.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8376660840081317772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/8376660840081317772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/06/depravacao-total-antiga-e-profunda.html' title='Depravação: total, antiga e profunda'/><author><name>Clóvis Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09949933422988334754</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FTTHpNaN240/SutL38mzaFI/AAAAAAAAACw/0pk8TIB8s0M/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-7619772697375103655</id><published>2011-05-26T14:56:00.001-03:00</published><updated>2011-05-27T13:30:44.536-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allen'/><title type='text'>A obtusidade evangélica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;...&lt;i&gt;with Kuyper I believe that unless we press the crown rights of our King in every realm we shall not long retain them in any realm&lt;/i&gt;. Cornelius Van Til&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;...&lt;i&gt;com Kuyper eu acredito que a menos que imprimamos os direitos de coroa do nosso Rei em cada esfera, não mais manteremos tais direitos em qualquer esfera&lt;/i&gt;. CVT&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os acontecimentos recentes envolvendo rumos jurídicos, políticos e educacionais do Brasil - aprovação da união estável de homossexuais, discussões sobre o PLC 122/06 e a elaboração de um kit exaltando o homossexualismo a ser entregue para crianças na escola - provaram um ponto: os evangélicos são mestres em "entregar o ouro ao bandido". Por "evangélicos" aqui, pretendo ser o mais abrangente possível: reformados, pentecostais clássicos, neopentecostais, tradicionais... o raio! Em uma expressão de ecumenismo poucas vezes manifestada na história brasileira, os evangélicos dão as mãos para manifestar sua obtusidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Obviamente, há quem faça a diferença aqui e ali. Pela graça de Deus, algumas dessas manifestações até produzem resultados benéficos, como a recente vitória quanto à distribuição dos kits pró-homossexualismo para crianças. Provavelmente a vitória neste último item é estritamente a proibição da entrega de tais kits, pois a abordagem da bancada evangélica e os compromissos assumidos não honram o cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://noticias.gospelprime.com.br/files/2009/09/marcha-pra-jesus-florianopolis.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://noticias.gospelprime.com.br/files/2009/09/marcha-pra-jesus-florianopolis.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Os crentes: reivindicam o Brasil para Jesus em marchas, &lt;br /&gt;enquanto entregam o país a satanás no dia a dia&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Avaliando o cenário geral, creio que estamos colhendo o que plantamos, para usar a linguagem de Gl.6. Não cultivamos, em nosso país, a cultura de uma presença evangélica marcante no espaço público. Sempre caminhamos à margem da sociedade, em um discurso paralelo, ora de pessimismo, ora de triunfalismo. Levamos a declaração "o meu reino não é deste mundo" (Jo.18.36) ao extremo de desvincular absolutamente a obra de Jesus da realidade extra-eclesiástica. E assim seguimos apresentando na igreja assuntos desconectados da vida comum do povo - os assuntos "espirituais". Cheios de boa intenção, irmãos piedosos ficaram exclusivamente com a oração e evangelismo, entregando suas vidas a Deus, enquanto entregavam a satanás as demais esferas da sociedade, como a família, o Estado, a ciência e universidade, e as artes. A tragédia é que nem o evangelismo fizemos adequadamente, porque logo desviamos o foco do evangelho para o moralismo. Pagamos o preço por uma omissão cultural tão grande, que agora os ímpios pretendem nos dizer o que é a arte cristã - cf. a presença da Sony no mercado gospel, e a entrevista de Latino afirmando que pretende entrar no ramo - sem se converter, lógico.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Temos pecado. Ao entregar as esferas da vida a satanás - não digo intencionalmente, é apenas o que aconteceu em termos práticos - cavamos a cova na qual seríamos enterrados, criamos um cerco ao nosso redor, do qual precisamos nos livrar, mas não sabemos como. O que nos resta, agora, é retuitar mensagens de reclamação, postar alguma coisa em tom inconformado no facebook, e, talvez, fazer um abaixo assinado aqui ou ali - com pouca, ou nenhuma articulação consistente. Enquanto isso, o lobby gayzista ganha uma batalha após a outra, as estruturas de poder caminham para a iniquidade sem pensar duas vezes, a sociedade se acostuma com noções cada vez mais anticristãs, e a bancada evangélica no congresso mantém apenas o nome, sem pensar o Estado a partir da Bíblia e do evangelho.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que causou e tem causado tal omissão? Por que deixamos de imprimir a marca dos direitos reais de Jesus sobre o todo da vida? Que forças nos têm levado à obtusidade? Penso que, em uma rápida listagem, pelo menos cinco itens precisam ser considerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1 A fraqueza bíblico-teológica da igreja&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A nascente da irrelevância evangélica - embora o termo "relevância" seja muito querido em nossos arraiais - está em nosso modo de lidar com a Bíblia. Conquanto o discurso fale bem da Palavra de Deus, a prática revela desconhecimento e descaso para com o Livro Sagrado. Os pentecostais e neopentecostais diminuíram a autoridade da Escritura diante das experiências, e os reformados e tradicionais reduziram tal autoridade em face das tradições. A Bíblia passou a ser vista pelo povo evangélico como um livro de receitas, um manual pragmático para lidar com situações pontuais, normalmente relacionadas ao contexto específico da igreja, ou ao que chamamos de "vida espiritual".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os resultados desta aproximação da Escritura são estudos fracos do texto, exegese pobre (quando há), hermenêuticas diversas sem objetivos fiéis, e o despreparo de várias gerações diante do todo da vida. Sabemos encontrar o livro e o versículo, mas não sabemos fazer a correlação entre o conteúdo bíblico e a integralidade de nossa experiência presente. A Bíblia nem mesmo continuou sendo percebida como a história da redenção promovida pelo Pai, por meio de Jesus, no poder do Espírito - as reuniões de pequenos grupos e estudos bíblicos hoje lêem o texto e perguntam: "o que isso significa para você?", desprezando a interpretação em termos do contexto redentivo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A reflexão teológica foi deixada em segundo plano, como obra de pessoas frias e sem o Espírito, e com isso entregamos a nossa alfabetização teológica a seres despreparados (talvez com boa retórica, apenas). É fácil notar: muitas igrejas não possuem uma teologia do culto definida - e assim adotam o que aparecer como algo inovador ou "relevante" - , não possuem uma teologia da adoração definida - e assim transitam entre esquemas opostos de oração, cânticos, leitura e vida cristã -, não sabem o que é uma teologia da cultura - relacionando-se com o mundo e a vida na base de critérios moralistas, e por aí vai. Pergunte para o membro comum de sua igreja se ele sabe definir essas questões de acordo com o ensino ali apresentado - talvez tal ensino nem exista.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sem estrutura bíblica e teológica, o povo evangélico vive à deriva, incapaz de articular qualquer coisa além de alguns "passos para a vitória" , ou algumas "leis espirituais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://noticias.gospelmais.com.br/files/2011/04/marcha-para-jesus-paraiba.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://noticias.gospelmais.com.br/files/2011/04/marcha-para-jesus-paraiba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O símbolo da espiritualidade evangélica &lt;br /&gt;é sintomático: olhos fechados&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;2 A presença de dicotomias/dualismos na compreensão cristã&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Caminhando a partir da base mal formada do pensamento evangélico nacional, seguimos para o edifício mal construído. O seu primeiro andar traz uma visão fragmentada da realidade: ela está dividida entre o espiritual e o natural, o sagrado e o secular, e o público e o privado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tais dualismos promovem uma interação conflituosa com a cultura (e o todo da vida). Valorizamos os momentos e as práticas relacionadas à igreja: evangelismo, oração... isso é espiritual. E desprezamos o estudo, a reflexão, o voto, o lazer, as artes, a natureza do Estado, etc... isso é natural, e portanto está fora do reino cristão. Como a maior parte da vida - para as pessoas normais - é vivida fora do âmbito da igreja, na cultura, ficamos desarmados em "território inimigo" - entregamos o universo à natureza, e vivemos no mundo dela, como se houvesse um espaço neutro, isento de influência "espiritual", no qual as pessoas vivem, e com as quais nos relacionamos na mesma base "natural".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dividimos a realidade entre o sagrado e o profano. Nesta base, apenas nos interessamos pelas atividades e objetos sagrados, como a música gospel (?), as publicações evangélicas e &lt;i&gt;tutti quanti&lt;/i&gt;. Deixamos de lado as coisas e ações que não trazem o nome "evangélico" ou algo do tipo, ora opondo-nos ao que não é cristão, ora simplesmente ignorando o que acontece à nossa volta. É assim que os crentes se tornam ilhados e alienados. Enquanto os pais cristãos apenas ficam preocupados com o novo cd de músicas gospel infantis, os seus filhos estão sendo alimentados na escola com o que há de mais elaborado para a sua secularização e destruição de quaisquer resquícios judaico-cristãos presentes em sua forma de observar o mundo e a vida. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Contribuindo para esta degradação, há a dicotomia do público e privado. O povo da música gospel, e da arte gospel, e dos chaveiros gospel, e dos adesivos de peixinho no carro, assimilou muito bem a cultura relativista (já que não estava preparado para discerni-la e combatê-la), e criou guetos específicos de influência religiosa. Existem os espaços privados - separados para a influência da fé, e os espaços públicos, nos quais a minha fé não deve ter lugar. É assim que muitos cristãos ficam calados diante das decisões do STF em prol do homossexualismo, pois "no espaço público e democrático (eles adoram essa palavra) as questões religiosas não têm lugar". Será? Confinamos a fé cristã ao patamar da subjetividade, retirando-a do único lugar onde ela poderia ser relevante. Em outras palavras, não apenas nos desarmamos, como demos a arma aos inimigos da fé, para nos massacrar como quiserem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3 A ausência de uma forma cristã de pensar o mundo e a vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Além da visão dicotômica das coisas, e talvez como resultado dela, os evangélicos não possuem um modo distintamente cristão de pensar a realidade. Nosso aporte teórico para as ciências está fundamentado na autonomia da razão humana, e assim, quando um cristão tenta romper a barreira da dicotomia e se manifestar como cristão nas ciências, ele pensa a partir dos pressupostos anticristãos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A fundamentação para a prática política e jurídica em nosso país é aquela de um Estado formado a partir do consenso. Mesmo os cristãos que desejam se manifestar enquanto tais nesse âmbito, acabam trabalhando a partir do pressuposto de que "o poder emana do povo", sem considerar a autoridade de Deus.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os cristãos que desejam trabalhar na educação - professores e pedagogos - trazem, no meio de suas frases sobre a "educação de Jesus", noções construtivistas e/ou pragmáticas, que brotam de uma antropologia radicalmente contrária ao ensino do mesmo Jesus.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nossos cientistas sociais e historiadores estão afogados no marxismo, observando a história não como o desenrolar da Providência, mas como o resultado da luta de classes.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nossos biólogos são "cristãos darwinistas".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não bastasse o dualismo no povo evangélico, os que tentam rompê-lo estão condenados pela estrutura utilizada para sua reflexão, que nega em cada instância o conteúdo religioso proclamado por eles.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Também por isso estamos indefesos diante da maré gayzista e marxista. Nós usamos as categorias de pensamento propostas por eles, então acabamos pensando que a fala deles faz muito mais sentido. Desconhececemos a matriz Criação-Queda-Redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4 A falta de uma abordagem estratégica e consistente das questões públicas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Digamos que um cristão heróico conseguiu fugir da primeira barreira e compreende a Bíblia adequadamente; livrou-se da segunda e não trabalha a partir de dualismos; venceu a terceira e desenvolve uma forma de pensar legitimamente cristã; ainda assim ele encontra um quarto problema, que pode se manifestar de duas formas.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.tadashihp.com/wp-content/uploads/2011/02/bancada_evangelica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="143" src="http://www.tadashihp.com/wp-content/uploads/2011/02/bancada_evangelica.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;A bancada evangélica: fundamentação bíblica?&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A primeira delas é patente na raridade de cristãos auto-conscientes da Bíblia, da integralidade da realidade, e da estrutura cristã para o pensar. Sendo poucos, e espalhados, não se reúnem para ações conjuntas e significativas, e ficam como vozes soltas no espaço cibernético.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A segunda forma se manifesta quando tais cristãos se encontram, organizam núcleos para reflexão e divulgação dessa "forma cristã auto-consciente de ser", mas, sem nenhum senso estratégico, começam a atirar para todos os lados, e não tratam nenhuma questão consistentemente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma boa estratégia envolverá planos adequados de curto, médio, e longo prazo. Envolverá discussões e reflexão, formação de novas gerações nesta perspectiva, e a identificação de pontos centrais que precisam ser abordados estrategicamente, para que os demais - secundários - sejam tratados em seu devido tempo, ou venham na esteira dos principais.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No direito, por exemplo, não adianta ficar discutindo se os homossexuais serão felizes ou não no casamento, mas indicar para a esfera do Estado como submetida à autoridade de Deus, e paralela (nem acima, nem abaixo), da esfera da família. Nesta perspectiva, não cabe ao Estado interferir na esfera da família, cuja estrutura foi dada soberanamente por Deus. (Vale a pena pensar mais sobre isso posteriormente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5 Ataques internos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O último problema gerador da obtusidade cristã no espaço público são as disputas internas que pretendem derrubar o edifício evangélico. Aqui eu penso, também, em dois caminhos.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://portaldt.com/wp-content/uploads/2011/05/mentira1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://portaldt.com/wp-content/uploads/2011/05/mentira1.jpg" width="230" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;PL122: nós fechamos a boca &lt;br /&gt;e colocamos o zíper, eles só estão puxando&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por um lado existem os cristãos nominais (falsos cristãos) e os cristãos inconsistentes que trabalham em projetos contrários ao cristianismo bíblico. Penso, por exemplo, nas declarações recentes de Ricardo Gondim, na abertura ao pós-modernismo proposta pela Igreja emergente, e no inclusivismo de gente como Ed René Kivitz. Caminhando lado a lado com o segmento cristão, e provavelmente bem intencionados, tais cristãos estão, continuamente, lançando bombas sobre o cristianismo bíblico, operando em prol da relativização e enfraquecimento da consistência de um pensamento rigorosamente centrado na Palavra de Deus. Tais ataques dividem a igreja, confundem as ovelhas, e contribuem para a irrelevância cristã.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por outro lado, existem aqueles que caminham juntos e possuem uma mesma confissão, mas, em vez de abordarem questões comuns a partir dos mesmos pressupostos, preferem digladiar-se mutuamente. Penso aqui em discussões que dividem as Assembléias de Deus, por exemplo, e na prática dos chamados "neopuritanos", que, em vez de contribuírem para uma reflexão reformada da realidade, preferem discutir se Mark Driscoll é reformado ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•&amp;nbsp;&amp;nbsp; •&amp;nbsp;&amp;nbsp; •&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto ficou maior do que eu esperava, e isso é outra tristeza, pois sei que muitos não chegarão até aqui por preguiça. Em parte eu não os condeno, pois a proposta de um blog, normalmente é mais dinâmica. Por outro lado, muitos deixarão de ler não por fugir de um padrão estipulado na blogosfera, mas simplesmente por não possuírem interesse no assunto, nem conseguirem caminhar com qualquer análise um pouco (e bem pouco) mais estendida de uma questão.&lt;br /&gt;Contudo, embora a linguagem inteira do post seja pessimista e triste, e embora tenhamos nos colocado em uma situação lastimável, ainda tenho esperança. Creio que, identificando tais problemas e trabalhando consistentemente neles podemos melhorar a nossa condição, e creio, em um nível mais fundamental, que Deus continua guiando a Sua Igreja, de modo que ela nunca estará desamparada.&lt;br /&gt;Deus nos ajude.&lt;br /&gt;Soli Deo Gloria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2299088201752763346-7619772697375103655?l=5calvinistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://5calvinistas.blogspot.com/feeds/7619772697375103655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/05/obtusidade-evangelica.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7619772697375103655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2299088201752763346/posts/default/7619772697375103655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://5calvinistas.blogspot.com/2011/05/obtusidade-evangelica.html' title='A obtusidade evangélica'/><author><name>Allen Porto</name><uri>https://profiles.google.com/106024714305089542038</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-rF3brLEo-gw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAMB0/sn3HDqu-OEw/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2299088201752763346.post-3960119596496573714</id><published>2011-05-23T22:43:00.000-03:00</published><updated>2011-05-23T22:43:03.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clóvis Gonçalves'/><title type='text'>21 de maio passou, o dia do julgamento não chegou. E agora?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YwctSnRmK1Q/TUBQWUZl37I/AAAAAAAADmU/Y6oLP2dxy8M/s1600/tulipa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? (2Pe 3:9-12)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como era de esperar, Jesus não voltou na data marcada por Harold Camping e os seus seguidores da Family Radio&lt;/b&gt;. Mesmo antes da data marcada, vários sites e programas de TV, como o Jornal Nacional, ridicularizavam a tentativa de acertar a data da vinda do Senhor. Nem todos deixavam claro que se tratava de uma seita em particular e não os evangélicos em geral, e assim, a bem aventurada esperança da Igreja foi incluída no erro divulgado. Agora que a data passou e mais uma vez um falso profeta reprovou no teste, o que devemos fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em primeiro lugar, devemos manter viva a doutrina e a esperança da volta de Cristo&lt;/b&gt;. A despeito dos fiascos históricos dos que pretenderam marcar datas para a volta do Senhor, permanece o fato de que &lt;i&gt;&lt;b&gt;“o dia do Senhor virá”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Pe 3:10). Esta certeza deve determinar a maneira como vivemos nestes dias que antecedem a volta do Senhor. Convém procurar saber &lt;i&gt;&lt;b&gt;“que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Pe 3:11-12), entendendo que a aparente demora do Senhor nada mais é do que a longanimidade de Deus para com Seu povo &lt;i&gt;&lt;b&gt;“não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Pe 3:9).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Devemos também alertar os perdidos a respeito da iminente volta do Senhor&lt;/b&gt;. Ao contrário do que apregoam os marcadores de datas, a volta do Senhor não terá aviso prévio, pelo contrário, &lt;i&gt;&lt;b&gt;“o dia do Senhor virá como o ladrão de noite”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Pe 3:10). Além de inesperada, a volta do Senhor trará sérias consequências à atual ordem de coisas. &lt;i&gt;&lt;b&gt;“Os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Pe 3:10), realmente, &lt;i&gt;&lt;b&gt;“os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (2Pe 3:12). Não haverá ponto de apoio para aqueles que não estiverem aguardando e apressando-se para encontrar o Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E quanto aqueles que caíram no erro de acreditar que Jesus voltaria em 21 de maio de 2011?&lt;/b&gt; Deve ser grande o desapontamento dos que deixaram tudo e se prepararam para o dia do julgamento. Nessas horas, não querendo abandonar o erro, muitos inventam explicações e saídas para o fracasso, como já aconteceu no passado com outras seitas. Outros, se decepcionam com Deus, como se Ele fosse o responsável pelas mentiras dos homens, e afastam-se da comunhão com a igreja. Mas alguns, arrependem-se do erro e procuram voltar-se para a simplicidade do evangelho, apegados à esperança da volta do Senhor, mas deixando de lado malabarismos numéricos sobre a data do retorno de Cristo. Os que permanecem no erro devem ser advertidos, os decepcionado buscados e os arrependidos acolhidos. Simplesmente tripudiar sobre os que erraram e ridicularizar tais pessoas, não é uma atitude cristã e o mundo já está fazendo muito bem. Nossa atitude deve ser outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Finalmente, podemos aprender alguma coisa com os seguidores de Harold Camping&lt;/b&gt;. O zelo e o empenho em que demonstraram em divulgar a falsa data da volta do Senhor serve de exemplo para os que proclamam o retorno do Senhor como parte da pregação do evangelho. Deles se pode dizer que tiveram zelo sem entendimento, que não se diga de nós que temos entendimento com falta de zelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Soli Deo Gloria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: inherit; margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222; font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Clóvis Gonçalves é blogueiro do &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;a href="http://cincosolas.blogspot.com/" style="color: #5d3f15; text-decoration: none;"&gt;&lt;i&gt;&lt;
