28 de janeiro de 2010

2 estórias


A sala de espera do hospital carregava um silêncio mortal. Tudo contribuía para a ansiedade, até mesmo aquela revista ingênua, esquecida sobre a poltrona no canto do espaço.

Médicos e enfermeiras caminhando de uma sala para outra, o som contínuo do ar condicionado, um velhinho batendo o sapato no chão - gerando um terrível cronômetro -, e o olhar da recepcionista no balcão próximo: nada era imperceptível, e tudo aumentava a agonia de quem espera um resultado.

Finalmente o médico apareceu:

- Senhor João?

Levantando-se rápido, aproximou-se do doutor, sem nenhuma palavra.

- Como lhe falei, havia uma grande possibilidade de ser câncer. Agora confirmamos o diagnóstico, o senhor realmente tem esta doença. Permita-me lhe falar sobre as opções de tratamento...

Enquanto o médico tentava indicar possibilidades de lidar com o problema, o chão se abria sob seus pés. Subitamente seus pensamentos deixaram a sala, e o desespero o dominou. Câncer! Câncer! Não havia a quem recorrer, e nem como alimentar esperanças, pois para ele tudo era desgraça.

Não conseguiu lembrar das últimas palavras do médico, e nem de como chegou em casa. Mas a sua visão da realidade a partir de então era apenas tristeza, sofrimento, e desespero.

Nem percebeu, mas já estava morto antes que o câncer se espalhasse.

Naquele mesmo dia, na sala ao lado, Rui ouvia algo parecido. O câncer estava confirmado. Dor semelhante à de João tomou conta dele, e lágrimas escorreram sobre o seu rosto. Por alguns instantes lutou com o sentimento de abandono, e com as perguntas que surgiam em sua cabeça: "Por que eu?", "O que será de mim?", "Como sequer vou pagar o tratamento?"...

Mas então lembrou quem era: filho de Deus. E lembrou quem Deus é: soberano, amoroso, gracioso, onipotente, e fiel. Isso o livrou de ceder ao desespero.

A partir de então, todas as vezes que era tomado de maior dor, e quando era intensamente tentado a se desesperar, meditava nos atributos de Deus, para entender a realidade que o envolve, e daí ser fortalecido pela Palavra.

Ele não se entregou à morte. E, ainda que o câncer o tenha levado para Deus, não foi com desespero e murmurações, mas com a sobriedade de quem reconhece haver um plano soberano para tudo.

* * *
Allen Porto é blogueiro do A Bíblia, o Jornal e a Caneta, e escreve às quintas-feiras no 5Calvinistas.

25 de janeiro de 2010

Salmo 23: uma meditação rápida

"O Senhor é o meu pastor, nada me faltará" Sl 23:1

Não sei se há alguma outra frase da Bíblia  tão conhecida como esta exclamação do salmista Davi. As crianças nas primeiras classes da escola dominical aprendem a decorar essa passagem, pintando ovelhinhas verdes nos livros de atividades. Os velhos de cabelos brancos, depois de uma vida experimentando a verdade dessa declaração, repetem com gosto essas palavras, aprendidas quando criança e jamais esquecidas. Quanto consolo ela nos traz!

Aprendemos a colocar a ênfase na palavra pastor. A palavra Senhor é quase que negligenciada quando lemos ou repetimos o salmo. Porém, ela está lá, no começo, para nos lembrar que o pastoreio do Senhor é exercido sob o signo de seu senhorio. O próprio Davi disse "sabei que o Senhor é Deus: foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto" (Sl 100:3). Deus como pastor, nos lembra que somos ovelhas, feitura de suas mãos e que existimos para Sua glória. Por isso, nunca esqueçamos que "Ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações" (Sl 95:7-8).

Contudo, o Senhor é nosso pastor! Ele cuida de nós, dando alimento, proteção e cuidando de nossas necessidades. Ele nos guia, vai adiante de nós, nos adverte quando nos desviamos, nos corrige quando insistimos em nos afastar, desgarrando do rebanho. E como é bom poder orar "desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo" (Sl 119:176), sabendo que Ele virá nos buscar, nos colocará em Seus ombros e fará uma festa por ter nos achado.

Tendo um Senhor todo poderoso como pastor, podemos ter certeza que nada nos faltará. Não quer isto dizer que o Pastor está à serviço de nossas ambições vis ou de nossas paixões materiais. Tal idéia é absurda e não cabe nesta confissão. Mas ela nos dá a certeza que nosso pastor suprirá a nossas necessidades, necessidades reais, de modo que sendo diariamente protegidos, guiados, alimentados e descansados possamos dizer:

“Assim nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente: de geração em geração cantaremos os teus louvores” (Sl 79:13).

Clóvis Gonçalves é blogueiro do Cinco Solas e escreve no 5 Calvinistas às segundas-feiras

22 de janeiro de 2010

Quem é Deus?

Quem é Deus? E o que é a realidade, o que é tudo que existe?
Alguém já disse, e eu concordo, que, se não existe Deus, este assunto é insignificante. Mas se Deus há, então tudo que se refere a Ele é da maior importância. E a verdade é que a resposta à segunda pergunta depende muito do que se responde à primeira.
Pois bem, nós, reformados, afirmamos que há um Deus e queremos saber quem Ele é. O curioso é que temos sido acusados recentemente de criarmos um Deus à nossa imagem. Não atino como isto se possa dar, pela maneira como O pensamos, mas isso é uma reciclagem da velha acusação de interpretar a Bíblia pelo calvinismo e não o contrário. Não vale muito a pena ficar a rebater tal acusação. O melhor mesmo é irmos às Escrituras e buscarmos responder à questão sobre quem é Deus com base nelas. Pois, sim, ainda cremos e creremos sempre que as Escrituras são a Revelação que Deus faz de Si mesmo!
As Escrituras, pela graça de Deus, são pródigas em revelar Seus atributos. E o estudo destes é algo que deveria ser feito por todo aquele que se chama cristão. Impossível não se maravilhar com o caráter de nosso Deus! Impossível não louvá-lO por Suas qualidades. Impossível não se prostrar perante Ele e impossível não Lhe dar glórias!
Sim, muito haveria que se dizer sobre quem Deus é. Uma resposta exaustiva não é possível, pois Ele é o Insondável. E mesmo Sua Revelação nos fala apenas daquilo que precisamos saber. E, também, queremos uma resposta mais breve. Uma que seja apenas suficiente para nos indicar o caminho da resposta à segunda pergunta. Assim sendo, creio não haver caminho melhor que aquele que passa pelo nome que Deus dá a Si mesmo e que passa também pelo nome em que Ele é o próprio revelar-Se!

O nome que Deus dá a Si mesmo
Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros (Ex 3.14).
Talvez a associação mais imediata que fazemos ao lermos Deus dizer EU SOU é em relação a Sua eternidade e outros atributos diretamente relacionados a ela. “Deus é” significa, em certo sentido, que Ele foi, é e será. Ou talvez seja melhor dito que Ele sempre foi, é e sempre será! Uma aproximação em termos de tempo, sem dúvida, pois a eternidade é atemporal. Transcende o tempo. Deus é eterno!
E este “sempre ser” também sugere imediatamente imutabilidade. Se é, eternamente, é sempre o mesmo. Pois mudar significa deixar de ser. Deus não muda, é imutável! Daí inferimos imediatamente Sua fidelidade. Pois se é e não muda, eternamente, as promessas feitas desde a eternidade serão cumpridas sem sombra de dúvida! Deus é fiel!
Assim, em um curto e rápido olhar, percebemos a riqueza desta revelação. Três atributos apreendemos e mais outros tantos podem ser inferidos. Mas há um sentido em especial, o sentido ontológico, que nos cumpre olhar com um pouco mais vagar: Deus, e só Deus, é! Apenas em Deus o ser é propriamente. Ou, dizendo de um outro modo, apenas Deus propriamente é. Sei bem que esta linguagem metafísica é estranha a muitos, dado o espírito positivo (empírico) de nosso tempo. Mas esforcemo-nos em apreender o sentido destas palavras. E, talvez, o melhor meio para isso é pelo contraste com o que somos. E o que somos? O que é homem?
“O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa” (Sl 144.4). Ontem nós fomos e hoje somos. Mas amanhã passaremos. Sim, somos limitados. No tempo (contra a eternidade) e no espaço (contra a onipresença). Mas para além disso, o homem só pode ser, ele apenas é, enquanto Deus o sustem. Ele não pode suster-se por si. Não importa quão grande ele se sinta ou quão seguro esteja de seu poder e força. Ele não pode ir além de sua contingência. Agora ele é, mas, no momento seguinte, como saber?
Deus, ao contrário, é ilimitado em tudo que é. Não apenas eterno e onipresente, mas também onisciente e onipotente. Mas, acima de tudo isso, Ele é porque é. Ele não pode não ser, pois o não ser é o nada. Mas Deus, o Deus EU SOU, Ele é, necessariamente!
Tudo que é, é. Porém apenas em Deus o ser encontra seu perfeito significado. Deus é o Ser, e todo ser dEle depende, dEle recebe o seu próprio ser. Apenas Deus propriamente é. Apenas Deus é, absolutamente! Tudo o mais é relativo a Ele. Eis aí um significado do EU SOU fundamental para todo pensamento humano: Deus é Absoluto!
Deus é o Absoluto!

O nome em que Deus é o próprio revelar-Se
No princípio era o LOGOS, e o LOGOS estava com Deus, e o LOGOS era Deus (Jo 1.1).
Alegra-me o fato de Deus ter-se revelado como o EU SOU numa era pré-filosófica. Pois o fato precede a metafísica e toda a profundidade do pensamento racional sobre o ser. Que os homens, mesmo sem conhecer o Deus Vivo dos hebreus, tenham apreendido esta profundidade e os cristãos mais tarde a tenham identificado não me sugerem qualquer acaso!
Mas quanto ao Logos, ao contrário, não em relação ao acaso, mas ao uso racional do termo, não me parece qualquer despropósito que João o tivesse incorporado conscientemente ao vocabulário cristão devido justamente a este uso. Isto é, no primeiro caso o significado do nome independe de qualquer filosofia. Mas, no segundo, a filosofia está mesmo a enriquecer o termo pelo qual Deus inspira o apóstolo a dizer ser Seu nome.
Nossas Bíblias traduzem o termo Logos por Palavra ou Verbo, havendo a identificação com Cristo. Estão a enfatizar o princípio racional Criador pela própria ação de criar: “Disse Deus: Haja luz; e houve luz” (Gn 1.3). Jesus é o Verbo, a Palavra criadora de Deus. Na verdade, aqui já se encontra todo o significado que o termo encerra: o Deus Criador! Porém, aquele que crê faz bem saber da ligação filosófica entre os termos “logos” e “arché”.
De forma bem resumida, os primeiros filósofos procuravam a arché, um princípio pelo qual tudo vem a ser, sendo, além da própria constituição do que é, tanto origem quanto aquilo que mantém todo ser. Este princípio é também racional, um logos, um princípio de ordem e de beleza. A associação deste conteúdo filosófico com o Deus Criador não é óbvia? E não é mesmo enriquecedora do termo?
Assim é que o LOGOS é o princípio que a tudo sustem por Sua Palavra, dando ordem e beleza a tudo que é, sendo mesmo a origem a partir do que tudo deve seu próprio ser. E note que, sendo o princípio pelo qual Sua voz a tudo dá significado, é também por este mesmo princípio, Sua Palavra, que Ele se dá a conhecer, que Ele Se revela! Seu nome é o próprio revelar-Se!
Enfim, o EU SOU, o Ser, o Absoluto, é o próprio LOGOS, o Deus Criador: a Origem!
Deus é a Origem!

A realidade
Temos respondida a primeira pergunta. Mas, e a realidade? O que é ela?
Não, é claro que não tenho a pretensão, neste pequeno espaço, de dar qualquer resposta, breve ou longa, simplista ou exaustiva. Não é sobre a resposta em si que pretendo falar, mas do caminho para ela. Pois o homem passou um longo tempo iludido por sua razão e acreditando que dela poderia inferir todas as respostas que deseja. Muitos ainda a mantém uma rainha, sem perceber quão irracionais são em sua racionalidade. Mas outros tantos já perceberam sua loucura. E se desesperam de poder obter qualquer resposta. Saem afirmando aos quatro ventos a impossibilidade de se afirmar. Não possuem absolutos, nem mesmo a razão. Desesperaram da verdade, desesperaram de conhecer! Neste contexto, vemos não só a relevância, mas também a atualidade do Cristianismo e da Revelação.
A razão sozinha, feita ela própria um absoluto, não pode encontrar um fundamento sobre o qual conhecer, pois ela não é este absoluto. Ela é apenas uma faculdade do homem. E este é contingente. É limitado no tempo e no espaço e incapaz de se colocar como a medida de todas as coisas. Como a razão deste homem poderá se colocar como absoluta? Como poderá medir tudo o mais por ela mesma? Apenas a ingenuidade pode manter a razão em seu trono.
Então está certo o homem em se desesperar! Está? Eis aí Deus a Se revelar! Ele se mostra o Absoluto sobre o qual construir, um fundamento, o único, do pensar. Ele se apresenta como a Origem de todas as coisas, sendo possível por Ele e nEle encontrar o significado de tudo que há! Basta ouvir o que Ele diz e saberemos não apenas quem Ele é, mas o que somos e o que toda realidade é. Apenas a rebeldia pode insistir no desespero!

Conclusão
Oh, nações, oh, povos! Atentem para o que estão fazendo, dizendo e pensando! Oh, pecadores! Oh, cada um de nós! Busquemos o Senhor enquanto se pode encontrá-lO (Is 55.6)! Ele Se revela e Se dá a conhecer para que vivamos com Ele eternamente. Sim, Ele assim o faz! Ouçamos o que Ele diz!
E louvemos a Deus como Ele é: “o Absoluto, o Criador, a Origem, o Logos, o Eterno, o Imutável, o Ser, a Razão de ser de tudo o que há, que houve ou há de ser, Aquele que não apenas pode, mas que efetivamente dá a tudo sua significação e Aquele em quem, enfim, a razão é, efetivamente, possível!”.
SOLI DEO GLORIA!

21 de janeiro de 2010

Mar, terra, e o equilíbrio dos atributos


"Nem tanto ao mar, nem tanto à terra" - diz o ditado. No que diz respeito aos atributos de Deus, a máxima se torna um guia interessante. Digo isto porque, em tempos de crise e tragédias como a do Haiti, há exageros em dois extremos: alguns que vêem Deus só como amor, e outros que O observam apenas como justiça.

O desequilíbrio na maneira como percebemos o Senhor pode atrapalhar consideravelmente a maneira como nos relacionamos com ele, e como observamos a realidade em geral.

Essa ênfase errônea em apenas um atributo revela a desconsideração da Escritura em sua totalidade. Não digo que há uma intenção malévola de perverter o ensinamento escriturístico, mas, se não há maldade, pelo menos há ingenuidade, ou ignorância - e os resultados práticos disto podem ser tão ruins quanto o da maldade deliberada.

Tomemos, por exemplo, o atributo da cognoscibilidade de Deus. Basicamente, ensina que Deus pode ser conhecido. A idéia de conhecimento relacionado ao ser de Deus é desprezível para alguns em nosso tempo: por um lado, há os que negam a Divindade, e, por isso, consideram que algo inexistente não pode ser conhecido. Mas há cristãos caminhando nesse mesmo sentido. Eles não negam a existência de Deus, mas rejeitam tudo relacionado ao uso do intelecto na religião, e assim preferem dizer que Deus é "experimentado", mais do que conhecido.

Para muitos desses, o termo "conhecimento" em si já traz uma carga não-cristã, uma importação da filosofia grega, ou expressa a ocidentalização da fé. A fim de justificar seu pensamento, porém, recorrem muito mais à filosofia existencialista ou alguma corrente de pensadores ocidentais, do que ao texto bíblico. E assim refutam a sua própria perspectiva.

A Escritura, por outro lado, trabalha num equilíbrio recheado de beleza. Deus é "experimentado" no sentido de se viver uma relação pessoal com Ele, mas esse relacionamento se perfaz nos termos da Escritura, que exige o intelecto humano em sua expressão religiosa. A cognoscibilidade de Deus se mostra, em parte, na apresentação bíblica dos Seus atributos.

Deus pode ser conhecido? Deixemos que Ele responda:

...mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR. [Jr.9.24]


A busca de uma visão completa, porém, não permite ficarmos presos exclusivamente à cognoscibilidade de Deus. Enfatizarmos apenas este atributo, pode gerar o erro de estendermos o seu limite além do permitido. Não é porque Deus pode ser conhecido, que Ele pode ser exaustivamente conhecido e compreendido.

Por isso, a cognoscibilidade precisa ser pensada em paralelo com a incompreensibilidade de Deus. A fim de não nos orgulharmos e pensarmos que podemos "dominar" a matéria divina, somos lembrados constantemente que Deus está bastante além da nossa finita capacidade de compreendê-lo. Ele tem grandeza e pensamentos insondáveis [Sl.145.3; Rm.11.33-36]. Para usar o linguajar do Francis Schaeffer, podemos ter conhecimento verdadeiro sobre Deus, mas não conhecimento exaustivo.

Este equilíbrio, na prática, gera segurança e humildade. Torna-nos seres humildes, diante da grandeza do Senhor, O incompreensível. Mostra a nossa limitação e fraqueza. Livra-nos de considerarmos nosso intelecto além do que ele merece. Ao mesmo tempo, dá-nos segurança, por nos fazer confiar que, mesmo com nossa limitação, Deus ainda Se revela, e pode ser conhecido por nós. Novamente, como diria o Schaeffer: "Ele está lá, e não está em silêncio"*.

*Este é o título de um dos livros do autor: "He is there and He is no silent", traduzido no Brasil como "O Deus que Se revela".

Allen Porto é blogueiro do A Bíblia, o Jornal e a Caneta, e escreve às quintas-feiras no 5C.

19 de janeiro de 2010

Como ajudar o Haiti


Quer ajudar a população do Haiti e não sabe como? A Visão Mundial é uma organização missionária cristã interdenominacional e está recebendo doações para os haitianos. Depósitos podem ser feitos em duas contas, uma do Bradesco e outra no Banco do Brasil:

Visão Mundial
CNPJ: 18.732.628/0001-47

Bradesco
Ag 3206-9
CC 461666-9
ou
Banco do Brasil
Agência 0007-8
CC 16423-2

A Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira também está recebendo doações. Informações sobre como doar pelo telefone (21) 2122-1901 ou clicando aqui.

Quem quiser, também pode fazer a sua doação pelo Banco do Brasil. Os dados necessários para a doação estão abaixo:

Favorecido: Embaixada da República do Haiti
Agência: 1606-3
Conta corrente: 91.000-7
Caso seja necessário, informe o CNPJ da Embaixada: 04.170.237/0001-71

Envolva-se, não deixe de ajudar.